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ESPECIAL FIM DE ANO

“Gilda, Lúcia e o Bode” une Fernanda Torres e Fernanda Montenegro em cena

O especial inédito e independente vai ao ar na noite de Natal, 25 de dezembro
14/12/2020 15:19 - Caroline Borges/TV Press


A quarentena forçada pela pandemia do novo coronavírus trouxe uma onda de união familiar. Isoladas em casa, diversas pessoas intensificaram as relações com parentes próximos. Na casa de Fernanda Torres e Fernanda Montenegro, a convivência excessiva gerou não apenas uma aproximação entre mãe e filha, mas também muito trabalho. Após protagonizarem o episódio “Gilda e Lucia”, da série “Amor e Sorte”, as duas retornam no especial de fim de ano inédito e independente “Gilda, Lúcia e o Bode”, que vai ao ar na noite de Natal, dia 25 de dezembro.

Além das Fernandas, o projeto familiar também contou com a direção artística de Andrucha Waddington, marido de Fernanda Torres e genro de Fernanda Montenegro, e também com Pedro Waddington, filho de Andrucha e enteado de Fernanda. “O primeiro episódio foi feito no sentido impressionista. Será que vai dar? Como vai ser? Vai para lá? Éramos uma família fechada e isolada em Petrópolis. Agora, temos um projeto mais resoluto e estruturado. Espero que todos gostem, curtam e amem. A gente quer amor, mas, se vier a rejeição, a gente aceita com dignidade”, brinca Fernanda Montenegro.

Ao contrário do episódio original, a nova história não irá girar em torno da Covid-19. Afinal, ao fim da trama, a vacina já havia sido descoberta. Agora, Gilda e Lúcia, interpretadas por Fernanda Torres e Fernanda Montenegro, precisam lidar com as consequências da pandemia. Lúcia, que era uma alta executiva, perde o emprego em virtude da crise financeira.

O episódio iria passar no dia de Natal. Não dava para ficarmos discutindo coronavírus. Ninguém aguenta mais ouvir falar de Covid. Então, o Jorge (Furtado) deu a ideia de a gente falar de dinheiro, que é a questão do próximo ano. A sobrevivência no pós-pandemia. Com tudo isso, elas voltam para o Rio de Janeiro, mas o bode vem junto”, adianta Fernanda Torres, que assina o roteiro ao lado de Jorge Furtado e Antônio Prata.

O episódio mostra pessoas em situação difícil, mas com ligações amorosas e familiares. As pessoas estão sendo obrigadas a conviverem como nunca antes. Há esse embate geracional. Acho que foram essas relações que emocionaram no episódio. O público viu suas relações familiares no vídeo”, completa.

Joaquim Waddington, filho do casal Fernanda e Andrucha, ganhou mais espaço no novo episódio. Assim como o bode, o personagem acaba indo para o Rio de Janeiro com Gilda e Lúcia. A ideia de escalar Joaquim partiu de Furtado e Prata. 

O Joaquim compôs esse menino caipira de forma muito sutil. Acabou vingando nesse especial, mas não fomos nós que empurramos. Foi o Jorge e o Prata. A família cresce, na verdade, nesse episódio. Também tem a participação da Arlete Salles e da Fabiula Nascimento”, ressalta Fernanda Torres. 

Outro “ator” que teve mais participação no enredo do especial foi o bode. O animal, inclusive, foi apelidado de Zequinha Montenegro pelo elenco e a equipe.

Ele roubava todas as cenas. Nos ensaios, ele era mais instável e não olhava para o lugar certo. Mas, quando a cena rolava, subia na árvore, olhava para o local certo, mordia a folha. Foi um fenômeno”, elogia a matriarca.

Diferentemente do primeiro episódio de “Amor e Sorte”, “Gilda, Lúcia e o Bode” contou com uma equipe mais extensa durante as gravações. Seguindo os protocolos de segurança, Andrucha trabalhou ao lado da equipe de “Sob Pressão”, série que também é comandada pelo diretor. 

Dessa vez a gente não teve de carregar carrinho, acender luz. Não era uma equipe gigante, mas já era mais do que tivemos antes. Eles ficaram isolados uma semana em um hotel e todos nós éramos testados três vezes por semana”, relembra Fernanda Torres. 

Apesar do especial de fim de ano, a autora descarta qualquer possibilidade de a produção virar um seriado fixo na grade da Globo. Ainda assim, ela acredita que o projeto possa retornar em outras datas especiais. 

Acho que Páscoa ou Dia das Mães pode ser uma possibilidade. Mas não vejo um seriado com 24 ou 10 episódios. Na verdade, ficamos todos surpresos com a repercussão”, aponta a atriz e roteirista.