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CLÁUDIO HUMBERTO

“Saudade de quando juiz investigar era violação ao princípio acusatório”

Procurador da República Bruno Calabrich, lembra o inquérito das fake news, do STF
14/06/2020 00:00 - Cláudio Humberto


“Saudade de quando juiz investigar era violação ao princípio acusatório”

Procurador da República Bruno Calabrich, lembra o inquérito das fake news, do STF

 

Quase 50% são pessimistas sobre futuro de Bolsonaro

Levantamento exclusivo Orbis/Diário do Poder mostra: quase metade dos brasileiros está pessimista em relação ao restante do mandato do presidente Jair Bolsonaro. Para 49,6% dos 4.032 entrevistados, o governo será “ruim ou péssimo” até 2023. No entanto, há 30,5% que acredita que os próximos anos serão “bons ou ótimos” e outros 15,3% têm expectativa “regular”. A pesquisa foi realizada entre 3 e 5 de junho.

O centro perde

Entre a pesquisa de 22 de maio e a atual, antes do vídeo da reunião ministerial, tanto a expectativa positiva, quanto a negativa, cresceram.

Desequilíbrio equilibrado

A expectativa de que o restante do mandato de Bolsonaro será “ruim ou péssimo” cresceu 1,5%. “Bom ou ótimo” cresceu 1,3%.

Entre as mulheres

Para 52,4% das mulheres, os próximos anos serão ruins ou péssimos e 25,7% delas acreditam que serão “bons ou ótimos”.

Diferenças regionais

O maior pessimismo em relação ao futuro do governo está no Nordeste (53,9% “ruim ou péssimo”). No Norte, 42,3% dizem “bom ou ótimo”.

‘Comunicador’ nas Comunicações vai dar problema

Tanto quanto os opositores, o presidente Jair Bolsonaro confundiu alhos com bugalhos, ao transferir sua comunicação social para o recriado Ministério das Comunicações. Um setor nada tem com a outro e, sob certos aspectos, são até conflitantes. A recriação do ministério confiado a Fábio Faria foi positiva para o governo, mas, se a extinta Secretaria de Comunicação Social (Secom) fracassou em suas atribuições, o melhor a fazer seria demitir o secretário Fábio Wajngarten e não “vender o sofá”.

Papel diferente

O Ministério das Comunicações trata de aspectos técnicos e regulação de radiodifusão, telecomunicações, internet etc, e não de notícias.

Zero à esquerda (ops)

Wajngarten deveria divulgar ações do governo, mas falhou nessa tarefa e nem mesmo ajudou Bolsonaro em suas dificuldades com os veículos.  

Questão de tempo

No Planalto a aposta é que Wajngarten fica pouco tempo na secretaria-executiva do Ministério das Comunicações. Logo arrumará confusão.

Era um vexame

Dirigentes de empresas e da agência reguladora Anatel diziam que eram constrangedoras as reuniões com o ministro Marcos Pontes, quando ele cuidava das Comunicações. Nada entendia do assunto. Um vexame.

Ignorância

Sérgio Moro também ignora o papel do Ministério das Comunicações, que chamou “Propaganda”, para insinuar semelhança com o homônimo da Alemanha nazista. Mas só confirmou seu desconhecimento.

Faltou lembrar

Sem destaque na mídia, o mundo passou de 4 milhões de curados do Covid19. Além de serem mais da metade dos infectados, 98% dos ainda doentes têm infecções leves. Notícia boa não dá audiência?

Vai pra casa, Padilha

Ameaçado de demissão nesta segunda (15), se os ônibus continuassem lotados, o secretário de Transportes da cidade de São Paulo, Edson Caran, demitiu-se na sexta (12). Em vez da dignidade de voltar para casa, concordou em permanecer no cargo até encontrarem substituto.

Repouso no campo

O governador do DF, Ibaneis Rocha, passa alguns dias no lugar que adora: sua fazenda em Correntes, no Piauí. Aproveitou a sexta-feira para cavalgar, curtindo a paisagem e o gado nelore de sua criação.

Que coisa feia

Iracema Portela (PP-PI) é mais uma deputada federal acusada do crime de “rachadinha”. Outra é Érica Kokay (PT-DF), mas o tempo passa e ela nunca é julgada, Sobrinha de Petrônio Portella, o ministro da Justiça da abertura política, Iracema é a ex do senador Ciro Nogueira (PP-PI).

São uns artistas

Reitora da UFRJ, Denise Pires de Carvalho, que é do tipo contrário à ideia oportunista de prorrogar mandatos de prefeitos e vereadores, defende prorrogar o mandato dos atuais reitores. Meu pirão primeiro.

Boa notícia

Para 52,7% de executivos latino-americanos, reduzir custos é o caminho para proteger empregos durante a pandemia, diz pesquisa PageGroup. Só 7,1% dos 3 mil executivos priorizaram a redução salarial.

Pensando bem...

...Wajngarten e Weintraub dão mais trabalho para o governo do que para quem escreve seus sobrenomes.

 
 

PODER SEM PUDOR

Amnésia de candidato

Candidato a presidente, Jânio Quadros chegou ao Ceará e pediu um encontro com o PTB local. Derramou-se em elogios à sigla, pedindo apoio. Mas os políticos cearenses resistiam: “O senhor desceu ontem aqui com nosso maior adversário, Virgílio Távora.” Ele se fez de desentendido: “Virgílio Távora? Não o conheço, não sei quem é...” Esclareceram: “Ele veio com o senhor. No avião. Chefe da UDN...” Jânio aquiesceu: “Ah, já sei, é um baixinho de óculos?” E depois completou: “Eu o vi. Mas não sei bem de quem se trata. Juro que não sei.” Mas sabia. Era o coordenador da sua campanha.

Felpuda


Embora embalada por vários “ex”, pré-candidatura a prefeito de esforçada figura não deslancha. É claro que ninguém ousa falar em voz alta que o apoio, em vez de alavancar os índices com o eleitorado, está é puxando para baixo. Uns dizem que o título do filme “Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado” retrata bem a situação. Outros complementam: “... na primavera, no outono, no inverno...”. Como diria vovó: “Aqui você planta, aqui você colhe!”.