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CLÁUDIO HUMBERTO

Jayme Campos (DEM-MT): “É humanamente impossível”

Jayme Campos (DEM-MT), presidente do conselho de Ética, descartando julgamento virtual do senador Chico Cuecão Rodrigues (DEM-RR)
20/10/2020 11:30 - Cláudio Humberto


‘Auxílio-babá’ vira ‘bolsa escolar’ até os 24 anos

O Tribunal de Justiça do DF barrou mais uma tentativa sindicalista de impedir a privatização da Cia Energética de Brasília (CEB), a fim de conservar privilégios e regalias que custam R$65,9 milhões à estatal. 

Caso do “auxílio-babá” de R$1 mil para filhos dos funcionários até os 6 anos, quando muda para “bolsa escolar”, paga até os 24 anos de idade. A CEB propôs reduzir o custo dos penduricalhos para R$55 milhões, mas os sindicatos exigiam que fossem aumentados para R$74 milhões.

Fome insaciável

Outro “benefício” que debilitou a estatal CEB foi o “auxílio-peru” de quase R$2.860, mais os R$1.400 normal. No total, R$4.200 em “ticket refeição”.

Rombo de R$800 milhões

A farra gerou prejuízos mensais de quase R$70 milhões e eliminaram a capacidade da estatal de pagar esse rombo, no total de R$800 milhões.

Salário é só detalhe

A CEB ainda foi obrigada a pagar R$30 milhões do plano de saúde e ressarcir gastos com remédios e 80% de cursos de qualquer natureza.

Propaganda enganosa

Sindicalistas agora bancam rica campanha publicitária com mentiras sobre “os riscos da privatização”. Só há risco de extinção de regalias.

‘Licença’ de cuecão dá posse para filho suplente

O senador Chico “Cuecão” Rodrigues (DEM-RR) foi afastado do cargo por 90 dias, mas o presidente do Conselho de Ética, Jayme Campos (MT), do mesmo partido, sugeriu uma licença de 121 dias. O número específico não é coincidência: o senador que se licencia por um período maior que 120 dias deve ceder o cargo ao suplente. 

O suplente de Chico é seu filho Pedro Arthur, outro filiado ao DEM de Davi Alcolumbre.

Senado em xeque

Diante da queixa geral sobre sua “decisão monocrática”, o ministro Luis Roberto Barroso deu um xeque-mate: mandou o caso para o plenário.

Licença é jogada

Desde o escândalo do dinheiro nas nádegas, os senadores tentam pretextos para minimizar a rebordosa. A licença é a jogada mais recente.

Os mesmos 121 dias

A tática é velha conhecida de Jayme Campos, que em 2009 admitiu se utilizar da licença para tratar de questões “pessoais e partidárias”.

Última a saber

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que não recebeu qualquer pedido de autoridades ou empresas para o teste e autorização de aplicação da Sputnik 5, a vacina russa anti-coronavírus.

Em queda livre

O total de casos ativos, pessoas infectadas pelo coronavírus, caiu para 414,8 mil em todo o país. É o menor número em mais de quatro meses, o que confirma a tendência de queda livre nos números da covid.  

Ceará dominado

O Brasil teve alta de 7,1% de “mortes violentas intencionais”, diz a ONG o Fórum de Segurança Pública. Ponto fora da curva, o Ceará teve alta de 96,6%, seguido de Paraíba e Maranhão, com 19,2% e 18,5%.

Ignorado de propósito

A questão racial dominou noticiário sobre o anuário de segurança. Ninguém falou das quedas nos roubos de transeunte (-34%), de cargas (-25,7%), de veículos (-22,5%), comércio (-18,8%) e residências (-16%).

Ninguém chora por polícia

O Rio teve queda de latrocínios (-41,2%), lesão seguida de morte (-16,6%) e homicídios (-9,2%) no 1º semestre, diz o Fórum de Segurança. Houve aumento de (50%) nas mortes de policiais, mas sem repercussão.

Milagre baiano

Nem precisa vacina. Em Itabuna (BA), a pandemia acabou assim que começou a campanha eleitoral. Os casos caíram de 3 mil para 320 em semanas. Se a eleição fosse em março, a pandemia já teria acabado.

Precisa atualizar

O governador de São Paulo, João Doria, que defende a obrigatoriedade da vacina, tem repetido que continuam morrendo “700 brasileiros por dia”. Ainda é muito, mas os óbitos estão abaixo dos 500 ao dia.

Contra a ditadura

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, afirmou que a ditadura da Venezuela é um “regime criminoso, que afeta a estabilidade regional, gera crises humanitária e migratória, apoia o terrorismo, o narcotráfico e comete crimes contra a humanidade”.

Pensando bem...

...2020 também será lembrado como o ano em que 'bolso traseiro' ganhou outro significado.

PODER SEM PUDOR

Uma briga de meio século

A briga de Paulo Maluf com Mário Covas, em São Paulo, durou mais de meio século. Começou numa eleição para o diretório acadêmico da Escola Politécnica de Engenharia. 

Covas ganhou, mas firmou a convicção de que Maluf usa e abusa do poder econômico: ele distribuiu canetas Parker 100 entre os eleitores. 

Maluf guardava os boletins escolares dos dois, só para mostrar que sempre foi melhor aluno que o adversário. E quando se recorda do assunto, sempre lembra com bom humor: “Só faltou o Covas dizer que eu superfaturava os boletins...”

 
 

Felpuda


Ex-petista de quatro costados, que acabou se aboletando em outro partido já há algum tempo, decidiu se submeter mais uma vez às urnas na tentativa de voltar a comandar cidade do interior de Mato Grosso do Sul. O eleitorado não botou fé e decidiu reeleger o atual prefeito.

Agora, há quem diga que o dito-cujo, que é fã de Carnaval, já pode ir preparando sua fantasia: “palhaço das perdidas ilusões”. Ô maldade!