O advogado Antenor Batista fez trabalho de pesquisa ao longo de 50 anos para identificar que existem mais de 100 espécies de corrupção.
De acordo com ele, essa prática é algo internacional e está arraigado na cultura mundial. Além disso, o também escritor afirma que só no Brasil a corrupção faz o país perder R$ 200 bilhões ao ano.
Autor do livro “Corrupção: O 5° Poder”, ele fundamenta suas conclusões nessa publicação, que está em sua 14ª edição. Com 89 anos, o consultor jurídico tem outros estudos sobre o tema ética.
“As pessoas raramente mostram o jeito que são de verdade, e esses elementos, ainda que passíveis de se manifestar em qualquer um de nós, para o bem ou para o mal, já que o mal e o bem, a exemplo da desgraça e da felicidade andam juntos, ora esbarramos num, ora esbarramos noutro, dependendo das circunstâncias”, afirmou Batista.
Segundo ele, a sociedade precisaria mudar para haver combate efetivo aos corruptos. “Desde a formação escolar, o que é promissor, no aperfeiçoamento das instituições em geral, políticas públicas inclusive, considerando que o ser humano é sensível aos reflexos condicionados e aos bons ensinamentos”.
"Relacionamos 100 espécies de corrupção, mas esperamos que o Brasil saia dessa vala comum de malfeitos, apesar da descrença generalizada, em virtude da propensão para a fraude fazer parte do DNA do ser humano. Mas, se o Estado e a família constituírem sólida base educacional, teremos chance das pessoas se politizarem em prol de uma sociedade menos corrupta e menos violenta”, analisou.
A ONG Transparência Internacional indica que Nova Zelândia, Dinamarca e Finlândia são os países menos corruptos do mundo. Batista afirmou que naquelas nações, a cultura da honestidade, regras claras e esforço público garantem esse cenário.
“Essa pandemia ou peste e os terríveis males e injustiças, que causa nas comunidades em geral, estão sendo combatidos com fortes antídotos, com a participação dos respectivos cidadãos e cidadãs. Portanto, no futuro, esperamos ter uma sociedade melhor e menos corrupta. Se o Lula e o Eduardo Cunha estão se esvaindo, politicamente falando, a corrupção e seus malfeitos também podem se esvair. A Operação Lava Jato, sob o comando do juiz Sérgio Fernando Moro, é um exemplo”, exemplificou o autor.