Não é de hoje que a indústria cinematográfica começou a abordar os questionamentos dos adolescentes sobre a própria sexualidade. Em sua maioria, esses filmes tendem para um lado mais trágico e conflituoso do jovem que se assume como homossexual em uma sociedade preconceituosa. Porém, com o lançamento de “Love, Simon”, esse personagem assume seu protagonismo de maneira diferente e resgata a típica comédia boba adolescente de maneira leve e divertida. No dia 8 de junho chega à Netflix o filme “Alex Strangelove”, uma resposta da plataforma de streaming para esse novo cenário, que além de tratar a inclusão e o respeito de forma mais natural e cômica, tem se mostrado extremamente lucrativo.
Alex Truelove (Daniel Doheny) tem uma vida escolar perfeita. É presidente do corpo estudantil, têm notas invejáveis, um grupo de amigos incríveis e Claire (Madeline Weinstein), sua namorada, com quem grava vídeos para internet. Apesar de estarem em um relacionamento há oito meses, Alex não sente uma atração sexual por Claire, e sempre arranja uma forma de se esquivar das investidas da jovem. Um dia, seus amigos decidem arrastá-lo para uma festa, onde conhece Elliot (Antonio Marziale), um charmoso e cativante garoto que vive do outro lado da cidade e é assumidamente gay. Desde o início, o rapaz deixa evidente sua atração por Alex, que não se sente nem um pouco incomodado com isso. Algo que o leva a questionar a própria sexualidade.
“Alex Strangelove” conta com a direção de Craig Johson (“The Skeleton Twins” e “Wilson”) e a visibilidade oferecida pela maior plataforma de streaming do mundo para mandar uma mensagem de amor e aceitação para os jovens de todos os lugares. Dessa forma, em tempos em que uma visão mais liberal das opções de sexualidade convive com uma radicalização do preconceito, essa produção original da Netflix oferece um diálogo honesto sobre o que é ser jovem nos dias de hoje.