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“Vírus é como chuva, vai atingir você”

Jair Bolsonaro, depois de testar positivo, continuando a minimizar a Covid-19
09/07/2020 05:00 - Giba Um


No material que está sendo distribuído pela Globoplay para divulgação da novela Vale Tudo que será exibida a partir do dia 20, a atriz Regina Duarte que é a protagonista não aparece.

Mais: aparecem Beatriz Segall, Antônio Fagundes, entre outros. Isso significa que a saída de Regina da emissora em março para assumir a Secretaria da Cultura não foi tão amigável assim e deixou mágoas.
 

Vírus é como chuva, vai atingir você”, 

de JAIR BOLSONARO, depois de testar positivo, continuando a minimizar a Covid-19.

 

In – Mandioquinha e abóbora

Out – Pepino e abobrinha

 
 

Ambiente tóxico

Na capa da Vogue Arábia, Kourtney Kardashian, 41 anos, revelou porque saiu do programa Keeping Up with the Kardashians, que mostra e retrata vida da família Kardashian. “Eu venho filmando o programa sem parar há 14 anos, 18 temporadas (a 19ª está sendo gravada). Eu estava me sentindo insatisfeita e aquilo se tornou um ambiente tóxico para eu continuar deixando que ocupasse tanto da minha vida quanto ocupava antes”. E ainda disse que a vida estava passando muito rápido e queria dedicar mais tempo para os seus filhos. E completa: “Eu sou grata às incríveis memórias e vida que o programa proporcionou para mim e minha família”. Mãe de três filhos fruto do relacionamento com Scott Disick, possui uma fortuna de US$ 35 milhões.

Repercussão lá fora

O último comentário do presidente Jair Bolsonaro antes de seu exame testar positivo, foi dia 7 de julho, quando o número de óbitos marcou 66.868. Depois do resultado, o Chefe do Governo disse que a Covid-19 é “como chuva, uns pegam, outros não”. Em março, ele garantia: “Pelo meu histórico de atleta, caso fosse contaminado pelo vírus, não precisaria me preocupar, nada sentiria, ou seria acometido, quando muito de uma gripezinha ou resfriadinho”. Aí tirou a máscara quando anunciava que havia sido atingido. E aproveitou a ocasião para fazer um comercial de cloroquina. Fez um vídeo tomando o remédio, cuja fabricação fez o Laboratório do Exército aumentar, além dos milhões de comprimidos que recebeu como doação dos EUA depois que o FDA proibiu sua utilização. Entre Estados Unidos, Europa e América Latina o impacto de Bolsonaro testar positivo, em seu exame, ganhou repercussão em todos os grandes jornais e nos noticiosos de televisão. Na quase totalidade das matérias, com direito à chamada de primeira página, há um incontido tom de ironia e todos lembrando as frases anteriores, que incluía uma “gripezinha” e nos momentos em que a doença fazia mais vítimas pelo Brasil havia dito: “E daí? Lamento. Quer que eu faça o que? Eu sou Messias, mas não faço milagres. 

 
 

Quarentena na fazenda

A atriz Mayana Neiva, 37 anos, está passando a quarentena numa fazenda na divisa do Rio com Minas Gerais, junto com o namorado e garante que lá existe divisão de tarefas. Garante depois de tanto trabalho somente agora se vê por completo e ajudou a encontrar um equilíbrio. “Falam muito de isolamento social, mas acho que antes que a gente estava isolado de nós mesmos. Conviver com a gente mesmo e desacelerar produz paz, estar no presente me protege, onde estou inteira. Comecei a cozinhar mais, meditar mais, olhar para questões que precisavam ser trabalhadas em mim”. 

Culpa do dólar

A crise se agrava mais e Aneel continua agindo como parceira das distribuidoras em vez de regular em benefício do consumidor que a sustenta. Depois de proibir corte de energia em famílias de baixa renda, por falta de pagamento na pandemia, liberou aumento da conta “para compensar perdas”. E chegou a culpar até a alta do dólar. Como os combustíveis, a Aneel fez vista grossa e quando o dólar cair não haverá redução das tarifas.

 
 

Enaltecendo

O presidente Jair Bolsonaro usou o Twitter para enaltecer as medidas de isolamentos adotadas pelos Brasil, que em grande parte partiu dos governadores e prefeitos. “O nosso governo atendeu a todos com recursos e meios necessários. Nenhum país do mundo fez como o Brasil. Preservamos vidas e empregos sem propagar o pânico, que também leva a depressão e mortes. Sempre disse que o combate ao vírus não poderia ter um efeito colateral pior que o próprio vírus”. E mais uma vez enalteceu a hidroxicloroquina: “Aos que torcem contra a Hidroxicloroquina, mas não apresentam alternativas, lamento informar que estou muito bem com seu uso e, com a graça de Deus, viverei ainda por muito tempo”.

Outro

Uma reunião em Petrópolis, na semana passada, enterrou as chances da candidatura do ex-presidente do BNDES, Paulo Rebello de Castro à prefeitura do Rio pelo PSD. Rabello de Castro foi oferecido o comando da Fundação de Estudos Políticos. É pouco para quem deixou o PSC dando como certo ser o nome da sigla para a eleição municipal. Ou para quem ainda sonha em ser ministro da Economia. Pelo PSD, candidato é Hugo Leal.

EM CAMPANHA

O ex-ministro Sérgio Moro está em campanha. Procura um figurino para se manter no cenário político. Entrevistas mais longas (como a da GloboNews) que permitem que ele tenha mais tempo para falar de Bolsonaro que ele acusa de negar a pandemia. Moro desponta, segundo os analistas, como o cavaleiro da moderação. Precisa de tempo para ver se engata. Em 2018, Geraldo Alckmin apostou nas duas pontas e terminou em quarto lugar, com 4,7% dos votos. Hoje, dá aulas e aparece na TV falando sobre anestesia, sua especialidade.

Wi-fi nas nuvens

O presidente Bolsonaro, fã das redes sociais, será o principal usuário dos serviços de In-Flight Connectivity ao custo de R$ 3,3 milhões anuais para garantir acesso à internet nos aviões presidenciais durante o voo. Licitação da Presidência prevê utilização de conexão via satélite Não-Geotacionário na franquia de 45GB mensais para ligações, áudio e videoconferências, streaming de áudio e vídeo, além de dados meteorológicos – e, claro, rede sociais.

AMIGO

Até agora, nem sinal de que o presidente da Comissão de Ética do Senado, Jayme Campos (DEM-MT) vá dar prosseguimentos ao pedido de abertura de processo contra Flávio Bolsonaro. Mérito do presidente Jair Bolsonaro, que tem dado corda às manobras de Davi Alcolumbre para mudar o regimento interno e disputar sua reeleição à presidência do Senado.

Novo palanque

O contrato entre o Banco Regional de Brasília e o Flamengo não prevê jogos no Distrito Federal. Apenas no papel. O acordo tácito entre o governador Ibaneis Rocha e o presidente do clube, Rodolfo Landim, é que o rubro-negro leve algumas de suas partidas para o estádio Mané Garrinha, no ano que vem quando se espera que os jogos voltem a ser disputados com a presença de público. Mas o grande alvo de Ibaneis é mesmo o calendário de 2022, quando ele disputará a reeleição. O Mané Garrinha vai virar palanque.

Sondado

O presidente Jair Bolsonaro está com grande dificuldade para encontrar um nome para assumir o Ministério da Educação. Todos os nomes propostos enfrentam alguma resistência por parte dos aliados. Um dos últimos nomes cogitados foi o do líder do governo na Câmara, o deputado Major Vitor Hugo, com quem até conversou e que disse que toparia. Só que pessoas próximas ao presidente lembraram que ele já teve atritos com Rodrigo Maia, na presidência da Câmara.

PROCESSOS

O próximo titular do Ministério da Educação vai ter trabalho logo na partida. Além de todos os problemas, a gestão Weintraub deixou como herança cerca de três mil processos para serem despachados, a maioria questões essencialmente burocráticas, como o reconhecimento de cursos superiores e a validação de diplomas. Mais: hoje, discute-se a transferência da área de ensino superior para o Ministério de Ciência e Tecnologia, ideia bem vista pelos militares de plantão.

MISTURA FINA

- NO Ministério do Meio Ambiente, o documento assinado pelo chanceler Ernesto Araújo que será enviado a 29 fundos internacionais como compromisso de reduzir o desmatamento na Amazônia, já ganhou um apelido: “cheque sem fundo”.

- LEVANTAMENTO da plataforma Inteligov mostra que os parlamentares de todas as esferas do Legislativo estão loucos pelos holofotes da Covid-19: apresentam 6.325 projetos relativos à pandemia, até agora.

- UMA pesquisa feita pela Associação Paulista de Medicina com profissionais mostra que 89% dos médicos acreditam que uma segunda onda de Covid-19 atingirá o Brasil e em breve. Destes 42,3% acreditam que será menos grave, 37,3% acreditam que ser igualmente grave e 9,4% que será ainda mais grave.

- AINDA sobre a pesquisa da APM: os profissionais ainda apontam que 59% dos pacientes de problemas de saúde agravados por não buscarem atendimento por mede de contrair a o coronavírus.

- O TCU investiga a denúncia de que a B2T, da área de TI, voltou a se credenciar para licitações no Ministério da Cidadania. Um contrato de R$ 6,9 milhões com a Pasta foi suspenso após ser acusada de participar de um esquema de desvio de recursos no antigo Ministério do Trabalho. Do seu lado, a B2T garante que “todos seus contratos com a administração pública são regulares”.

- O PARTIDO Militar Brasileiro não decola. O PMBr tem até agora apenas 5.857 apoios validados pelos cartórios eleitorais de acordo com o TSE. Pela legislação, a criação da legenda precisa de um coeficiente equivalente a 491 .967 assinaturas em pelo menos nove estados.

- NOS bastidores da Unica, entidade que representa a indústria sucroalcooleira comenta-se que, com a pandemia, já são mais de 110 usinas no Brasil em recuperação judicial.

- COM a reabertura do comércio mesmo por período curto segundo o IBGE o comércio varejista cresceu 13,9% em maio se comparado ao mês de abril, cuja perda foi de -16,3% e de março -2,8%. Foi a maior alta da série histórica iniciada em janeiro de 2000.

- HÁ uma certa ginástica retorica quando o presidente da Volkswagen do Brasil, Pablo Di Si, afirma que a montadora vai manter investimentos de R$ 7 bilhões no país. Boa parte desses recursos já foi desembolsada em 2017. Além disso, alguns dos projetos foram postergados para 2021 e 2022.

Felpuda


Figurinha carimbada ganhou o apelido de “biruta”, instrumento que indica direção do vento e, por isso, muda constantemente. Dizem que a boa vontade até existente ficou no passado, e as reclamações são muitas, mas muitas mesmo, diante das decisões que vem tomando a cada mudança de humor do eleitorado. Como bem escreveu o poetinha Vinicius de Moraes: “Se foi pra desfazer, por que é que fez?”.