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CINEMA

Aos 82 anos, Clint Eastwood volta a atuar em 'Curvas da Vida'

Aos 82 anos, Clint Eastwood volta a atuar em 'Curvas da Vida'

Redação

24/11/2012 - 00h00
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Depois de 20 anos acostumado a ser chamado principalmente de diretor, Clint Eastwood, no auge dos seus 82 anos, aceitou ser 'apenas' ator. O resultado é o emocionante filme Curvas da Vida, que chega aos cinemas brasileiros nesta sexta-feira (23). O longa, do diretor Robert Lorenz, mostra Eastwood como Gus Lobel, um veterano caça-talentos de beisebol, que não admiti que a idade está chegando e os olhos do olheiro não são mais os mesmos. Nesse enredo, que divaga sobre os obstáculos da idade e as relações em família, estão ainda Amy Adams, no papel de Mickey, a filha de Gus, e Justin Timberlake, como Johnny, um jovem que foi descoberto por Gus, mas que agora também virou caça-talentos, ou seja, na visão dele, 'rival'.

Mickey é uma advogada bem sucedida no auge da carreira e tem o trabalho acima de tudo. Gus, age da mesma forma como olheiro. Mas, a velhice chegando e a vontade de provar para si que ainda é o mesmo fazem ele assinar um novo contrato. Porém, a filha, que foi criada dentro dos campos de beisebol, descobre que o pai está com um sério problema de visão, mas mesmo assim ele pegou a estrada para uma viagem de trabalho. A partir daí o roteiro nos faz pensar sobre esse equilíbrio trabalho-família-prioridades e garante as lágrimas daqueles que se derretem com maior facilidade. "Não é um filme de beisebol, é um filme sobre relacionamentos. O esporte é apenas o pano de fundo", destaca o diretor Robert Lorenz, sabendo que beisebol não é universal, mas admitindo que Hollywood adora colocá-lo em seus enredos. "É que ele faz parte da vida dos americanos, temos muitas emoções ligadas a este esporte, nós crescemos nesses campos", explica.

Como a vida dá realmente muitas curvas, Lorenz é um velho amigo e produtor de três filmes de Eastwood. Foi ele quem produziu Menina de Ouro, vencedor de quatro estatuetas do Oscar em 2005, entre elas a de Melhor Filme e de Melhor Diretor para Eastwood. "Ele foi a minha grande escola. Eu observei o processo dele por muitos anos e acabo trabalhando baseado nessa lógica. Aprendi tudo o que sei nos sets de gravações e nas salas de edições com Clint", diz o diretor em entrevista ao Terra, em Los Angeles. "Acho que dentre as maiores lições que aprendi com ele estão ter a confiança que um diretor precisa para dizer 'tenho esta cena, podemos ir para a próxima', por exemplo, e a técnica dele de escolher atores com testes feitos em vídeo, não pessoalmente. Assim evitamos qualquer contato, aquilo de ser amigo de alguém ou parente. É uma escolha mais isenta", completa.

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