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NUTRIÇÃO E BOA FORMA

Entenda a diferença entre alimento in natura, processado e ultraprocessado

Nutricionista explica porque o consumo de alimentos ultraprocessados podem causar diversas doenças no organismo
07/12/2020 07:30 - Naiane Mesquita


Não é de hoje que a comunidade médica levanta a bandeira da comida “de verdade”, ou seja, aquela com o mínimo de alteração industrial possível. Porém, na luta contra os alimentos que podem levar a obesidade, diabetes e até câncer, nem todo mundo sabe a diferença prática entre esses termos. 

De acordo com a professora e nutricionista Bruna Larissa Spontoni, uma alimentação saudável inclui deixar um pouco de lado os alimentos ultraprocessados e investir nos in natura, ou seja, naturais. 

“O alimento in natura, ou minimamente processado são alimentos que não sofrem alterações industriais depois que deixam a natureza, ou então sofrem alterações mínimas, como corte, limpeza, refrigeração ou uma remoção de algo que não é comestível”, explica. 

Já os alimentos processados são aqueles que tem adição de sal, açúcar ou óleo na sua composição. 

“Esses alimentos recebem outros ingredientes para aumentar o tempo de conservação dele, então a indústria pega, adiciona um conservante, como sal, açúcar, óleo, justamente para aumentar o tempo de prateleira. Neste caso, temos como exemplos, as conservas de legumes, peixes, frutas em caldas, carnes salgadas e queijos”, pontua. 

Por fim, os alimentos ultraprocessados recebem muita influência da indústria. 

“Eles passam por técnicas de processamento muito grandes, com adição de grande quantidade de sal, açúcar, gordura, realçadores de sabor, texturizantes e conservantes. Tudo isso para trazer um sabor muito mais acentuado e característico para aquele alimento. Então, aqueles alimentos que são ultraprocessados muitas vezes são refinados, perdem algumas vitaminas e minerais”, explica. 

O problema é que devido a esses realçadores de sabor, o alimento costuma ter uma palatabilidade maior, ou seja, fica mais saboroso ao paladar humano. “O público em geral tem uma aceitação maior, porque ele realça aquele sabor”, afirma. 

Na lista de alimentos ultraprocessados há o macarrão instantâneo, enlatados, refrigerantes, salgadinhos, doces industrializados, pacotes de tempero em pó, margarina, sorvete, biscoitos recheados e achocolatados. 

“Nesses alimentos a indústria adiciona uma grande quantidade de açúcar, sal, óleo, conservante, aditivos, que resultam na perda das propriedades nutricionais. A gente tem que diminuir o consumo desses alimentos, o ideal é evitar o máximo porque como ele tem um super processamento, ele perde muito nutriente, perde vitamina, mineral, fibra, só ajuda negativamente”, frisa.

Os ultraprocessados podem causar o aparecimento de Doenças crônicas não-transmissíveis. “Como obesidade, diabetes e hipertensão. Esses alimentos também diminuem a capacidade de saciedade e aumentam a fome, resultando no consumo de uma quantidade exacerbada de alimento e, por consequência, em um excesso de gordura que pode acumular no organismo da pessoa”, frisa.

Outras consequências desse consumo são as alergias, intolerâncias alimentares e até o aparecimento de câncer. “Os alimentos ultraprocessados podem favorecer o desenvolvimento de algumas alergias, intolerâncias alimentares, até de alguns conservantes, pode trazer um prejuízo no funcionamento dos rins, e no surgimento de diabetes, hipertensão e alguns tipos de câncer. Ainda por conta da falta dessas vitaminas e minerais, pode ocorrer uma anemia”, frisa. 

Cartilha

A nutricionista também indica um e-book gratuito com orientações gerais sobre alimentação saudável e um guia de receitas saudáveis para quem deseja ter uma alimentação mais saudável e sem o consumo de ultraprocessados. As publicações foram desenvolvidas pelo curso de nutrição da Uniderp.