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GIBA UM

“Saiu hoje? Falou agora? Não é atribuição nossa. Isso é uma decisão do presidente”

de NELSON TEICH, ministro da Saúde, quando soube da decisão de Bolsonaro de liberar salões de beleza e academias
13/05/2020 06:00 - Giba Um


“Saiu hoje? Falou agora? Não é atribuição nossa. Isso é uma decisão do presidente”,  
de  NELSON TEICH // ministro da Saúde, quando soube da decisão de Bolsonaro de liberar salões de beleza e academias

Acusada sempre de não se posicionar politicamente, a cantora Anitta aproveita a quarentena para aprender sobre o assunto. Promoveu uma aula de política com Gabriela Prioli em seu Instagram.  

Mais: acabou aplaudida, especialmente por expor ignorância em conceitos básicos como a separação dos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) e também “o que é ser de direita” e “o que é ser de esquerda”.

 
 

Renda revertida

A modelo e empresária Kendall Jenner, 24 anos é uma das garotas-propaganda da grife de sapatos e acessórios  americana Stuart Weitzman. Em fotos feitas antes do distanciamento social, ela mostrou toda sua flexibilidade. Ela diz que está cansada de ser alvo de boatos sobre namoros. Os últimos rumores de romance seriam com Devin Booker, jogador de basquete do Phoenix Suns. Mas ela garante que está solteira. “Acho que eu aprendi lições diferentes em cada relacionamento. Muitos relacionamentos me ensinaram mais sobre mim mesma, o que é o mais valioso. E tipo, o que eu quero de uma pessoa em uma relação”. Mais: ela acaba de lançar em parceria com a Zaza World  uma coleção com três camisetas, um moletom, boné, adesivo e tote bag, com receita revertida para os esforços da Feeding America contra a Covid-19. Os produtos estão disponíveis no e-commerce da Zaza World, que entrega no Brasil. Preço médio  US$ 35.

Mães de ministros

No teor da reunião ministerial de 22 de abril, que a AGU tentou por três recursos impedir sua entrega e divulgação do vídeo, tem de tudo, além da prova citada por Sérgio Moro de interferência na Polícia Federal. Tem o presidente falando palavrão, um discussão entre Paulo Guedes e Rogério Marinho, ataque de Bolsonaro a uma nota da Polícia Rodoviária Federal lamentando a morte de um agente pela Covid-19, o chanceler Ernesto Araújo fazendo novos ataques à China e até o ministro Abraham Weintraub xingando as mães dos onze juízes do Supremo Tribunal Federal.

 
 

Missão cumprida

O isolamento social não é motivo para que as pessoas parem de fazer exercícios. Mesmo distantes das academias (agora liberada por decreto) ou de seus personal trainers particulares, muitas pessoas continuam mantendo o ritmo. Uma destas é a atriz Thaila Ayla, 34 anos, que postou foto e legendou: “Missão dada é missão cumprida!!!”. Aliás, Thaila não tem como reclamar: ela tem um cenário lindo e inspirador em sua casa para qualquer tipo de exercício. Cercada pela natureza sua casa em Itanhangá, no Rio de Janeiro,  tem uma quadra de basquete, um estúdio de música  e até uma cachoeira particular.  

Corporativos

Gastos totais com cartões corporativos entre janeiro e março deste ano foram de R$ 41,9 milhões no governo, onde 2.613 iluminados possuem o dinheiro plástico por indicação do governante de plantão. Apenas com a presidências da República nesse período foram R$ 7,8 milhões sendo 3.335 movimentações, com valor médio de R$ 2.339,63 por movimentação, tendo sido apenas 28 portadores desses cartões para atender ao “guardião da moral e da ética da humanidade”. As despesas são sigilosas e Bolsonaro disse ter gastado R$ 739 mil para trazer brasileiros de Wuhan.

In – App de videoconferência: Google meet
Out – App de videoconferência: Zoom cloud meetings

 
 

A hora e a vez

O ministro Celso de Mello tem dado manifestações surpreendentes, como se estivesse disposto a deixar esse processo contra Bolsonaro uma última herança de quem sai do Supremo antes do final do ano. Há dias, ele disse que “os estatutos do poder, em uma república fundada em bases democráticas, não podem privilegiar o mistério, nem legitimar o culto ao sigilo”. Agora, finalmente apresenta ao público as verdades que Bolsonaro tenta esconder. Mais: ele teria feito um único comentário sobre o passeio de jet-ski  do Capitão. “É uma provocação”.

Amigo é para isso

Depois de perder em duas instâncias judiciais, Bolsonaro foi salvo pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça, João Otávio de Noronha, que havia opinado sobre o caso do vídeo da reunião, antes de julgá-lo. E não se declarou impedido. Em discurso de semanas atrás, Bolsonaro se referiu a Noronha como “um amor à primeira vista”. Esta semana, revela-se uma articulação do governo que inclui na pauta da Câmara projeto que cria um tribunal federal em Mato Grosso. O autor da ideia é o mesmo ministro Noronha, mineiro de Três Corações.

NO PLANALTO

Paulo Guedes pode ir despachar no Planalto: Bolsonaro teria oferecido ao ministro da Economia uma sala para que passe a despachar, pelo menos duas vezes por semana, quase a seu lado. Seria uma medida de alta dose de simbolismo, uma exibição de força do “Posto Ipiranga”. Nunca um ministro da Fazenda ou do Planejamento deu expediente no Planalto.

Semipresidencialismo

Em meio à pandemia, a convite de Bolsonaro, o ministro Paulo Guedes mudou-se do hotel onde morava em Brasília para Granja do Torto, residência oficial da Presidência da República. Nos últimos dias, Bolsonaro reafirmou que segue a cartilha de Guedes na Economia: “99 é Paulo Guedes; 1% sou eu”. Há quem diga que está sendo criado um derivado do semipresidencialimo, onde o presidente fica em campanha permanente e o ministro da Economia encara metade dos ministérios e administra as contas do setor público. Se bem que já há esses representantes do próprio Planalto.  

UM A MENOS

A defesa de Lula prepara-se para tentar liquidar a extinção dos processos contra o ex-presidente no âmbito da Operação Zelotes. A base para o pedido é a absolvição de diversos réus acusados de participar, ao lado de Lula, de um suposto esquema de venda de Medidas Provisórias. Entre os já libertos estão os lobistas Mauro Marcondes e Alexandre Paes dos Santos, os dois próximos do ex-presidente.

Desqualificação

Amigos de Maurício Valeixo, inclusive da Polícia Federal, estão preocupados: por não haver confirmado a maioria das acusações de Sérgio Moro em Bolsonaro sofrerá ampla campanha de desqualificação. Nas pesquisas, os percentuais de Moro à frente de Bolsonaro andaram balançando nesses dias, mas já estão se firmando, novamente, à frente do Capitão. Para muitos, pelo menos Valeixo confessou ter sido demitido por Bolsonaro e não pedido demissão.

Promessas

Em abril, o governo prometeu 2 mil leitos de UTI, 40 mil respiradores, 44 milhões de testes e até o começo desta semana, havia sido entregues 400 leitos de UTI, 487 respiradores e quase 2 milhões de testes. O ministro Nelson Teich discute novo plano de distanciamento por regiões. O país sabe a inflação de cada dia e a alta do dólar, mas desconhece a realidade sanitária nas cidades, pessoal, leitos e equipamentos da rede hospitalar. E o titular da Saúde está mais que perdido. No decreto sobre salões de beleza e academia, o Capitão passou por cima dele.

PRECARIEDADE

Para quem não tem ideia: em dezembro, quando a China confirmava a disseminação, 11 estados brasileiros fechavam 17 hospitais e 30 postos do SUS. Bolsonaro repetia Dilma que desativou 11,5 mil leitos – um a cada duas horas, nos primeiros dois anos e meio. Aumentaram as filas do SUS, única opção para três em cada quatro brasileiros.  Com menos 17 hospitais no país, o governo resolveu erguer 48 unidades de campanha, ao custo de R$ 10 milhões cada. Bolsonaro posou num (220 leitos) em Águas Lindas. Está pronto há semanas, mas continua fechado como o de Boa Vista (88 leitos). No Rio, é a anarquia da pandemia. Possui oito unidades federais de saúde em total precariedade. Consomem R$ 3,5 bilhões por ano. É o equivalente ao custo anual da rede de 66 hospitais estaduais.

MISTURA FINA

  • O GOVERNADOR Romeu Zema articula com o governo federal o envio de um avião da FAB à China para transportar 800 respiradores comprados para hospitais de Minas Gerais. A maior preocupação dos estados tem sido evitar voos comerciais, com suas escalas obrigatórias, para escapar dos possíveis bloqueios de equipamentos de saúde por outros países.
  • EM rodas mais chegadas, Bolsonaro tem dito e repetido que numa hipótese mais que especial “até votaria em Lula”. Seria quando as opções para presidente fossem o ex-presidente e o governador João Doria, de São Paulo. “Em Doria, nem amarrado!”.
  • LEVANTAMENTO da Paraná Pesquisas mostra que os brasileiros estão mais que divididos sobre os efeitos da crise do Covid-19 em sua qualidade de vida. Tudo continua igual para 47,5% e piorou para 47,5%. Apenas 1,8% disseram que “a vida melhorou”. E outros 3,1% não quiseram ou não souberam responder.  
  • PESQUISA feita entre quatro redes de farmácias de São Paulo e Rio de Janeiro revela que o consumo de ansiolíticos que atuam no sistema nervoso central cresceu quase 10% nos últimos quinze dias, em comparação ao mesmo período do ano passado. O campeão desse ranking é o Lexotan, seguido pelo Lorax.
  • A MINISTRA Tereza Cristina e outros 12 ministros da Agricultura da América Latina costuram plano integrado de ajuda humanitária na região. Nada de dinheiro: o acordo envolve o envio e distribuição de produtos agrícolas.  
  • O SECRETÁRIO de Segurança Pública do DF, Anderson Gustavo Torres, está cotado para assumir o Departamento Penitenciário Nacional do Ministério da Justiça. Delegado da Polícia Federal, Torres tem a seu favor o lobby do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, aliado de Jair Bolsonaro.
  • HÁ mais de 160 mil pedidos de Benefício de Prestação Continuada (BPC), represados no Ministério da Cidadania. Todos esses beneficiários ainda não receberam um tostão e Onyx Lorenzoni faz cara de paisagem.
  • O FILOSÓFO e escritor porto-alegrense Denis Rosenfield resolveu fazer uma análise dos principais atos do presidente Jair Bolsonaro e decreta: “O Brasil não aguenta mais dois anos e meio de Bolsonaro”.

Felpuda


Questão de família acabou descambando para o lado da política, e a confusão já é do conhecimento público. 

A queda de braço tem como foco a troca de apoio político que, de um, foi para outro. Sem contar as ameaças de denúncia da figura central do imbróglio. 

A continuar assim, há quem diga que nenhum dos dois candidatos a vereador envolvidos na história conseguirá ser eleito. Barraco é pouco!