Quem nunca teve um pesadelo tão realista que até acordou apavorado? Em “Extinção”, filme com estreia marcada para 27 de julho na Netflix, os sonhos ruins ganham uma nova perspectiva. Em meio a uma rotina entediante, Peter (Michael Peña) começa a ter dificuldades para dormir. Ou melhor, não consegue mais aguentar seus terríveis sonhos. Algo que começou como um simples pesadelo recorrente vira parte do cotidiano do protagonista.
Peter começa a imaginar diariamente uma situação de invasão alienígena ao planeta, com um nível de detalhes que praticamente impede-o de descansar em suas noites de sono. Com isso, seu desempenho no trabalho e em casa passam a ser questionados, e os pesadelos vão se agravando, assim como suas crises interpessoais. Até que acontece o que Peter mais temia: tudo que ele havia sonhado realmente acontece e a Humanidade se vê diante de uma ameaça extraterrestre. A maior coincidência é que tudo ocorre exatamente como previsto em seus sonhos. Em meio a esse grande “déjà vu”, Peter torna-se o “oráculo” desse apocalipse, e a única esperança para manter sua família a salvo.
Um dos pontos fortes de “Extinção” é a qualidade do elenco. Dentre os protagonistas estão figuras conhecidas de diversas produções, como Michael Peña, de “Homem-formiga”, Lizzy Caplan, de “Garotas Malvadas” e Mike Colter, de “Luke Cage”. A produção é creditada à Universal Pictures e foi comprada pela Netflix, algo que está longe de ser inédito na plataforma. Inclusive, o longa já chega com uma certa desconfiança por conta de um filme com características parecidas. “O Paradoxo Cloverfield”, produzido pela Paramount, foi alvo de muitas críticas apesar de toda a campanha de marketing da Netflix. Assim como em “Extinção”, é abordada uma temática de terror misturado com ficção científica, que, unido a um elenco conhecido, teria todas as características de um blockbuster. No caso de “O Paradoxo Cloverfield”, só faltou o filme ser bom. Cabe agora a “Extinção” provar que não cometeu o mesmo erro.