O poeta das coisas do chão, da infância e das delicadezas do Pantanal partiu num vôo para a eternidade aos 97 anos, por falência de múltiplos órgãos, no Hospital Proncor de Campo Grande.
Manoel de Barros estava internado havia duas semanas. Rapidamente a notícia de sua morte tomou as redes sociais e o noticiários de todo o País.
No facebook, a presidente Dilma Roussef, bem como várias personalidades, lamentaram a morte, entre elas o escritor moçambicano Mia Couto e o músico Leoni. O governador André Puccinelli decretou três dias de luto oficial.
O poeta nasceu em 19 de dezembro de 1916 em Cuiabá. Filho de fazendeiros, passou parte da infância no Pantanal, até começar os estudos em Campo Grande. Para amigos e família ele seguiu em paz.
Quando sou árvore
“Eu não amava que botassem data na minha existência. A gente usava mais era encher o tempo. Nossa data maior era o quando. O quando mandava em nós. A gente era o que quisesse ser só usando esse advérbio. Assim, por exemplo: tem hora que eu sou quando uma árvore e podia apreciar melhor os passarinhos.”
(Memórias Inventadas: A Segunda Infância)

A reportagem está no Caderno B da edição de hoje do jornal Correio do Estado.