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GIBA UM

“Quero agradecer à colaboração e necessária união de todos num grande pacto pela preservação da vida e dos empregos: Parlamento, Judiciário, governadores, prefeitos e sociedade”

de JAIR BOLSONARO, fingindo que tudo vai bem.
02/04/2020 05:00 - Giba Um


“Quero agradecer à colaboração e necessária união de todos num grande pacto pela preservação da vida e dos empregos: Parlamento, Judiciário, governadores, prefeitos e sociedade”,  
de JAIR BOLSONARO // fingindo que tudo vai bem.

Produtores nacionais de mel têm reivindicado à ministra Teresa Cristina, da Agricultura, rigor do governo no contrabando proveniente da China.

Mais:  o país asiático está para o mel como o Paraguai para o cigarro. O produto clandestino chinês já invadiu o país e domina mais de 20% do mercado brasileiro.

 
 

Meio órfão

A atriz Flávia Alessandra, 45 anos, está cumprindo o isolamento e comentou a pausa nas gravações em Salve-se quem puder onde vive Helena. “Segunda-feira à noite chegou, primeira semana sem Salve-se Quem Puder no ar. A gente se sente um pouco órfão e também muito orgulhoso dessa história inteira pela frente para contar. A pausa é curativa, necessária, mas já deixa saudade por aqui: das trocas diárias, do elenco incrível, dos textos gostosos de interpretar”. Em recente entrevista a atriz falou sobre a briga da herança de Marcos Paulo. “Nunca vivi tanta exposição. Para a Giulia é terrível, ela não consegue enterrar o pai. Como se não bastasse a perda, tem a vida exposta, com gente condenando-a sem saber a verdade”. Flávia também é capa e recheio da revista Manequim.

Capitão atormentado

Jair Bolsonaro chorou – e pela segunda vez – durante um pronunciamento. Desta vez, foi em sua última fala em rede nacional de TV, quando parecia se mover em direção da realidade que está prevalecendo em todo mundo. Muitos acharam que a ficha estava, finalmente, caindo para Bolsonaro; outros – e inclusive especialistas em psiquiatria – acharam que o choro fazia parte do conteúdo do pronunciamento que fez, quase obrigatoriamente. Era uma derrota para Bolsonaro que, na saída do Alvorada, no mesmo dia, falou que a OMS defendia a volta ao trabalho e foi desmentido pelo diretor da entidade, Tedros Adhanom.  Pessoas que convivem com Bolsonaro relatam que, vez ou outra, ele é acometido de um choro súbito, especialmente quando reclama que não consegue impor suas condições de combate ao coronavírus. É obrigado não se deixar influenciar pela patrulha Mandetta que defende manter isolamento e comércio fechado. Em outras ocasiões – e mesmo em entrevistas – Bolsonaro já confessou que chora à noite, o que caracteriza um estado psicológico dos mais conturbados. Ele não toma ansiolíticos e os recusa terminantemente.

 
 

Celebrando a vida

A apresentadora e atriz Fernanda Paes Leme está feliz da vida, acaba de receber alta médica após ser diagnosticada com novo coronavírus. Teve que ficar em isolamento e contou com apoio de amigos, não pode estar junto a sua mãe que comemorou aniversário neste período. Para celebrar a vida postou várias fotos e numa delas comeu brigadeiro de colher. “Botei até vestido e o sorriso tá largo porque após 14 dias desde os primeiros sintomas, em isolamento domiciliar e agora assintomática, estou de alta médica. Não posso mais transmitir o corona a ninguém”.

O que ele disse

Tedros Adhanom (OMS), disse na segunda (30) que era preciso levar em consideração a situação das pessoas que precisam ir trabalhar todos os dias “para ganhar o pão”, nas medidas adotadas no combate ao Covid-19 . E mais: “Se estamos limitando os movimentos, o que vai acontecer com essas pessoas?”. E reafirmou a orientação da OMS que continua sendo pelo isolamento social.

In – Acelga
Out – Catalonha

 
 

Sala nova

 Ministros próximos de Bolsonaro, integrantes da cúpula do governo ou não, além de assessores de maior nível estão atordoados: Bolsonaro acaba de dar uma sala especial para seu filho Carlos Bolsonaro, próximo de seu gabinete e apontado como comandante do “gabinete do ódio”. Ele não tem nenhuma função oficial, não é servidor nomeado, é apenas “o filho” que comanda reuniões emergenciais com o bloco central do governo, incluindo militares.

Estilo Bolsonaro

Parece que o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, que passou por uma quimioterapia e está se submetendo a uma imunoterapia, o que o transforma em figura de risco diante do coronavírus, resolveu copiar Bolsonaro. Tem saído às ruas, próximo de populares, com seguranças, só faltando se submeter a selfies. O último tropeção de Bruno foi reduzir a frota dos transportes em São Paulo em 65%. Resultado: metrô, trens e ônibus abarrotados.

SOS RODOVIAS

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, prepara MP na tentativa de amortecer o impacto do coronavírus sobre a concessão rodoviárias. A principal medida deverá ser a suspensão da cobrança de outorgas fixas e variáveis previstas nos contratos, provavelmente até dezembro – nos moldes da MP 925 voltada ao setor aeroportuário. Freitas teme que o efeito da Covid-19 provoque uma onda de devoluções de licenças.

Nó na cadeia

A área de agronegócio é exemplo claro de confusão. A falta de regulação específica e queda-de-braço entre governo federal, estados e municípios, está provocando um nó na cadeia de logística do setor. Tradings, empresas privadas de armazenagem e sindicato de caminhoneiros têm cobrado da ministra Tereza Cristina, da Agricultura, regras claras para o funcionamento de centros de distribuição e o transporte de produtos agropecuários.

JOGUINHO

O governo central nunca havia pensado em distribuir R$ 200 para a população autônoma e de baixa renda. Só que Rodrigo Maia, presidente da Câmara, achou que era pouco e disse que, pelo menos, deveria ser R$ 500. Bolsonaro nunca daria o que Maia reclamou – e aumentou para R$ 600, dinheirama que vai catar em títulos, reservas ou rodando a maquininha.

Compulsório

Começa a circular a ideia de um projeto de lei complementar para instituir um empréstimo compulsório, em substituição ao corte de salários do funcionalismo. A proposta foi formulada por entidades ligadas aos servidores e agradou parlamentares. Os defensores argumentam que o empréstimo seria pago por aqueles com renda mais elevada, independentemente do cargo que possam ocupar na administração pública ou nas empresas. Detalhe: entre compulsório e vender título não há diferença.

Ameaça no ar 1

A situação dos caminhoneiros caminha para uma possível  parada geral. No limite, pode ser o caso de chamar as Forças Armadas para ajudar no ir e vir do transporte de cargas no país. Na atual circunstância, o fluxo de mercadoria se torna uma questão de segurança nacional. Mais de 60% da distribuição de cargas são feitas por rodovias. Parar as estradas é congelar o país. É só lembrar do que ocorreu na greve dos caminhoneiros, no governo Temer, em 2018.

AMEAÇA NO AR 2

Agora os caminhoneiros estão ameaçando para valer. Eles vão parar se os governadores não recuarem de medidas restritivas. Eles são conseguem tomar banho e tampouco comer nas estradas: postos e restaurantes (com banho) estão fechados. São 14 mil caminhoneiros comandados pelo mesmo Wallace Landim que chefia os companheiros através de 850 grupos de WhatsApp. Agora, João Dória fala que está mandando 140 mil kits de alimentos para 43 postos de 19 rodovias paulistas que ainda não chegaram.

MISTURA FINA

  • NAS redes sociais o que não falta são críticas – calmas e explosivas – à verdadeira rede de proteção à mansão do governador João Doria nos Jardins, em São Paulo. Ele fez um boletim de ocorrência alertando que recebia ameaças de morte das falanges bolsonaristas. Então, três viaturas da PM e duas da GCM guardam sua residência e mantém a rua interrompida para o trânsito. Dória ainda não sabe o resultado da investigação.
  • NA terça (31), depois do pronunciamento em rede nacional de Bolsonaro, diversas cidades dispararam um colossal panelaço contra o presidente, incluindo  os gritos habituais. O Jornal Nacional dedicou quatro minutos seguidos para mostrar prédios batendo panelas em mais de dez cidades brasileiras.
  • NO ano passado, apenas 30% dos brasileiros tinham algum tipo de poupança. Já 70% dos brasileiros não tem reserva alguma, sendo que 40% dos brasileiros são autônomos. É o vendedor de mate, manicure, massagista, o peão de obra que só ganham se trabalham no dia. são esses que estão esperando os R$ 600 do governo.
  • GRANDE grupo de juristas acha que Bolsonaro deveria responder criminalmente pelas ameaças à saúde pública. O passeio de domingo teria violado o artigo 268 do Código Penal que diz: “Infringir determinação do poder público destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa”.
  • PARA os especialistas, o Banco Central atuou timidamente no câmbio. O resultado é que o dólar disparou cerca de 30% em 60 dias. Danificou a imagem do governo e fragilizou alguns balanços, em número redondos, aumentou a dívida externa das empresas em R$ 115 bilhões e dos bancos em R$ 250 bilhões. Como diz o economista Roberto Troster, ex-Febraban, “regime de câmbio flutuante é diferente de regime de câmbio volátil”.
  • A ASSOCIAÇÃO Brasileira de Normas Técnicas está montando uma força-tarefa para acelerar a homologação de máscaras e luvas cirúrgicas fabricados temporariamente por empresas de outros setores. A Anvisa já adotou providência na mesma linha, abrindo mão da autorização sanitária para garantir o rápido fornecimento aos hospitais. Os míseros mortais, contudo, não conseguem máscaras em farmácia alguma.
  • AS fakes news não param: circula em grupo de WhatsApp um vídeo que mostra Lula saindo de um hotel de luxo com o seguinte texto: “Só luxo e riqueza: o malandro vive na Dinamarca, zero de contaminação”. As imagens são mesmo de uma viagem do ex-presidente ao país europeu. Só que em 2009.

Felpuda


Lideranças de alguns partidos estão fazendo esforço da-que-les para fechar chapa com o número exigido por lei de 30% do total de vagas para as mulheres. Uma dessas legendas, por exemplo, tenta mostrar a “felicidade” das suas pré-candidatas, mas teme o fracasso, tendo em vista que o “chefe maior” é aquele que já mandou mulheres calarem a boca e disse também que a importância da sua então esposa na campanha eleitoral era porque apenas “dormia com ele”. Ô louco!