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GIBA UM

“A fraude que campeia no Brasil não cede espaço. No dia em que Doria, Huck e Moro forem de centro, eu sou da ultraesquerda”

de CIRO GOMES // sobre a frente que eles estão formando.
11/11/2020 05:00 - Giba Um


Caetano Veloso, Leo Jaime, Patricia Pilar e outros artistas fizeram manifesto pedindo o “voto útil” para a candidata Martha Rocha à prefeitura do Rio sob o risco de ter um segundo turno entre Paes e Crivella. 

Mais: Benedita da Silva (PT) lidera entre os artistas. Tem apoio de nomes como Chico Buarque, Wagner Moura, Martinho da Vila, Teresa Cristina e outros. Já Eduardo Paes se reuniu com Cacá Diegues há dias. 

In – Transição capilar

Out – Escova progressiva

 
 

Rainha dos remakes

A modelo e atriz Gal Gadot, 35 anos, é israelense e já está atuando há onze anos, mas só ficou bem conhecida ao interpretar a nova versão da Mulher Maravilha

Na época de sua escalação muita polêmica foi criada porque críticos diziam que ela não se parecia nem um pouco com as intérpretes anteriores (que tinham olhos claros). 

Na capa e recheio de Vanity Fair, Gal que aguarda ansiosa o segundo filme da heroína, que deve estrear nos cinemas brasileiros em dezembro, está vivendo uma nova onda de críticas. 

Ela acaba de ser escalada para viver uma nova versão de Cleópatra, que em 1963 foi interpretada por Elizabeth Taylor. Apesar das críticas ela está muito empolgada e parece não se abalar. 

Em 2013 quando foi escalada pela primeira vez para viver a heroína no filme Batman vs. Superman: a origem da justiça, ela recebeu US$ 300 mil, ou seja 1,4% do que recebeu o ator Ben Affleck que interpretou Batman que ganhou US$ 26,3 milhões. Mais: pouca gente sabe que atriz foi Miss Israel em 2004.

Hora de conversar

Luciano Huck diz que é hora de conversar. É o que tem feito nas últimas semanas: conversou com Sérgio Moro, Rodrigo Maia, Flávio Dino e Eduardo Leite. Almoçando no Rio com Rodrigo Maia, o presidente da Câmara disse que “minha turma é essa aqui”. 

Moro também falou com Luis Henrique Mandetta, João Doria, João Amoedo (ex-presidente do Partido Novo) e incluiu em sua lista o vice Hamilton Mourão, que lhe disse “Eu sou vice de Bolsonaro só basta isso”. 

O ministro Fábio Faria não gostou do ex-juiz ter acrescentado em sua lista o nome de Mourão. Ciro Gomes falou que “lavou a roupa suja com Lula” e participou de um comício com Márcio França. 

Estão todos procurando um Joe Biden à brasileira. Colocar todos esses nomes num bloco de centro e escolher um para ser o protagonista da eleição de 2022, como Bernie Sanders e Elisabeth Warren fizeram com Joe Biden, é uma missão quase impossível. 

Todos acham que poderiam ser o escolhido e esperam que outros o apoiem como Sanders e Warren fizeram. Contudo, ser protagonista de um líder populista de direita num cenário bipartidário como o americano é bem diferente de exercer o mesmo papel no pluripartidarismo brasileiro. 

É mesmo tudo conversa. Huck apoiaria Moro ou Doria? Doria faria o mesmo com Moro e Huck? E Moro, que dá os primeiros sinais de que poderá ser candidato.

 
 

Quer ser estrela

Filho de peixe, peixinho é, como diz o velho ditado popular. E é isso que Chissomo, de 7 anos, ou melhor Títi filha adotiva de Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso tem demonstrado querer ser. 

Ela fez sua primeira capa de revista Harper’s Bazaar Kids Brasil, depois de muito insistir com os pais, que queriam que ela esperasse um pouco. E orgulhosos os papais elogiaram a determinação da menina em suas redes sociais. 

“Agradeço muito a Deus pela bênção que é ter Chissomo na minha vida, por toda força e leveza que ela traz. Eu sou uma mãe muito coruja e já aviso a vocês: vou passar o dia todo compartilhando fotos da minha filhota linda!”, disse Giovanna. E Bruno, orgulhoso, disse: “Vejo uma representação poética da Títi: a menina que é gigante!”.

Sem inquietação

Se politicamente o processo é negativo para Bolsonaro na economia, dado até o protecionismo de Trump, a mudança do governo dos Estados Unidos não trará maiores prejuízos ao Brasil – nem inquietação no mercado. 

Os acordos assinados por Trump eram muito preliminares e as concessões dos republicanos, a despeito da “relação especial” com Bolsonaro, são poucas.

 
 

Recusa

A recusa brasileira em reconhecer a vitória de Joe Biden e a aparição de Hamilton Mourão dizendo que isso será feito na hora certa, levou o embaixador norte-americano no Brasil, Todd Chapman, a sinalizar ao chanceler Ernesto Araújo o desconforto do futuro presidente dos Estados Unidos. 

Por ironia, a falta de sensibilidade do Itamaraty acaba aproximando o Brasil da China e da Rússia, sem que isso seja um projeto bolsonarista. Bolsonaro, certamente, vai angariar uma antipatia maior no governo Biden.

Convite especial

Os diplomatas estão reservando ao vice Hamilton Mourão um papel de protagonista na tentativa de reduzir as tensões entre o governo brasileiro e a futura administração dos Estados unidos. 

Eles avaliam convencer Mourão a convidar Kamala Harris, futura vice-presidente norte-americana a visitar a Amazônia, com objetivo de conferir à floresta, que continua com 70% intacta e conhecer iniciativas para sua proteção. Problema: ela pode recusar.

INTERESSE

Os diplomatas acham que a futura vice-presidente norte-americana terá maior interesse em conhecer a floresta, um dos temas de seu discurso. 

A avaliação é que eventual convite a Kamala Harris fará o Brasil sair da defensiva, sem nada a esconder. Ela faria a ideia da vida como ela é na Amazônia, fora das manchetes e das redes sociais.

Vem tentando

O presidente da Associação Nacional dos Desembargadores, Marcelo Buhatem, do TJ-RJ, estaria tentando se cacifar junto a Jair Bolsonaro para uma futura vaga em algum tribunal superior. 

Nos últimos dois meses, Buhatem tem se aproximado aos poucos do Chefe do Governo. Pessoas próximas a Bolsonaro acham que ele tem de fazer algum agrado ao Judiciário do Rio porque precisa de um afago. E lá que correm as investigações contra Flávio. 

PELO TWITTER

Um levantamento feito pelo Twitter mostra que 75% dos brasileiros utilizam a plataforma para se atualizarem e ficarem por dentro das notícias relacionadas às eleições; 15% que não utilizam a rede social para estes assuntos e 10% que utilizam pouco. 

Mais: 69% dos entrevistados disseram que usam a plataforma para acompanhar tudo em tempo real, 62% para atualizar dados, 54% para dar visibilidade aos pontos de vista e 37% para acompanhar somente seus candidatos.

Jornais e revistas

Ainda sobre o levantamento feito pelo Twitter: mostra que dos que utilizam a rede social para se atualizar sobre as eleições, 54% buscam informações, principalmente nas páginas de jornais e revistas, 48% em páginas de jornalistas ou especialistas no tema e 22% somente pelas páginas dos candidatos.

NÚMEROS

Para quem gosta de números: no acumulado em doze meses até dezembro de 2018, o déficit fiscal nominal alcançou R$ 487,5 bilhões (7% do PIB). 

No acumulado em doze meses até setembro de 2020 o déficit alcançou R$ 991 bilhões (13,74% do PIB). E aumento real em relação ao PIB de 83,36% comparativamente ao acumulado em dozes meses até dezembro de 2018.

Cantando vitória

O presidente Jair Bolsonaro começa a passar dos limites com esta “guerra de vacinas”. Após ser anunciada a paralisação dos testes da vacina chinesa por ligação de um “suposto” óbito ao uso da vacina, foi ao Twitter para dizer que estava certo sobre a vacina e postou em resposta a um usuário: “Morte, invalidez, anomalia. 

Esta é a vacina que o Dória queria obrigar a todos os paulistanos tomá-la. O presidente disse que a vacina jamais poderia ser obrigatória. 

Mais uma que Jair Bolsonaro ganha”. Dimas Covas, diretor-geral do Instituto Butantan que é parceiro do laboratório chinês afirmou que o óbito que o presidente relacionou a vacina, não tem nada de comprovação com o uso do imunizante.

ATAQUES

Diante do post de Jair Bolsonaro sobre a “suposta” vitória contra a Coronavac, vacina chinesa contra covid-19 que está sendo fabricada e testada em parceria com Instituto Butantan, Jair Bolsonaro abriu mais uma brecha para os ataques dos adversários. 

O mais cruel foi de Ciro Gomes que disse: “Cadeia é muito pouco para canalhas que fazem politicagem com vacina, a única saída para pôr um ponto final na maior crise de saúde pública e socioeconômica da história”.

 

MISTURA FINA

  • NO BNDES, o recuo de Cláudio Castro em relação à privatização da Cedae é visto como jogo de cena do governador interino do Rio. A aposta é que, tão logo Castro seja efetivado no cargo, a operação volte à mesa. O Rio não pode abrir mão, de uma receita estimada em R$ 10 bilhões.
  • A DIREÇÃO da Petros bateu o martelo: a fundação vai zerar seus investimentos em Fundos de Participação (FIPs). Novos aportes nesta modalidade também estão fora de cogitação. As FIPs foram para o index da Petros depois das criminalizadas operações feitas ainda no governo petista, vide Sete Brasil.
  • quem aposte que Bolsonaro cogita transferir a gestão do Bolsa Família do Ministério da Cidadania para a Pasta da Família. Seria uma forma desconfortável de demitir Onyx Lorenzoni com ele ainda no cargo.
  • PAULO Guedes está promovendo na marra a estatização do sistema bancário. Dizem que, quando ele deixar o governo, vai abrir sua própria fintech. Seria uma “Operação Arrasa Bancos” para depois entrar no mercado, numa boa.
  • O PIX começa a funcionar na próxima segunda-feira e só 15% das pessoas sabem como ele funciona, segundo pesquisa encomendada pela PayPal. Mas 61% dos entrevistados não gostam de pagar taxas de DOC e TED.
  • FEVEREIRO de 2021: nos corredores do BNDES a data já é dada como certa para a privatização de toda a operação de saneamento do Amapá, com investimentos previstos de R$ 3 bilhões.
  • ELES se parecem, o filho de Donald Trump é tão primário quanto os de Bolsonaro. Não é necessário nem citar as besteiras que Eric Trump escreveu no Twitter que as apagou depois, por atentarem contra a democracia. 
  • DO lado de cá, Eduardo Bolsonaro atacou a eleição norte-americana e acusou Joe Biden de fraudá-la, tudo sem provas. O que os igualam é a impressão que eles têm que as pessoas vão engolir as lorotas que colocam nas redes sociais.
  • EX-diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica, Edvaldo Santana, não percebeu no apagão do Amapá duas coisas básicas: para-raios e porta corta-fogo entre um gerador e outro. Até agora, ninguém foi demitido.

Felpuda


Tropas de choque ligadas a alguns vereadores estão agitadas que só nas redes sociais na tentativa de desbancar a concorrência das “chefias” que querem porque querem. Querem a cadeira maior da Câmara Municipal de Campo Grande. A da presidência.

Segundo políticos mais antenados, trata-se do “segundo turno” das eleições do dia 15 de novembro, só que com apenas 29 eleitores.