Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

TURISMO

Entrada para a floresta amazônica, Manaus encanta turistas por um preço baixo

Na Capital do Amazonas é possível observar o encontro das águas e nadar com os botos
26/02/2020 06:00 - Naiane Mesquita


 

Principal porta de entrada para a Floresta Amazônica, a cidade de Manaus guarda segredos que vão além da natureza impecável. Por uma obra do destino, a jornalista Bianca Bianchi, 31 anos, teve a oportunidade de se aventurar na capital do Amazonas e voltou apaixonada por tudo que encontrou, da história do Teatro do Amazonas até o nado com os botos.

Paulistana, Bianca cresceu na beira do mar e, talvez por isso, seja uma admiradora das cachoeiras e da natureza exuberante do cerrado, onde vive com a família há 24 anos, em Campo Grande. A oportunidade de conhecer Manaus surgiu no ano passado, durante a formatura de uma amiga de longa data. “Ao todo foram 4 dias de passeios. Como tínhamos a facilidade da minha amiga que morava lá, ela conseguiu nos ajudar com as atrações e pagamos com antecedência”, explica Bianca. 

 
 

O primeiro passeio de Bianca na Capital do Amazonas foi o tradicional Encontro das Águas, entre os rios Negro e Solimões, que por causa de diversos fatores não se misturam facilmente. “O passeio começa às 8 horas da manhã, no porto da cidade, que é incrível, enorme, gigantesco. A magnitude das estruturas me impressionou. O roteiro é todo feito de barco e o encontro das águas é apenas a primeira parte do passeio. É muito legal porque elas não se misturam realmente, por causa das diferentes de temperatura, densidade e é muito nítido essas diferenças. É muito interessante observar que juntas, aquelas águas vão formar o Rio Amazonas, um dos maiores do planeta”, explica Bianca. 

Após observar o encontro dos rios, o barco segue as águas, passando por baixo da Ponte Jornalista Phelippe Daou, popularmente conhecida como Ponte Rio Negro. Considerada a maior ponte estaiada do Brasil, com 3,6 km de extensão sobre o rio, a construção liga as cidades de Manaus e Iranduba. “O passeio continua até um restaurante flutuante, em que o almoço está incluso. Lá eles consomem muito peixe, é a vocação natural deles, é disso que eles sobrevivem. O almoço é bem tradicional, com peixe e temperos locais. Tem uma trilha no local em que é possível conhecer um pouco sobre o ciclo da borracha, tem seringueiras, macaquinhos e bicho preguiça. Visualmente é muito diferente do Pantanal”, explica. 

 
 

No mesmo passeio, que custa R$ 120,00, é possível visitar o lar de uma etnia indígena e nadar com os botos. “Na aldeia foi possível experimentar a comida deles, tinha peixe e formiga. Depois assistimos uma apresentação de dança, como é a cerimônia de casamento deles, as roupas e as pinturas. Eles pintam você também, se o turista quiser”, indica. 

Já os botos, para Bianca, foi um dos pontos altos. “Dá um pouco de medo porque eles são carnívoros e não estão em cativeiro. Também corre o risco de chegar lá e eles não aparecerem. Os botos são animais muito diferentes, é um momento mágico”, se empolga a jornalista. 

 
 

História

No segundo dia de visita a Manaus, Bianca se concentrou no trajeto histórico. Visitou o Teatro Amazonas, o Palácio da Justiça e as igrejas antigas da cidade. “O Teatro Amazonas foi outra experiência incrível. No dia da nossa visita era aniversário da cidade, por isso ela estava movimentada, com trio elétrico e apresentação dos bois Caprichoso e Garantido. O ingresso para o Teatro estava de graça e foi um mergulho muito incrível na história, já que ele foi construído em 1890 para abrigar e receber os eventos sociais dos barões da borracha. Os detalhes da arquitetura são lindos e tudo é muito preservado, até as pinturas no chão, o piso de madeira. Também tem uma sala com as roupas típicas da época e a orquestra estava ensaiando na hora que visitamos. Podemos assistir dos camarotes de cima”, conta. 

 

 
 

Museu da Amazônia

Bianca também indica a visitação ao Museu da Amazônia (Musa). “Ele é um pouco afastado, bem longe da cidade e mais perto da floresta amazônica. Lá você acompanha todos os projetos de preservação da fauna e da flores, tem demonstração dos tipos de cobra da região e como as comunidades indígenas trabalham, os instrumentos que desenvolvem, entre outras atrações”, aponta.

O mais legal, segundo Bianca, é subir em uma torre de observação no museu. “São 42 metros de altura. Cansa para subir, mas lá tem uma visão panorâmica de 360 graus da floresta, onde é possível observar as várias tonalidades dela e sua beleza incrível”, diz. 

 

Felpuda


Dia desses, há quem tenha se lembrado de opositor ferrenho – em público –, contra governante da época, mas que não deixava de frequentar a fazenda de “sua vítima” sempre que possível e longe dos olhos populares. Por lá, dizem, riam que só do fictício enfrentamento de ambos, que atraía atenção e votos. E quem se lembrou da antiga história garantiu que hoje ela vem se repetindo, tendo duas figurinhas carimbadas nos papéis principais. Ô louco!