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“Subi morro no Rio, em situações muito tensas, com Braga Netto do meu lado. Eu dou as costas para ele, ele dá as costas para mim”

Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria do Governo, sobre a confiança entre ele e o novo chefe da Casa Civil
17/02/2020 06:00 - Giba Um


“Subi morro no Rio, em situações muito tensas, com Braga Netto do meu lado. Eu dou as costas para ele, ele dá as costas para mim”

LUIZ EDUARDO RAMOS // da Secretaria do Governo, sobre a confiança entre ele e o novo chefe da Casa Civil.

 

A posse do general Braga Netto na Casa Civil será amanhã (18) assim como a ida de Onyx Lorenzoni para a Cidadania. O nome do general foi muito bem recebido por todos.

Mais: Rodrigo Maia, presidente da Câmara gostou muito. “Indicação espetacular, fez um excelente trabalho na intervenção federal no Rio, vai ajudar muito na área da segurança pública”.

 
 

Dona de casa

A atriz Marina Ruy Barbosa, 24 anos, está no seu ano sabático desde o fim da novela O sétimo guardião que terminou em maio de 2019 onde interpretou Luz. Passando uma temporada nos Estados Unidos, se dedica aos estudos e a cuidar da casa. Pouco conhecida por lá, vai até a feira e supermercados. Ainda sem projetos para TV e nem no cinema em 2020, vai garantindo seu dinheirinho em campanhas publicitárias, só neste mês está à frente de três peças publicitárias: Pantene, Colcci Eyewear e Valisere, que levou alguns fãs a loucura ao dividir algumas fotos da campanha no Instagram. De quebra, aparece em um ensaio para a revista francesa Slimi Magazine, que foram feitas na cobertura de um prédio novaiorquino, bem no centro da cidade.  

Inspiração de Guedes

O ministro Paulo Guedes, da Economia, foi criticado por todos os lados por ter dito que, por conta do dólar baixo “as domésticas estavam indo à Disneylândia”. Esse trecho de um discurso seu tinha ainda outra frase mais surpreendente: Guedes diz que elas “estavam indo três ou quatro vezes por ano para lá”. O jornal Extra chamou Paulo Guedes de “ministro Caco Antibes”, lembrando o personagem vivido por Miguel Falabella na série Sai de baixo. Ele dizia que “pobre é uma coisa feia” e que “casamento de pobre é a visão do inferno”. Mais: os observadores mais argutos da cena nacional acham que as falações delirantes de Paulo Guedes, da Economia, têm uma certa inspiração em declarações do chefe, antes e depois de chegar ao Planalto. Quando deputado criticou “a política nefasta das bolsas” e propôs “a esterilização da população pobre”. Já no Planalto, garantiu que “ninguém passa fome no Brasil”. O país tem 15 milhões de famintos – e no mundo inteiro são R$ 820 milhões, segundo a FAO/ ONU.

 
 

Arma mais poderosa

Levantamento feito entre as escolas de samba de São Paulo para ver, entre as musas das agremiações, qual a dona do mais poderoso derriére a ser exibido na avenida, já que todas irão aderir ao fio dental, elegeu Priscila Kimura, da Pérola Negra, a campeã: 115 centímetros, uma recordista. Ela desfilará no sábado (22) num enredo que fala do povo indiano, passando pela Índia e Egito. Comentário dela: “Não faço regime, é tudo obra da natureza”. Ela já foi eleita Musa das Musas do Brasileirão e distribuiu generosidades na Sexy.

Contra Olavo

O general Luis Eduardo Ramos, da Secretaria do Governo, festejou a nomeação do general Braga Netto para Casa Civil. Forma um bloco de militares unidos – e especialmente contra Olavo de Carvalho, o guru da família Bolsonaro. Os generais não esqueceram a demissão do general Santos Cruz, da Secretaria do Governo, por conta de Olavo e de Carlos Bolsonaro, o 02. E esse mesmo bloco não admite quaisquer interferências dos filhos do Chefe do Governo em suas atividades.

 
 

Deixou escolher

Quando Bolsonaro chamou Onyx Lorenzoni para lhe anunciar a saída, permitiu – e em nome de sua fidelidade antes mesmo de começar a campanha ao Planalto – que ele escolhesse seu novo destino. Lorenzoni sabia que Osmar Terra estava perigando e escolheu a Cidadania, que tem um fabuloso orçamento de R$ 100 bilhões. Só que é recheado de problemas, a começar pelo Bolsa Família. Agora, sabe-se que Onyx Lorenzoni tentou se agarrar a Olavo de Carvalho para não cair da Casa Civil. Todas as tentativas não lograram êxito – e até muito ao contrário, segundo os corredores do Palácio do Planalto.

 

In – Cabelos coloridos no carnaval

Out – Cabelos coloridos no dia-a-dia

 

Surrealismo

Alguns observadores acham que essa seria uma solução um tanto surrealista: a primeira vaga que surgir no Supremo, Bolsonaro indica Sérgio Moro, que seria facilmente aprovado pelo Senado – e que não iria querer saber de candidatura à Presidência. Moro seria o vice ideal em 2022. Sem ele, o nome de Damares Alves começa a ser cogitado: é evangélica, conservadora e mulher, e como ministra, tem pauta de costumes que agrada Bolsonaro.

“ESCRITÓRIO”

A sede da Federação das Indústrias de São Paulo, na Avenida Paulista, está se transformando numa espécie de “escritório” do governo Bolsonaro no estado. Misturam-se ministros com empresários, fazem reuniões, minisseminários e acontecem despachos que fariam em seus ministérios. Já passaram por lá Tarcísio Freitas, Paulo Guedes, Damares Alves, Ricardo Salles e Sérgio Moro. Alguns torcem o nariz para a nova aliança Paulo Skaf-Jair Bolsonaro.  

Blefe

Após a proposta de Jair Bolsonaro para os governadores de que “zeraria os impostos sobre os combustíveis se os governadores zerassem o ICMS”, as opiniões ficaram divididas. Alguns governadores dizem que aceitariam o desafio, outros desconfiam da proposta. Entre os que desconfiam está o governador Renato Casagrande, do Espírito Santo. “Não podemos produzir factoides para enfrentar factoides. Temos que ter responsabilidade com a população. É um blefe.”

LADO ESQUERDO

A deputada Marilia Arraes (PT-CE), neta de Miguel Arraes, já colocou seu bloco na rua na disputa pela prefeitura de Recife. Tem até um slogan: “Recife no lado esquerdo do peito” e sua marca é um coração vermelho, criada pelo marqueteiro Joel Lopes. O “lado esquerdo do peito” também embute as predileções políticas de Marilia.

Fator Gilmar

A saída do coordenador da Lava Jato na PGR, José Adonis Callou de Araújo Sá, pode ter se dado pelo fator Gilmar Mendes. Explica-se: o relator dos processos ligados às operações Integração I e II é Luís Roberto Barroso, só que Gilmar Mendes tem concedido habeas corpus ligados a operação, como a que tirou o ex-governador do Paraná Beto Richa. Adonis não gostou disso e reclamou. Só que Augusto Aras, procurador-geral da República fez chegar aos ouvidos do coordenador que não aprovou da reclamação. E dias depois Adonis pediu para deixar a equipe.

Efeito colateral

O agronegócio brasileiro, especialmente a pecuária, começa a sentir efeitos colaterais do coronavírus. Produtores de gado já negociam contratos com frigoríficos a menos de R$ 210 a arroba, patamar que parecia irremovível desde novembro de 2019. É considerado um sinal de que os pecuaristas já enxergam o risco da queda das exportações para China, cenário que é bem diferente da festa experimentada pelo setor nos últimos meses. Além do aumento das exportações para o mercado chinês no final do ano passado, os pecuaristas ganharam de brinde as chuvas de verão, que fizeram o pasto crescer muito mais do que o habitual.

TROCA

A Globo está quase decidida a demitir o apresentador Luciano Huck, que assume posições nítidas de um pré-candidato à Presidência. Não quer o menor contágio com o Caldeirão do Huck, mesmo ainda distante das eleições presidenciais. Ele ganha, atualmente R$ 1,2 milhão mensais. Também sua mulher Angélica não ganhará programa novo. Eliana é um nome cotado para substituir Huck: ela ganha R$ 900 mil no SBT, mas “não gostaria de trocar um programa de domingo por um programa de sábado”.

MISTURA FINA

  • OSMAR Terra não aceitou ser embaixador no Canadá. Vai assumir o sexto mandato de deputado na Câmara. Estão em Ottawa seu filho e sua mulher Alessandra Schneider – e continuarão por lá algum tempo.
  • A SENADORA Simone Tebet (MDB-MS), presidente da Comissão de Constituição e Justiça, defende a PEC que discute a forma da escolha de novos ministros do STF. Ela defende que se tenha uma discussão ideológica e não política, mas acredita que a pauta não irá vingar. “Ninguém quer mais, discutir neste momento”. Esse assunto não vai para frente’.
  • OS advogados de Sérgio Cabral receiam que o recurso de Augusto Aras, o PRG contra a delação do ex-governador cai nas mãos de Gilmar Mendes, no Supremo. O ministro já negou dois pedidos de habeas corpus de Cabral, mesmo sempre apontando que não é de recusar esse tipo de solicitação.
  • CIRO Gomes já lançou a candidatura de seu irmão Cid Gomes à prefeitura de Fortaleza, mesmo sabendo que ele não é consenso no PDT. Ciro é conhecido por não esperar aprovações: se esperasse não seria Ciro. Mais: nas primeiras pesquisas, Cid Gomes aparece muito bem cotado e pode concorrer sem riscos: o irmão de Ciro é senador desde 2018.
  • BOLSONARO já descartou a história do “Imposto do pecado”, criação de Paulo Guedes, que ainda em baixa no Planalto. Mas lobistas das indústrias do fumo e de bebidas alcoólicas continuam trabalhando para engavetar duas PECs sobre o tema que tramita, vagorosamente, pelo Congresso, há quase dois anos.
  • TUCANOS mineiros começam a trabalhar o nome de Rodrigo Pacheco como candidato ao governo de Minas Gerais em 2022. O problema é desvincular a imagem dele de Aécio Neves, responsável por sua entrada no PSDB. Até mesmo Antônio Anastasia, hoje no PSD, ainda não conseguiu se livrar da relação.
  • ENQUANTO os bancos vão aumentando o lucro, os mesmos seguem fechando agências: no ano passado foram cerca de 450 agências fechadas e a previsão é que até o final do ano seja de 1.200. O número de funcionários demitidos, incluindo o PDV (Programa de Demissão Voluntária) no ano passado foi de 6.900 funcionários.

(Colaboração: Paula Rodrigues)

Felpuda


Alguns pré-candidatos que estão de olho em uma cadeira de vereador vêm apostando apenas nas redes sociais, esperançosos na conquistados votos suficientes para se elegerem. A maioria pede apoio financeiro para continuar mantendo suas respectivas páginas, frisando que não aceita dinheiro público ou de político, fazendo com que alguns se lembrem daquela famosa marchinha de carnaval: “Ei, você aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí...”. Como diria vovó: “Essa gente perdeu o rumo e o prumo”.