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COLUNA CRÔNICA

“Unidade Básica” estreou sua segunda temporada

A série foge dos plantões de emergência e foca na porta de entrada do SUS
25/05/2020 16:00 - Márcio Maio/TV Press


 

Há alguns anos, séries que retratam a rotina de profissionais da saúde costumam ganhar espaço na tevê. Na maioria das vezes, os plantões de emergência e grandes centros cirúrgicos são o ambiente principal dessas produções. Em “Unidade Básica”, série do Universal TV que estreou sua segunda temporada neste mês, a história é outra. Ali, é a atenção básica, principal desafio dos 5.570 municípios brasileiros, que vira personagem central. Protagonizada por Caco Ciocler e pela criadora do projeto, Ana Petta, a série retrata os percalços enfrentados por dois médicos que se preocupam com os cuidados de saúde primários dos pacientes, mas têm de lidar com uma gestora fria e mais atenta à quantidade de atendimento do que exatamente à qualidade do serviço. 

Caco interpreta Paulo, um médico de família idealista que é capaz até de enfrentar a polícia para proteger a comunidade que atende. Já Laura, papel de Ana, é uma jovem doutora que experimentou a rotina na UBS mas, depois, optou pela residência em Radiologia. Logo no começo da nova temporada, porém, também para proteger seus antigos pacientes, decide voltara ocupar o antigo consultório. Enquanto Paulo se mostra mais rebelde à nova chefa Cilene, personagem de Fabiana Gugli, Laura parece buscar um equilíbrio entre os cuidados necessários com a comunidade e os índices de produtividade cobrados pela administradora. 

Não é preciso assistir muito tempo a “Unidade Básica” para começar a entender alguns pontos de debate do texto. A importância de uma atenção básica eficiente é um deles, assim como as consequências de se ter um gestor essencialmente administrativo em uma unidade de saúde. É como o próprio Dr. Paulo diz: “Não é todo mundo que tem vocação para trabalhar em postinho”. 

Os episódios são curtos – de 25 minutos em média cada um – e o tempo parece passar ainda mais rápido. Não se trata de uma série tão ágil e, assim como de costume em tramas que se passam em hospitais, os capítulos se interligam em um arco, mas também têm, cada um, a sua história. Quase sempre de um paciente com algum problema que parece ser algo que nem sempre é. Uma forma de mostrar como o vínculo entre os profissionais de saúde e a comunidade é necessário para garantir a eficácia da estratégia de saúde da família. E também uma maneira de mostrar o papel de cada profissional – dos agentes comunitários de saúde aos médicos – nesse modelo. “Unidade Básica” é leve, mas não rasa. Um trunfo da equipe, talvez, seja a presença de Helena Petta, irmã de Ana, no trio de roteiristas – ela e Ana dividem a função com Newton Cannito. Afinal, Helena conhece bem esse universo das UBS.

Unidade Básica” – Universal TV – Domingo, às 22h.

 

Felpuda


Ex-cabecinha coroada anda dizendo por aí ser o responsável por vários projetos para Campo Grande, executados posteriormente por sucessor. 

Ao fim de seus comentários, faz alerta para que o eleitor analise atentamente de como surgiram tais obras e arremata afirmando que não foi “como pó mágico de alguma boa fada madrinha. 

Houve muito suor nos corredores de Brasília”. Então, tá!...