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CLÁUDIO HUMBERTO

Presidente Jair Bolsonaro: “Estamos voltando à normalidade”

Presidente Jair Bolsonaro comemora a retomada, após a pandemia da covid

Cláudio Humberto

20/05/2022 09:42

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Presidente Jair Bolsonaro comemora a retomada, após a pandemia da covid

Evento no TST mostra leveza e até cordialidade

A solenidade desta quinta (19), no Tribunal Superior do Trabalho (TST), foi marcada pelo gesto simpático do presidente Jair Bolsonaro, estendendo a mão ao ministro Alexandre de Moraes, e também pela leveza do anfitrião, ministro Emmanoel Pereira. 

A certa altura, Pereira convidou Bolsonaro a condecorar ministros empossados. O presidente perguntou por onde deveria começar: “Pela direita?” O sorridente presidente da Corte respondeu, firme: “Sempre pela direita, presidente.”

Cara amarrada

Cordial, Bolsonaro usou a mão direita para fazer um gesto tipo “levanta aí”, e a estendeu a Moraes. Que manteve a cara amarrada.

Parecia duelo

Durante o evento, Moraes ficou sentado bem à frente de Bolsonaro, encarando o presidente. Lembrou cena de filme de bang-bang.

Nem te ligo

Bolsonaro contou certa vez que Moraes não abriu a boca quando foi ao Planalto com Edson Fachin para entregar convite à posse no TSE.

Aplaudidos

O momento arrancou aplausos da plateia que estava no plenário do TST, além de sorrisos (até de alívio) nas autoridades presentes.

Procuradoria da Bahia sabia de contrato suspeito

Apesar de o então governador baiano Rui Costa (PT) dar a desculpa esfarrapada à Polícia Federal de não saber que havia pago adiantados R$48 milhões a uma empresa de produtores de maconha, a HempCare, pois não tinha “pleno domínio do inglês”, o contrato passou pelas mãos e recebeu aval da Procuradoria Geral da Bahia. 

O despacho foi assinado pela procuradora geral Aline Nunes, e é datado em 7 de abril de 2020. Os respiradores, adquiridos a peso de ouro, nunca foram entregues.

Tudo lá

A própria Procuradoria destacou, sem se opor, que a HempCare pretendia o pagamento adiantado pelos respiradores

Revisado e assinado

Barbara Camardelli, procuradora chefe, avalizou a antecipação. Mas foi pior que isso: o pagamento saiu antes mesmo da assinatura do contrato.

Quem manda?

A própria procuradoria afirma que é “um órgão diretamente subordinado ao Governador”, o que sugere submissão às vontades de Rui Costa.