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REALITY MUSICAL

“The Voice Brasil” está na sua nona edição por mérito próprio, e com Carlinhos Brown de volta

A atual temporada tem poucas inovações, mas mantém o alto nível dos candidatos
29/10/2020 14:21 - Márcio Maio/TV Press


Quando se explora um formato de programa de tevê comprado de fora, nem sempre é fácil inovar. Caso do “The Voice Brasil”, talent show musical que emplaca sua nona temporada na Globo. Em 2020, por exemplo, em função da pandemia do novo coronavírus, a grande mudança que se vê, pelo menos até agora, é o distanciamento entre participantes e técnicos e a ausência de plateia. Por outro lado, é inegável que disputas musicais normalmente dependem mais de seus competidores do que de qualquer outro fator.

Em relação à oitava edição, saiu Ivete Sangalo e voltou Carlinhos Brown. Ou seja, uma mudança que vem com uma baita sensação de “déjà-vu”, visto que os telespectadores já sabem o que podem e o que não podem esperar de Brown ali. No entanto, a interação entre os técnicos se mostra nada forçada, o que traz uma sensação boa para quem assiste. Nesse aspecto, a chegada de Iza ao time, que se deu no ano passado, trouxe um certo frescor. Ela entrou justamente para substituir Brown, que ficou de fora pela primeira vez da versão tradicional do programa – há ainda o “The Voice Kids” e a emissora já trabalha em uma versão para cantores acima de 60 anos, prevista para o ano que vem – no ano passado.

Tiago Leifert é o anfitrião desde a primeira edição, em 2012. Aos 40 anos, o apresentador paulistano sabe bem o que fazer, esbanja desenvoltura e carisma na função e é nítido o quanto ele se diverte e se envolve com os candidatos. Agora, que não há família no estúdio, sobra ele para vibrar a cada cadeira virada. Para ajudá-lo, em pequenas entrevistas com os competidores, segue Jeniffer Nascimento, que ganhou o posto depois de se consagrar campeã da segunda temporada de outra disputa musical, mas destinado aos famosos, o “Popstar”. Até por já ter experimentado se apresentar para um grupo de jurados em uma disputa entre cantores, a jovem tira de letra a função e consegue deixar os candidatos, mesmo os mais tímidos, à vontade para conversarem sobre a relação deles com a música.

A seleção dos candidatos é bastante competente. Vê-se que a intenção ali é mesmo impressionar o público com grandes vozes e não abrir espaço para candidatos que acham que têm talento, mas decepcionam. Prova disso é que não é tão fácil assim ir ao ar algum aspirante a nova voz do Brasil que não consiga impressionar pelo menos um dos técnicos. Aí, sobra esperar para ver qual dos técnicos o candidato vai escolher para seguir na competição. Um momento que certamente tem muito mais graça para quem está no estúdio do que para quem acompanha de casa. No geral, o “The Voice Brasil” é o tipo de programa que, para conquistar os telespectadores, depende principalmente do talento de quem está se apresentando no palco.

 
 

Felpuda


Ex-petista de quatro costados, que acabou se aboletando em outro partido já há algum tempo, decidiu se submeter mais uma vez às urnas na tentativa de voltar a comandar cidade do interior de Mato Grosso do Sul. O eleitorado não botou fé e decidiu reeleger o atual prefeito.

Agora, há quem diga que o dito-cujo, que é fã de Carnaval, já pode ir preparando sua fantasia: “palhaço das perdidas ilusões”. Ô maldade!