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“Você pode criticar uma produção de alguma instituição. O que não se pode defender é o ataque às instituições. Quando você ataca as instituições, você ataca a democracia”

Dias Toffoli, presidente do STF, sobre possíveis manifestações no dia 15
04/03/2020 05:00 - Giba Um


“Você pode criticar uma produção de alguma instituição. O que não se pode defender é o ataque às instituições. Quando você ataca as instituições, você ataca a democracia.”  

DIAS TOFOLLI // presidente do STF, sobre possíveis manifestações no dia 15.

 

A Casa da Moeda imprime dinheiro, selos e passaportes e só tem dado prejuízo: em 2017, R$ 117,6 milhões; em 2018 R$ 93 milhões e em 2019 até setembro, R$ 92,5 milhões.  

Mais: petistas espalham que Brasil pode vir a ser o único país do mundo a não imprimir a própria moeda. Engana-se o país é um dos poucos que mantém um órgão público para imprimir notas

 
 

Mulheres inspiradoras

Mariana Ximenes, 38 anos que em breve estará de volta as novelas, na pele da Condessa do Barral (uma das mulheres de Dom Pedro II, interpretado por Selton Mello) na novela Os tempos do imperador de Alessandro Marson, e Thereza Falcão (continuação do Novo Mundo) acaba de posar para revista Harper’s Bazaar brasileira onde fala do respeito a diversidade. “Acho que a gente tem que procurar ter uma sociedade mais igualitária, com mais respeito pela diversidade, com acolhimento e respeito. Respeito é bom e a gente gosta, é necessário”. Mariana também está à frente da campanha Mulheres, da Animale. E ela conta quem são as mulheres nas quais se inspira: “Michelle Obama, Cate Blanchett, Fernanda Montenegro, Elza Soares, Rita Lee e – por que não? – Greta Thunberg”.

Contaminação Política

Há um general muito preocupado com a contaminação política dos quarteis: é Edson Leal Pujol, comandante do Exército no governo Jair Bolsonaro que, nos anos 70, era um cadete que acompanhava as ações do general Emílio Garrastazu Médici. Ele lidera generais igualmente preocupados com os efeitos dos discursos e atitudes do Capitão sobre a tropa. Acham que Bolsonaro quer se transformar em líder de 260 mil soldados e suboficiais e 300 mil policiais militares. Pujol analisa com seus companheiros de jornada os avanços do presidente que já testa limites constitucionais e abre guerra contra o Legislativo e o Judiciário (mesmo recuando depois). Estão todos em estado de alerta. Mais: O general Villas Boas que, há alguns dias disse que sente saudades de tocar violão (ele é portador da Esclerose Lateral Amiotrófica), comentou que não gostou das declarações do general Augusto Heleno. Villas Boas é consultor no GSI, comandado pelo próprio Heleno.

 
 

A volta de Gaga

A cantora e atriz Lady Gaga, 33 anos, irá lançar dia 10 de abril seu sexto álbum e de volta as raízes pop por intermédio das gravadoras Streamline Record e Interscope Records. O nome do novo álbum que era mantido em segredo, foi confirmado pela própria cantora em seu Instagram: Chromatica. O primeiro single do novo trabalho foi lançado na sexta-feira (28) Stupid Love. Longe da música, Gaga brilhou na TV e no cinema, onde participou da série American Horror Story, que lhe rendeu um Globo de Ouro de melhor atriz em 2016 e do filme Nasce Uma Estrela (2018), onde atuou ao lado de Bradley Cooper.

Farra dos combustíveis  

Carros oficiais do Senado custaram R$ 145,8 mil apenas com combustível no ano passado. O valor não leva em consideração custo de manutenção, lavagem e contratação de motorista em tempo integral. Senadores, diretor-geral e secretário-geral rodam por Brasília em 76 Nissan Sentra e do Hyundai Azera do presidente Davi Alcolumbre. A campeã de quilometragem rodada apenas em Brasília foi a senadora do DF, Leila Barros (PSB): 4.100 em maio.

 
 

Nuvens caras

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, fez 277 viagens oficiais desde o início da legislatura, em fevereiro de 2019, até a última, na semana passada. Voou em jatos da FAB, ao custo de R$ 13,85 milhões e o valor equivale à soma das viagens dos 92 deputados federais que mais voaram desde que assumiram seus mandatos. Quando integrava o baixo clero, entre 2001 e 2015, sem a mordomia da FAB, Rodrigo fez 682 viagens que custaram R$ 343,7 mil.

 

In – Chá de maçã, com gengibre e canela

Out – Chá de maçã, maracujá e abacaxi

 

Boca fechada

Davi Alcolumbre, presidente do Senado, foi o único a não comentar o episódio dos vídeos em que Bolsonaro aparece estimulando a população a marchar contra o Congresso e Judiciário – e lhe dar mais poder. Agora, reuniu-se a sós (Paulo Guedes estava na sala e teve de sair) com Alcolumbre e negou “ter jogado a população contra o Congresso”. Repetiu a história que era assunto conversado apenas com grupo de pessoas chegadas. Alcolumbre saiu como entrou: sem entender essa desculpa e pensando em avisar publicamente que “conversas como essas não serão mais toleradas”.

NÃO CONHEÇO!

Entrevistado pela revista Piauí e questionado sobre seus ídolos de política externa, o quase embaixador Eduardo Bolsonaro citou Jared Kushner, genro de Trump e os senadores Ted Cruz e Marco Rubio, que conheceu em suas viagens. Depois, indagado o que pensa de Henry Kissinger, o poderoso secretário de Estado que ganhou o prêmio Nobel da Paz pela negociação do fim da guerra do Vietnã, o deputado tomou um gole d’água e respondeu: “Não conheço”.

Causa e efeito

“Morar em áreas de risco não é uma escolha voluntária dos mais pobres”. É quase um combinado mote entre economistas e urbanistas para desmontar a tese de Marcelo Crivella de que o culpado das enchentes em determinadas regiões do Rio “é o pobre que joga lixos nos rios”. Ele próprio reduziu em 71% gastos com prevenção de enchentes, o equivalente a R$ 1,2 bilhão. Resumo da ópera: Crivella não se reelege nem Bolsonaro carregando o prefeito nas costas.

DISPUTADO

O secretário especial da Casa Civil, Abelardo Lupion, está em alta. Onyx Lorenzoni quer levá-lo para o Ministério da Cidadania enquanto o ministro Luiz Henrique Mandetta já convidou o ex-deputado para assumir a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos da pasta da Saúde. No que depender de Bolsonaro, Lupion permanece no Planalto, ao lado do general Braga Netto, na Casa Civil.

Ladeira abaixo

Existem poucos casos de coronavírus constatados no Brasil e esmo que não houvesse nenhum, bastaria a atual contaminação dos diversos países do mundo para achatar o PIB do país. Nas últimas semanas, Itaú, BTG e JO Morgan empurraram o crescimento da economia para baixo de 2%. Outras instituições chegaram a 1,4%. A velocidade da queda apavora os generais, que requerem planejamento emergencial. Por enquanto, fica apenas na torcida, para não espalhar o pânico, aliada ao silêncio.

Felicidade em baixa

Segundo levantamento de Marcelo Neri, da FGV Social, a satisfação do brasileiro com a vida anda em baixa, caindo de 7,1 (numa escala de zero a 10) em 2013 para 6,2 em 2018. A felicidade média da nação, no ano passado, subiu apenas para 6,5 alterando a posição do país de 37º para 22º no ranking global, junto com Itália e Espanha.

MENOS FELIZES

Por outro lado, pesquisa realizada pelo economista David Blanchflower, da Universidade de Dartmouth, EUA, em 132 países, incluindo o Brasil, revela que existe uma curva da felicidade no formato da letra U. As pessoas mais felizes são as mais jovens e as mais velhas e as menos felizes são as que estão entre 40 e 50 anos. As mulheres dessa faixa são insatisfeitas, frustradas, deprimidas e exaustas. Algumas dizem que falta tudo.

MISTURA FINA

  • LULA foi receber seu título de Cidadão Honorário de Paris, com Dilma Rousseff e Fernando Haddad na plateia. Atacou Bolsonaro o tempo inteiro. De repente, dizendo que ele é culpado por sua prisão, resolveu atacar o ministro Sérgio Moro. Aí – surpresa – a plateia vaiou o homenageado. Tem até vídeo rolando pelas redes sociais.
  • NA história do Senado, nunca houve alguém como a senadora Leila Barros (PSB-DF), a Leila de Vôlei: ela abriu mão de sua aposentadoria especial, economizou 100% da verba indenizatória e não quer ouvir falar em auxílio-moradia e auxílio mudança.  
  • GLEISI Hoffmann, presidente nacional do PT e Lindbergh Farias, ex-senador, estariam namorando. Ela se separou recentemente do ex-ministro Paulo Bernardo, com quem foi casada durante 20 anos. Lindbergh ainda seria casado com Maria Antônia Goulart.
  • O SENADOR Jorge Kajuru (Podemos-GO) que, há dias, declarou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre não gosta de trabalhar, está tendo seu nome cogitado para tentar a presidência da Casa no ano que vem. Ele disse que até irá pensar na possibilidade.  
  • A CAIXA Econômica é a principal barreira para a venda da Arena Grêmio ao próprio time gaúcho. A estatal executou a OAS, proprietária do estádio, por uma dívida de R$ 44 milhões referente à sua construção. A empreiteira não nega a dívida, mas alega que não tem como pagar o débito – e o Grêmio não quer assumir a dívida.
  • O DEPUTADO federal Alexandre Frota (PSDB) novo grande amigo do governador João Doria, criou um projeto para proibir a venda de bebidas alcoólicas a menor de 18 anos. Alguém precisa aviar o parlamentar que a proibição já é lei.
  • O VÍDEO distribuído “apenas para os mais chegados” pelo presidente Jair Bolsonaro, ainda vai dar muito o que falar. E para surpresa de muitos o senador Roberto Rocha, líder do PSDB, achou desproporcional a reação dos colegas em relação ao vídeo e não vê nada demais. “O presidente errou em quê? O vídeo conclama para uma manifestação a favor do presidente. Só isso. Por que o presidente, ele próprio, não pode divulgar esse vídeo?”.
  • O GOVERNADOR de São Paulo, João Doria, criticou o reajuste salarial de 41,7% para os servidores da segurança pública de Minas. “Minas não tem condição fiscal para isso. Não quero interferir nos temas de Minas, mas a minha percepção é que não é boa, porque é inviável. Um estado que já tem problemas fiscais não pode conceder um aumento desses, por mais legítimo, por mais necessário e justo que seja”.

(Colaboração: Paula Rodrigues)

Felpuda


Figurinha carimbada ganhou o apelido de “biruta”, instrumento que indica direção do vento e, por isso, muda constantemente. Dizem que a boa vontade até existente ficou no passado, e as reclamações são muitas, mas muitas mesmo, diante das decisões que vem tomando a cada mudança de humor do eleitorado. Como bem escreveu o poetinha Vinicius de Moraes: “Se foi pra desfazer, por que é que fez?”.