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SÉRIE

“Sob Pressão – Plantão Covid”, vai ao ar a partir do dia 6 de outubro

A série explora em dois episódios a rotina de um hospital de campanha no pico da pandemia
05/10/2020 16:00 - Márcio Maio/TV Press


Aos poucos, mais opções de teledramaturgia inédita surgem nas emissoras abertas, em meio à pandemia do novo coronavírus. Mas “Sob Pressão – Plantão Covid” vai além: em dois episódios especiais, no ar a partir do dia 6 de outubro, a série da Globo mergulha intensamente na força e nos medos dos profissionais que atuam na linha de frente do combate à Covid-19 no Brasil. Os capítulos foram idealizados como uma espécie de homenagem a essas pessoas. “Isso faz com que o público tenha um olhar diferenciado para esses profissionais de saúde, sinta a experiência de quem atua na linha de frente do combate ao vírus”, avalia o autor Lucas Paraizo.

Para a edição especial, foi feito um recorte dos meses de abril e maio, ou seja, o segundo e o terceiro mês da pandemia no Brasil. Após um período em missão humanitária no interior do Brasil, Carolina e Evandro, vividos por Marjorie Estiano e Julio Andrade, são convocados a voltar ao Rio de Janeiro. A dupla de médicos de “Sob Pressão” é chamada às pressas por Décio, papel de Bruno Garcia, para trabalhar em um hospital de campanha na cidade. “Essa obra tem essa relevância de tentar informar e conscientizar através da proximidade que a dramaturgia traz, entrando na casa das pessoas, mostrando a intimidade dos casos, nomes, relações, personalidades”, opina Marjorie. 

As gravações de “Sob Pressão – Plantão Covid” foram realizadas em agosto. A maior parte das sequências foi rodada em um hospital de campanha cenográfico, montado nos Estúdios Globo especialmente para esta edição. Além do interior do espaço, a área externa também serviu como locação. “A partir do momento que se consegue conectar o interior e o exterior com uma passagem direta, com a câmera na mão, em movimento, sentimos essa realidade muito mais presente”, conta Rafael Targat, cenógrafo e produtor de arte da série. 

O hospital de campanha ocupou uma área de pouco mais de mil metros quadrados, com 32 leitos de enfermaria e 12 de CTI cenográficos. Para parecerem reais, os respiradores foram confeccionados por um aderecista. “Não fazia sentido termos respiradores em cena com tantos doentes precisando do equipamento”, justifica Targat. Já ao médico Marcio Maranhão coube a função de deixar cada ator o mais crível possível. O cirurgião torácico é consultor da equipe e autor do livro “Sob Pressão – A Rotina de Guerra de um Médico Brasileiro”, que deu origem ao filme e, em seguida, às temporadas da série na televisão. E Marcio vivenciou essa realidade retratada nos episódios especiais, pois atuou em um hospital de campanha durante a pandemia.

No entanto, outro cenário também aparecerá na trama. Em forma de flashbacks, Evandro vai se rever, 20 anos atrás, com sua mãe, Penha, vivida por Fabiula Nascimento. E para interpretar o médico em sua fase mais jovem, entra em cena o ator Ravel Andrade, que é irmão de Julio Andrade. “Sob Pressão’ me dá a chance de viver temas fundamentais para a sociedade. Para a edição especial, fizemos um recorte da pandemia e estamos contando a história de profissionais de saúde e pacientes que, na minha opinião, são de utilidade pública”, defende Julio. 

Além de Carolina, Evandro e Décio, outros profissionais de saúde de temporadas passadas reaparecem. “Não houve um dia em que tenhamos gravado que eu não tenha me emocionado. Se não fosse ator, gostaria de ter me tornado médico”, valoriza Pablo Sanábio, intérprete do residente Charles no programa. A atriz Drica Moraes fez suas cenas de casa. “Quando soube que ia fazer remotamente cheguei a ficar um pouquinho triste, estar com aquela equipe e retomar ao trabalho seria maravilhoso. Mas me senti extremamente feliz por ser tão bem cuidada pela equipe”, derrete-se a atriz, que dá vida à infectologista Vera. O elenco tem ainda nomes como Julia Shimura, Josie Antello, David Junior, Roberta Rodrigues, Marcos Caruso, Kelzy Ecard e Marcello Melo Junior.

 
 

Felpuda


Candidato a vereador caiu em desgraça, pelo menos em um dos bairros de Campo Grande, ao promover comício em ginásio de esporte, com direito a ônibus lotados e espoucar de muitos fogos de artifício.

Aí dito-cujo foi alvo de muitas críticas, tanto pela zoeira causada, como por ter mandado às favas quaisquer cuidados na prevenção da Covid-19, ao promover grande aglomeração. Irresponsabilidade é pouco, hein?!