Dia 13 de abril, chega à Netflix uma das mais esperadas séries de ficção científica do ano: “Perdidos no Espaço”. A produção original do serviço de streaming, aliado à produtora americana Legendary TV, é uma releitura da famosa série homônima da década de 1960. Em ambas, o enredo gira em torno da família Robinson, que embarca em uma viagem espacial para colonizar um novo planeta, mas acaba desviada de sua rota.
Apesar de a estrutura geral da série e os nomes dos personagens serem os mesmos, a mais recente está muito distante de um “remake”. Ao passo que a original tinha um tom leve, muito mais focado na comédia do que no suspense, a série da Netflix faz uso da tecnologia de computação gráfica e de um orçamento generoso para tornar a releitura mais dramática e empolgante. Dentre os protagonistas, há mudanças importantes. O impagável vilão da edição de 1965, o Doutor Smith vivido pelo ator Jonathan Harris, aparece na reedição como a Doutora Smith. Interpretada pela americana Parker Posey, ela tem como objetivo sabotar a viagem dos Robinson e não descansará até conseguir destruir a operação. Já o Robô superprotetor da série original ressurge em uma versão mais humanóide e tecnológica – mas preserva o velho bordão “Perigo, Will Robinson!”.
Alguns rostos de “Perdidos no Espaço” já são conhecidos de outras produções da Netflix. Maureen, matriarca da família, é interpretada por Molly Parker, que aparecia em “House of Cards” como a Jackie Sharp. Além dela, Will, o caçula curioso dos Robinson, é de responsabilidade de Maxwell Jenkins, que apareceu em “Sense8” como a versão infantil de um dos protagonistas.
Apesar das comparações serem inevitáveis em “remakes”, a nova série é bastante independente da primeira. Em seus dez primeiros episódios, “Perdidos no Espaço” não se preocupa com fidelidade à versão original, o que dá mais liberdade para a trama fluir. Algo necessário para atender às expectativas dos telespectadores da Netflix, muitos deles filhos ou netos dos fãs da série produzida entre 1965 e 1968.