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AÇÃO SOLIDÁRIA

A 23ª edição do “Teleton” acontece dia 7, e busca solidariedade à distância

Em meio à pandemia do novo coronavírus, a edição deste ano busca fortalecer doações
02/11/2020 15:31 - Caroline Borges/TV Press


Adaptação virou palavra de ordem em 2020. Dramaturgia, jornalismo e programas de auditório precisaram adaptar suas estruturas aos protocolos de segurança e higiene no combate à Covid-19. Com tudo isso, a maratona solidária do “Teleton” precisou redesenhar seu formato. Afinal, nos últimos anos, a produção contou com inúmeras aglomerações no palco e na plateia, além da presença de pessoas de grupos de risco. Uma das principais mudanças do programa solidário é a duração na grade do SBT. Ao contrário das edições anteriores, o Teleton irá concentrar toda a realização no próximo sábado, dia 7 de novembro, das 10h30 às 20h30. “A gente precisa se adaptar a essa nova realidade, mas o nosso compromisso com a AACD tinha de continuar. Talvez não seja uma edição tão calorosa como nos últimos anos, mas com o mesmo objetivo de colaborar com doações. Sabemos que é um ano difícil, mas o brasileiro é um povo solidário e que gosta de ajudar. Vamos ter um resultado positivo”, valoriza José Roberto Maciel, vice-presidente do SBT.

Com a crise advinda da pandemia do novo coronavírus, a AACD teve prejuízos financeiros, principalmente por conta da queda de receita junto às operadoras de planos de saúde, aumento de custos e necessidades de compras de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) e menor quantidade de doações ao longo do ano. Por isso, enfrenta um gap de cerca de R$ 50 milhões em seu orçamento anual. Pela primeira vez em sua história, a campanha do Teleton não terá meta de captação e o público poderá fazer doações pelo 0500 até 31 de dezembro. A campanha de arrecadação, inclusive, começou em setembro. “Não tivemos dúvidas em produzir o ‘Teleton’ esse ano. A necessidade da AACD é enorme. A instituição depende de doações de pessoas física ou jurídica. O Teleton se propõe a unir o que temos de melhor, a solidariedade, a força para ajudarmos uns aos outros, apesar do distanciamento, e a nos reinventar fortalecendo ainda mais nossa luta pela causa da pessoa com deficiência”, ressalta Norma Mantovanini, diretora do Teleton 2020. Integrante do grupo de risco, Silvio Santos está longe dos estúdios desde o início das medidas de isolamento social. O apresentador, pela primeira vez, não deve participar da maratona solidária. “Presencialmente, com certeza, não. Remotamente? Acho difícil. Mas, de alguma forma, ele está participando. Só de ceder um espaço da programação da emissora é uma participação fundamental”, aponta a diretora. 

Para engajar o público a doar em um ano tão atribulado, o programa movimentará importantes nomes do canal e terá participações virtuais de artista e influenciadores. Diretamente dos estúdios da emissora, em São Paulo, a 23ª edição contará com a participação das madrinhas Eliana e Maisa e dos padrinhos Daniel e Celso Portiolli, além de grandes nomes da música brasileira, como Ivete Sangalo, Vitor Kley, Leo Chaves, Toquinho, Bruno e Marrone, Gustavo Mioto, Marilia Mendonça e Luan Santana. “É um ano de muito aprendizado para todos nós. Mesmo com a distância, a gente pode fazer a diferença na vida das pessoas. Sem um abraço caloroso ou beijo, a gente pode passar carinho através de uma palavra, áudio ou uma doação de qualquer valor. Vamos contar diferentes histórias e receber artistas à distância”, afirma Eliana. 

Madrinha digital da ação solidária, Maisa encerrará sua história com SBT no palco do “Teleton”. “Cria” da emissora de Silvio Santos, a atriz e apresentadora de 18 anos não renovará seu contrato, que vence no final de outubro. “Acho importante seguir com as portas abertas. O SBT é como uma família para mim e vai ser meu lar independentemente da minha idade. Jamais sairia do ‘Teleton’. Foi meu primeiro contato e ensinamento com a causa solidária. Vou estar aqui todos os anos para contribuir com a causa”, valoriza Maisa, que organizou uma “live” de aniversário para arrecadar doações para AACD. “Não pude fazer uma festa de aniversário, mas me deram a ideia de organizar uma live. Decidi pedir de presente doações. Quando eu vi a mobilização de jovens e empresas para doar nessa live, eu fiquei muito otimista com a campanha do ‘Teleton’. Percebi que a gente poderia fazer essa mobilização no Teleton também”, completa. 

 

Felpuda


Comentários ouvidos pela “rádio peão”, em ondas curtas, são de que figurinha só ganharia apoio dos colegas caso pessoa agregada fosse “curtir a aposentadoria” de uma vez por todas. Como seu acordo político acabou naufragando nesta campanha, agora dito-cujo estaria querendo recuar e não ceder o lugar. 

Isso até poderia acontecer, se não fosse a sua, digamos, eminência parda. Afe!