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NUTRIÇÃO E BOA FORMA

Desejo de consumir doces pode começar ainda na infância, alerta nutricionista

Momentos de alegria ao lado de guloseimas pode resultar na busca pelo alimento em momentos de estresse na vida adulta
12/10/2021 14:01 - Naiane Mesquita


Depois de um longo dia de trabalho, em que o estresse prevaleceu, é difícil quem não pense em um docinho, como brigadeiro, bolo de chocolate ou pudim. 

O desejo, que pode parecer momentâneo, na verdade, pode ter relação com o desenvolvimento do paladar durante a infância, explica a nutricionista, Kátia Wolff.

“Nós, seres humanos, temos a formação do nosso paladar por volta dos cinco anos, então se essa pessoa foi exposta na infância, em situações de alegria e felicidade, a doces, ela vai associar o alimento a esse momento. Agora se na infância, ela tinha refeições com alimentos salgados, e ela ficava feliz e se sentia feliz, essa pessoa vai ter preferência por alimentos salgados”, explica.

A questão é que normalmente os momentos alegres da criança estão durante festas infantis e sorvetes ao lado da família. 

“O doce ou qualquer comida gostosa, ele libera dopamina que é um neurotransmissor que dá sensação de prazer, ele libera serotonina que são neurotransmissores que trazem um prazer momentâneo. Em decorrência do nosso dia a dia estressante, dormir pouco, trabalhar muito, chegar em casa cansado, ficar longos períodos sem se alimentar, chega no final do dia a gente quer a sensação de prazer, a comida gostosa, que para muita gente é o doce”, ressalta Kátia, que também é professora do curso de nutrição a Uniderp. 

Segundo ela, essa é uma das razões pelas quais a alimentação saudável é tão importante para o desenvolvimento da criança. 

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