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SÉRIE

“Onde Está Meu Coração” é um mergulho trágico no universo da dependência química

O primeiro episódio da série dramática, será exibido nesta segunda-feira, no “Tela Quente”
03/05/2021 11:00 - Geraldo Bessa/TV Press


O audiovisual brasileiro tem um jeito muito peculiar de abordar a temática das drogas. 

Geralmente, o uso decadente e o tráfico envolvem a parcela mais pobre da população. Ou então, mostra-se uma visão glamourizada do uso recreativo por jovens de classe média. 

Dispostos a rever esses estereótipos, os roteiristas George Moura e Sergio Goldenberg querem mostrar na série “Onde Está Meu Coração” a problemática por um viés realista e familiar. 

“A droga não diferencia cor, religião e muito menos classe social. São vidas viradas do avesso e adoecidas, tanto do dependente quanto dos que se relacionam com ele”, avalia Goldenberg. 

Pensada exclusivamente para o Globoplay e sucessivamente adiada por conta da pandemia, o forte apelo da produção acabou garantindo uma estreia especial na faixa “Tela Quente” da próxima segunda, dia 3 de maio, na Globo. 

Em seguida, os 10 episódios completos estarão disponíveis para os assinantes do serviço de “streaming”.

A ideia de “Onde Está Meu Coração” surgiu na cabeça de Goldenberg em uma rotineira manhã de 2018. 

Ao deixar a filha na escola, na Zona Sul do Rio de Janeiro, observou um jovem de origem visivelmente abastada, onde a boa vestimenta contrastava com os olhos transtornados e os pés descalços. 

A imagem ficou na sua cabeça e logo foi discutida com George. Assim, formou-se mais um capítulo da frutífera parceria que já rendeu títulos como “Amores Roubados”, “O Rebu” e “Onde Nascem Os Fortes”. 

“Encontramos no vício uma forma trágica e forte de falar sobre relações familiares”, analisa George. 

Na trama, Amanda, de Letícia Colin, é uma médica residente, de classe média alta, séria e dedicada a seus pacientes. 

Porém, a pressão da realidade do hospital público em que trabalha e as expectativas da família geram uma forte angústia na jovem. 

Nos momentos de fuga da realidade, ela e o marido, Miguel, de Daniel de Oliveira, gostam de experimentar coisas novas e ilícitas. 

Em um desses arroubos de “diversão”, acabam embarcando na viagem do crack. 

Ele mantém o controle sobre si mesmo, mas Amanda acaba entrando no trágico espiral da dependência. 

“De repente, Amanda já não tem mais domínio sobre si mesma. Ela é roubada de sua própria vida e começa a enfrentar a luta para tentar se manter minimamente lúcida e saudável”, destaca Colin.