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"CLÁUDIA"

Ana Hickmann reclama de uso de Photoshop: "não sou eu"

A apresentadora ficou indignada com o tratamento feito em sua foto

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Ana Hickmann não gostou do tratamento dado à sua foto na capa da revista "Claudia" de janeiro. 

Após a publicação compartilhar a imagem no Instagram, a apresentadora comentou o uso exagerado de Photoshop, que acabou modificando todo o seu rosto. "Gente! Essa não sou eu", escreveu incomodada.

A atitude da revista acabou virando alvo de críticas por parte dos internautas. "É a Ana Hickmann ou uma estátua para o museu de cera? Ficou péssimo @claudiaonline", escreveu uma seguidora. 

"Se a Ana Hickman precisa de Photoshop, nós feias precisamos do que?", emendou outra usuária. 

A modelo Fernanda Hickmann também saiu em defesa da loira. "Minha irmã não é assim", lamentou. 

A revista não comentou o assunto.

Correio B

Campo Grande recebe Festival de Ioga no próximo domingo (23)

Aulas serão realizadas no Parque das Nações Indígenas, a partir das 9h

19/06/2024 12h30

Divulgação

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Acontece neste domingo (23), no Parque das Nações Indígenas, o Festival de Ioga - Vida Saudável, uma ação do Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura (Setesc) e Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul (Fundesporte), em parceria com diversas instituições.

O evento é gratuito e ocorre em comemoração ao Dia Internacional do Ioga, celebrado em 21 de junho. O festival começará às 7 horas com uma caminhada e, posteriormente, às 9 horas, serão conduzidas aulas pelos professores da Associação dos Professores de Ioga e da Associação Ioga para Todos CG.

Aulas especiais de ioga para as crianças também serão oferecidas. Os participantes são incentivados a trazer seus próprios tapetes. Outras atrações disponíveis são o espaço kids, projeto Quick Massage, avaliação de bioimpedância e o Projeto 60+ do Sesi-MS (Serviço Social da Indústria de Mato Grosso do Sul), que visa auxiliar a inclusão digital para idosos.

De acordo com Naigel Hairan, um dos professores responsáveis pelo aulão, as  atividades de ioga podem melhorar o estado mental dos praticantes.

“Por meio da respiração nós conectamos o corpo e a mente, ficamos completamente mais conscientes. Consciente dos nossos valores, do respeito interior e exterior. Muda completamente a realidade, a nossa volta, começando por dentro, que é onde reflete tudo. Então há uma importância muito grande para o homem moderno fazer ioga, até pelo aumento que tem tido de ansiedade e depressão”.

“O Festival de Ioga é um investimento em bem-estar comunitário. É essencial que a Fundesporte estabeleça também atividades de lazer como essa. Esperamos que toda a família aproveite a manhã no parque no nosso festival”, frisa o diretor-presidente da Fundesporte, Paulo Ricardo Nuñez. 

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CRÍTICA

Orquestra Sinfônica de Campo Grande: um aulão de música no Teatro Glauce Rocha

Dezenas de pessoas acompanharam de pé a apresentação que marcou o lançamento do 17º Festival Encontro com a Música Clássica para conferir as composições orquestrais consagradas de gênios como Bach, Mozart, Tchaikovsky e Villa-Lobos

19/06/2024 10h00

Mais de 800 pessoas estiveram no Teatro Glauce Rocha na noite de segunda-feira, a fim de acompanharem o concerto da Orquestra Sinfônica de Campo Grande, sob a regência do maestro Eduardo Martinelli

Mais de 800 pessoas estiveram no Teatro Glauce Rocha na noite de segunda-feira, a fim de acompanharem o concerto da Orquestra Sinfônica de Campo Grande, sob a regência do maestro Eduardo Martinelli Foto: Jardel Tartari

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Uma aula de música. Assim pode ser resumido o concerto realizado nesta segunda-feira, no Teatro Glauce Rocha, pela Orquestra Sinfônica de Campo Grande, sob a regência do maestro Eduardo Martinelli. 

E que aula: didática, frugal, inspirada, sensível e competente em seu propósito de seguir com a popularização da música clássica por meio da execução de temas consagrados, a exemplo das “Quatro Estações”, de Antonio Vivaldi (1678-1741).

A plateia estava completamente lotada – todas as quase 750 poltronas ocupadas e com dezenas de pessoas em pé ou sentadas no carpete do teatro – para acompanhar a apresentação, que durou em torno de 90 minutos e funcionou como uma espécie de best of dos medalhões da música de concerto desde o período barroco.

O repertório, que poderia soar manjado ou previsível, funcionou mais que a contento, dando pedal para que os instrumentistas pudessem exprimir com precisão e sensibilidade a plástica sonora de tantas partituras geniais.

Do italiano Vivaldi ao brasileiro Ernani Aguiar, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) nascido em Petrópolis (RJ), em 1950, o que se viu – e ouviu – repassou nada menos que três séculos de composições angulares que foram, a seu tempo, inovando e mudando a criação musical.

MOZART

Dos 10 compositores elencados no programa, o primeiro foi Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791). Entre os temas que levam a assinatura do austríaco foram executados “Pequena Serenata Noturna” (1787); “Eine Kleine Nachtmusik”, no original em alemão, que é um hit no TikTok; e a “Marcha Turca” (1783), terceiro movimento de uma conhecida sonata para piano do compositor, o qual, do jazz a comédia, fez a cabeça de muita gente (Dave Brubeck, Mr. Bean, etc.).

Expoente do clássico (1730-1820), com uma importância difícil de ser mensurada, transcendendo – e muito – esse período, Mozart fez sua marcha para piano solo brilhar. Mas no concerto da noite de segunda, o tema foi rearranjado, com a melodia a cargo de violinos e flautas.

Se deixa uma pontinha de saudade do som das teclas para um tema tão bem tratado por Claudio Arrau (1903-1991), Glenn Gould (1932-1982) e tantos outros virtuoses, a transcrição proposta serve para mostrar o desafio de manter o andamento da “Marcha Turca” – originalmente em allegretto – quando são propostas outras paragens.

Do mesmo modo, “Noturno”, do romântico Tchaikovsky (1840-1893) e que foi apresentado no Glauce Rocha, também ganhou transposição: para violoncelo solo (Marcelo Geronimo) e orquestra de cordas. E não deixou de agradar.

BACH

A música de Johann Sebastian Bach (1685-1750) certamente foi um dos apogeus, com Rafael Henrique Morais demonstrando mais uma vez sua incrível intimidade com o violoncelo, 
ao fazer solo durante o prelúdio de uma das seis famosas suítes que o compositor barroco criou para o instrumento.

Ou então no momento em que a Orquestra Sinfônica de Campo Grande executou a “Ária da Quarta Corda” (1717-1723), em um crescendo orquestral de arrepiar e que fez mais de um espectador ir às lágrimas.

Falando no barroco, talvez tenha feito falta o cravo, provavelmente pelo uso do teclado eletrônico utilizado para substituir o som do antigo instrumento de origem medieval.

Deu uma vontade danada de pedir para a classe política que estava presente – a senadora Soraya Thronicke, a prefeita Adriane Lopes e a secretária municipal de Cultura, Mara Bethânia Gurgel – sanar a lacuna.

(Reconhecendo: a senadora propôs uma emenda parlamentar para alavancar a música de concerto em todo o Estado e a Orquestra Sinfônica de Campo Grande, coordenada pelo maestro Jardel Tartari, é uma iniciativa bancada prioritariamente pela prefeitura da Capital. Que venham, então, muitos cravos para MS. No momento, até onde se sabe, não há nem sequer um exemplar do instrumento em território sul-mato-grossense.)

VALSA E BRASILEIROS

A noite teve ainda muito mais: “Danúbio Azul”, a valsa de Johann Strauss II (1825-1899) eternizada no cinema por Stanley Kubrick (1928-1999); “Dança Húngara”, de Johannes Brahms (1833-1897), com direito a acompanhamento de palmas da plateia na versátil e simpática condução de Martinelli; o norueguês Edvard Grieg (1843-1907); e ainda três brasileiros.

Além de Ernani Aguiar, teve também o modernista Heitor Villa-Lobos (1887-1959) e César Guerra-Peixe (1914-1993) – outro filho de Petrópolis –, de quem se ouviu uma vibrante releitura do maracatu pernambucano.

Se a missão era marcar o lançamento da 17ª edição do Festival Encontro com a Música Clássica, que ocorrerá entre os dias 26 e 30 de agosto, o concerto desta segunda foi mais que próspero. Uma festa e tanto para os sentidos.

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