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ENTREVISTA

À frente do “The Voice+”, André Marques celebra aproximação com público mais velho

A edição inédita é voltada apenas para candidatos com mais de 60 anos
26/01/2021 16:08 - Caroline Borges/TV Press


A televisão é um território bastante familiar para André Marques. Ele despontou no vídeo em 1995, quando integrou o elenco da temporada de estreia de “Malhação”, em que viveu o personagem Mocotó. Apesar de ter ganhando destaque através da atuação, foi a apresentação que moldou a carreira de André na tevê. 

Após mais de 10 anos à frente do extinto “Vídeo Show”, André encontrou maturidade diante das câmeras ao diversificar sua carreira em diferentes formatos, como o musical “Superstar”, o matinal “É de Casa” e, atualmente, a competição do “The Voice”. “Fiquei arrasado quando acabou meu ciclo no ‘Vídeo Show’. Mas a vida guarda muitas surpresas. Tem as dificuldades e dores, mas há o fortalecimento. Nem nos meus melhores sonhos pensei que teria uma trajetória tão intensa. Tenho muita paixão pelo que faço”, valoriza.

 Após finalizar a temporada do “The Voice Kids”, André retornou ao ar em uma edição inédita voltada apenas para candidatos com mais de 60 anos. Para o apresentador, o programa é uma nova chance profissional para uma parcela importante da população. “Sonhos não envelhecem. Nunca é tarde para começar, recomeçar ou recomeçar mais uma vez. Ao longo da vida, a gente abre mão de muitos sonhos. Esse ‘The Voice’ é algo excepcional. Essa temporada promete muito”, afirma.

 

P – Como o projeto do “The Voice+” chegou até você? 

R – Eu sou um apaixonado pelo formato do “The Voice”. Eu tinha feito a chamada do programa, mas ninguém tinha me comunicado se eu iria apresentar ou não. Quando o Creso (Eduardo Macedo, diretor) me ligou, eu estava em uma loja de cerâmica em São Paulo. Comecei a chorar no meio da loja. Passei uma vergonha danada, mas uma vergonha feliz e boa (risos). Fiquei feliz de continuar nessa equipe. Sempre acompanhei o formato e, depois, ainda tive o prazer de entrar para o time.

P – Assim como no “The Voice Kids”, o novo formato conta com algumas doses de emoção, principalmente durante as eliminações. Como você encara esses momentos?

R – No “The Voice Kids”, a gente se emocionava muito por aquela pureza e ingenuidade das crianças. Acho que o “The Voice+” emociona muito pelas histórias e bagagens de vida. Tem histórias de empresários de sucesso que, depois um tempo, não deram certo, gente que canta há 50 anos em barzinho, gente que já tocou e cantou com os maiores nomes do cenário musical brasileiro. Tem a história de uma senhora que foi inscrita pelos netos. A gente se emociona muito no palco. Às vezes, eu acho que o lenço de papel não é o suficiente. Tem de ser papel toalha mesmo porque a emoção é muito pesada.

P – Teve algum momento das gravações que você se emocionou mais até agora? 

R – Teve. Eu acho que o “The Voice+” é um programa para a família. É cultura, informação e memória. A gente lembra do que já viveu. Teve um candidato que cantou “Fullgás” e eu me lembrei dos tempos de coxia de teatro. Quando comecei no teatro, aos 12 anos, eu ficava na coxia muito nervoso com a hora de entrar. Então, quando acabava “Fullgás”, eu sabia que era a deixa para eu entrar em cena. Virou minha música de coxia. É, sem dúvidas, um programa que reativa memórias.

P – Como é a sua relação com o público acima dos 60 anos?

R – É um público muito forte de audiência e todos tem um carinho enorme comigo. Muitos falam que me acompanham na televisão desde pequeno. É uma relação muito legal. Me senti presenteado diversas vezes nesse programa. Achei a ideia desse formato genial.

P – Por quê? 

R – Sabemos que nossa audiência do público 60+ é enorme. Quando olhamos a sociedade, sabemos ainda que é uma parcela cada vez maior e mais ativa. Junta isso com a paixão, talento musical, torcida linda, apresentador chorão... Assim que eu tive a notícia, fiquei imaginando as pessoas que vão aparecer e o repertório riquíssimo dessa galera. Fiquei muito empolgado. As inscrições, por exemplo, acabaram muito rápido. As vagas foram preenchidas em piscar de olhos.

P – Com a pandemia ainda em curso, o programa tem sido gravado sob inúmeros protocolos de segurança no combate à Covid-19. Como tem sido trabalhar dentro dessas novas regras? 

R – É nesse momento que eu preciso exaltar todo o trabalho da equipe. E eu falo da equipe dos bombeiros da madrugada, a galera da limpeza que tem trabalhado dobrado por conta de todos os protocolos. Estamos seguindo todos as regras com o maior rigor. Do meu camarim até o palco, eu levo uns 20 minutos (risos) porque é um negócio de bota roupa, coloca equipamento... Estamos nos adaptando a uma nova realidade. O programa está muito bonito. Claro que há erros e terão críticas. Isso é normal na televisão, mas sempre bom lembrar dessa equipe que está trabalhando para colocar esse programa no ar com todos os percalços de uma pandemia.

P – Como tem sido sua relação com os técnicos?

R – Eu já tinha trabalhado com a Claudinha (Leitte) no “The Voice Kids”. Assim como eu, ela é uma das mais apaixonadas pelo programa, vive intensamente essa competição. O Daniel é excepcional. Ele traz toda a experiência de ter participado da estreia do formato. O Mumuzinho substituiu a Claudia na reta final da última temporada do “Kids”, mas agora está assumindo de vez a cadeira. Se adaptou super rápido ao programa. A Ludmilla é a caçula do programa. Uma menina nova, mas batalhadora e muito guerreira. Montamos um time bem eclético. Isso é muito legal porque já vimos um candidato do rock escolher trabalhar com a Ludmilla. É bacana essa mistura de ritmo, se reinventar e conhecer coisas novas.

P – Após sua saída do “Vídeo Show”, você acabou assumidos diversos projetos na emissora, como o “Superstar” e o “É de Casa”. Como você lidou com esse momento de transição dentro da casa? 

R – Sou muito intenso nas coisas que faço. Adorava o “Vídeo Show”, mas não sabia se o programa ia continuar, se eu seguiria. Naquela época, eu estava com a saúde meio abalada e fiquei um pouco arrasado. Mas vi que era um momento de recomeço. Fui operar o estômago e, logo depois, fui para o “Superstar”, depois o “É de Casa”, “The Voice Kids” e agora o “The Voice+”. A vida guarda muitas surpresas. Temos dores e dificuldades, mas isso nos fortalece. Nem nos meus melhores sonhos achava que estaria envolvido em tantos projetos. Enquanto eu tiver saúde, quero estar sempre envolvido. Me sinto privilegiado por todas essas oportunidades.