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"Própria qualificação do que seja fake news já é muito difícil”

Ministro do STF, Luís Roberto Barroso, sobre o protagonista no combate às fake news disseminadas por aplicativos e redes sociais
29/07/2020 06:00 - Giba Um


Em dezembro de 2019, o Banco Mundial apontou que 25% da população brasileira vivia abaixo da linha da pobreza estipulada pela instituição, ou seja, com renda de menos de 5,5 dólares por dia. 

Mais: também em dezembro havia mais de um milhão de famílias na fila esperando serem comtempladas pelo Bolsa Família e apenas 550 mil dos dados do seguro desemprego dos 12 milhões de desempregados.

 

“O Judiciário não tem condição de ser protagonista nisso por muitas razões. A primeira é que a própria qualificação do que seja fake news já é muito difícil”,

do ministro do STF LUÍS ROBERTO BARROSO //sobre o protagonista no combate às fake news disseminadas por aplicativos e redes sociais.

 

In – Inverno: camisetas

Out – Inverno: regatas

 
 

Se sentindo empoderada

A cantora Simaria (que faz dupla com Simone), apareceu num ensaio super sensual em suas redes sociais com direto até a topless. Em entrevista à revista Glamour Brasil revelou quando se sente mais empoderada. “Me sinto empoderada quando eu estou no palco cantando, quando eu aceito um desafio novo e eu consigo passar por ele”. Com 22 milhões de seguidores no Instagram revelou que adora posar de forma sensual  e que sua relação com as redes sociais é mais voltada para o profissional.  “Sou uma pessoa que gosto muito de usar minhas ferramentas para o trabalho. Vocês percebem, não sou de postar muita coisa pessoal, é muito mais profissional, mas nessa quarentena a gente não tem muito pra onde correr, porque não tem trabalho! Então, a gente acaba tendo que postar uma coisinha ou outra da família”. 

Universidades ameaçadas

O Ministério da Educação, mais precisamente o Conselho Nacional da Educação (CNE) estuda a hipótese de flexibilizar, emergencialmente, a legislação imposta ao segmento de ensino superior. Seria um waiver  provisório com o objetivo de evitar a desativação em série de universidades do país. 40 instituições de ensino superior correm o risco de fechar suas portas até o final do ano por descumprimento da legislação. A maior parte dos pacientes está em São Paulo, Rio e Minas. Essas universidades não oferecem um mínimo de quatro cursos de mestrado e dois de doutorado, conforme a lei exige. Muitas delas também não atendem à exigência mínima para o total de aulas de graduação. Trata-se de uma sequela da combinação entre a pandemia e o esvaziamento do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil). Em crise, a maioria dessas universidades teve de cortar professores e reduzir o número de cursos. Há, contudo, uma pré-disposição do CNE pela revisão das regras.

 
 

Mudou de nome

A atriz Thaila Ayala, 34 anos, entrou também para o mundo da moda ao lado de duas amigas (Maria Cláudia Luquet e Fernanda Cardanome) que chamaram para sociedade depois de ficarem desempregadas. A marca foi lançada em junho com o nome de Vir.us, depois de muitas críticas agora em julho “relançaram a grife com outro nome: AMAR.CA. Com peças em tie dye e conjuntos monocromáticos, o principal objetivo da marca é ter roupas com conforto. “Acho que toda peça precisa ser confortável. Esse cenário de pandemia com certeza vai impactar a moda e a maneira como nos vestimos”.

Desconto

Ainda as universidades: algumas tradicionais do Rio, entre elas a Souza Marques e a Unigrandrio, vão recorrer em bloco da liminar obtida pela Defensoria Pública do Estado, obrigando as instituições de ensino a reduzirem suas mensalidade em 15% durante a pandemia. A alegação é que a decisão vai desencadear uma onda de demissões no setor.

Bem atendido

Luciano Hang, amigo de Bolsonaro, obteve 55 empréstimos do BNDES para transformar a Havan num império de 126 lojas em 17 estados. De 1993 a 2014, o empresário hoje investigado pelo inquérito das fake news no STF, conseguiu R$ 72 milhões junto ao banco estatal.

 
 

Rápido

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, fechou um acordo com as lideranças partidárias para votar a PEC do Fundeb sem qualquer alteração no texto enviado pela Câmara. Com isso, a proposta deve ser aprovada até 4 de agosto. Tudo, ressalta-se, está sendo feito ao largo do Planalto, que não mexeu um dedo pela votação da PEC e no fim, diante da derrota, celebrou sua aprovação na Câmara.

Usina do terror

Na famosa reunião de 22 de abril, quando Paulo Guedes disse, sobre o Banco do Brasil, “temos que vender essa porra logo”, Rubem Novaes, amigo do ministro (estudaram juntos em Chicago), definiu os controles do TCU como uma “usina do terror”. E salientou: “Se a gente faz alguma coisa, tá arriscado de ir para a cadeia”. Depois de usar dinheiro dos correntistas para financiar fake news (o TCU mandou fechar a torneira). O BB vendeu, sem leilão, uma carteira de crédito de R$ 2,9 bilhões por R$ 371 milhões. Quem comprou foi o BTG, que teve Guedes entre os fundadores.

SINAL DE ALERTA

Ainda o Banco do Brasil: é grande a apreensão da área de marketing da instituição, comandada por Ana Kakinoff. O pedido de demissão de Rubem Novaes no mesmo dia em que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, notificou o banco a prestar esclarecimentos sobre anúncios em sites acusados de disseminar fake news alimentou a percepção de algo mais grave está por vir.

Ficou devendo

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, vai chegando ao final do seu mandato mostrando uma eficiência poucas vezes vistas nas gestões de seus antecessores. Ele foi o principal responsável pela aprovação da reforma da Previdência, fez barba, cabelo e bigode na votação do Fundeb e mostrou musculatura ao pautar a reforma tributária. Só ficou devendo um pelos menos dos 48 pedidos de abertura de processo de impedimento de Bolsonaro em razão de seus inúmeros crimes de responsabilidade.

OLHO NO FUTURO

Os atuais dirigentes da Eletrobras estimam que, uma vez privatizada, a empresa ainda poderá ter incrementos substanciais de produtividades somente pelo fato de ter mais liberdade e menos amarras burocráticas. Depois de feita a capitalização o Estado poderá ficar com algo em torno de 40% da companhia. O mais interessado disso tudo é que esses 40% valerão muito mais do que os 63% que o Estado detém hoje.

Telemedicina

A Anvisa está determinada a criar uma nova situação para a telemedicina: minuta da resolução da pauta de decisões da diretoria, que tem força de lei, prevê que médico só poderá emitir receita eletrônica depois de obter certificação eletrônica no cartório do governo e a farmácia só está autorizada a vender depois de consultar o site do cartório. Se estiver ruim, o doente fica sem remédios.

Caiu fora

Aliado ao Centrão, o presidente Bolsonaro está sendo beneficiado pela coalização de centro que, celebrada por Lula e companhia, garantiu mais de 13 anos de poder ao PT. Quando o petistas tomou posse, em 2003, além do PL de José Alencar, a coalizão petista contava apenas com PCdoB, PDT, PSB, além do PTB. A partir do mensalão, com a reeleição ameaçada, Lula e PT se aproximaram do Centrão da época, incluindo PMDB e PPB, atual PP. Segunda maior banca da Câmara e a maior bancada do Senado, o hoje MDB foi fundamental para garantir maioria plena ao governo. Agora, além do DEM, o MDB cai fora do governo.

COMPRAS PÚBLICAS

A ideia da equipe econômica, que estuda a criação de uma espécie de marketplace para concentrar todas as compras públicas federais, é terceirizar a nova plataforma. Um player privado seria o responsável pela tecnologia e pela gestão da “prateleira virtual”, na qual todos os prestadores de serviço e fornecedores ofereceriam seus produtos. A operação está no liminar do interesse público com o privado.

MISTURA FINA

- NO que depender dos generais palacianos, os dias do deputado Vitor Hugo como líder do governo na Câmara estão contados. O parlamentar mandou a hierarquia às favas e não tem mais o menor pudor em atravessar o ministro Luiz Eduardo Ramos, responsável pela articulação política, em todos os assuntos. Se bem que Ramos também anda balançando.

- O MINISTRO Rogério Marinho quer legalizar um milhão de imóveis irregulares em todo o país. É um começo. O estoque de moradias sem registro no Brasil passa dos 13 milhões.

- LUCIANO Bivar, presidente do PSL, teria sondado Bolsonaro a retornar ao partido. O problema é que Bolsonaro entraria por uma porta e meio PSL sairia por outra.

- BOLSONARO nem partido tem e por causa disso o vice Hamilton Mourão será o ativo para o precioso do PRTB nas eleições municipais. A ideia é que o general participe de eventos ao lado de candidatos a prefeitos como chance real de vitória. E vai gravar depoimentos para programa eleitoral do partido.

- EM Brasília, audiências políticas, jantares e reuniões de trabalho viraram parte da paisagem. Terno e gravata são obrigatórios, mas máscaras são usadas apenas quando as câmeras estão ligadas. O deputado Luis Miranda (DEM-DF) transformou a sala de estar de sua casa em escritório onde despacha e faz reuniões. E não importa quem seja o interlocutor, sempre os recebe de bermuda, camiseta e chinelos.

- A PANDEMIA tem sido um álibi conveniente para o adiamento do encontro do embaixador argentino, Daniel Scioli, com Jair Bolsonaro para apresentação de suas cartas credenciais, como reza o protocolo. Os dois agradecem ao coronavírus.

- O CANCELAMENTO da corrida de F1 deste ano é só a primeira batida. Os organizadores do evento consideram excluir o Brasil do calendário da categoria. As novas conversas andam desencontradas.

- SEQUELAS da pandemia no mundo comercial: Victoria’s Secret declarou falência, Zara fechou 1.200 lojas, Chanel e Hermés estão paradas, La Chapelle retirou 4.391 lojas, Rolex e Patek Philippe pararam a produção, Starbucks fechou 400 lojas, a Emirates demitiu 30% de seus funcionários, Gap, Forever 21, Sears, Macy’s e Walgreens estão fechando.

Felpuda


Embora embalada por vários “ex”, pré-candidatura a prefeito de esforçada figura não deslancha. É claro que ninguém ousa falar em voz alta que o apoio, em vez de alavancar os índices com o eleitorado, está é puxando para baixo. Uns dizem que o título do filme “Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado” retrata bem a situação. Outros complementam: “... na primavera, no outono, no inverno...”. Como diria vovó: “Aqui você planta, aqui você colhe!”.