Clique aqui e acompanhe o resultado das Eleições 2020

CULTURA

Aos 80 anos, o sul-mato-grossense Orlando Lacerda lança o primeiro disco solo

De família musical, Orlando cantou durante ano no Hotel Campo Grande e agora faz sua estreia nas redes sociais
21/10/2020 08:00 - Naiane Mesquita


Aos 80 anos, o músico Orlando Lacerda decidiu lançar seu primeiro disco autoral. Das memórias de infância, em que aprendeu amar a música ainda no berço, aos tempos saudosos de cantoria no Hotel Campo Grande, Orlando reuniu toda a sua experiência na obra “O Menestrel do Pantanal”, fazendo uma referência às suas origens.  

“Então, o disco foi uma surpresa. Preciso agradecer primeiro a Deus e aos meus irmãos, Moacir e Chico Lacerda”, conta Orlando.

Os dois irmãos, músicos do Grupo Acaba, são os grandes incentivadores da obra do irmão. “Uma vez eu gravei uma faixa com o Grupo Acaba, em 2004, uma participação na música ‘Última Cheia’”, ressalta.  

Na vida de Orlando e dos irmãos, o carinho pela música surgiu ainda na infância. A musicalidade foi herdada de sua avó Generosa, cantadora de siriri e cururu, e de seu pai, Francisco, compositor e músico, um grande admirador de Jazz. “Eu sempre gostei de cantar. Meu pai era cantor, minha avó cantava repente, minha mãe, música de ninar. Nós fomos crescendo nesse ambiente e graças a Deus aprendendo sobre a música”, frisa.

Na juventude, Orlando se apresentava nos programas de rádio e auditórios de Corumbá, cantando músicas românticas e regionais dos compositores Silva Neto e Clio Proença.

Depois, decidiu seguir os trilhos da antiga Estrada de Ferro Noroeste do Brasil e se apresentar nas cidades de Aquidauana, Campo Grande e Três Lagoas.

Dos tempos de cantor, ele relembra principalmente de uma temporada no Hotel Campo Grande. “Eu sempre fui um cantor romântico. Fiz uma temporada de dois anos no Hotel Campo Grande. Foi muito bom, uma escola para mim. Cantava para pessoas diferentes. Quando você canta no hotel o seu repertório precisa ser extenso, não pode ser sempre o mesmo”, comenta.  

Disco

Natural de Albuquerque, distrito de Corumbá, Orlando aproveita a terra natal para fazer uma homenagem ao Pantanal.  

O disco tem 14 faixas, entre canções românticas, como “Carinhoso”, de Pixinguinha e Braguinha, regionais, como “Silêncio Noturno”, de Silva Neto e Clio Proença.  

O destaque vai para canções, como “Tempos de Esperança”, que dividiu com o irmão Moacir Lacerda e a cantora Vera Gasparotto. “Última Cheia”, gravação especial do disco do Grupo Acaba, também aparece no repertório, assim como “Porto Esperança”, que tem a participação de declamação de Chico Lacerda e o violão de Mestre Galvão.  

Por causa da pandemia do novo coronavírus e do fato de morar há mais de 20 anos no Paraná, o músico não lançará o disco presencialmente em Mato Grosso do Sul. “Eu moro em Foz do Iguaçu há 20 anos, mas todos os anos eu vou para Mato Grosso do Sul. Tenho um orgulho muito grande da minha terra”, pontua.  

Para ele, on-line ou não, o mais importante é celebrar a vida. “Muitas vezes, aos 80 anos, as pessoas estão encerrando a carreira, eu estou começando. Estou muito grato de poder lançar meu primeiro disco solo agora nesse momento da vida”, acredita.  

Segundo ele, o desejo de lançar o disco partiu da família. “Meus irmãos quiseram me dar de presente pelos 80 anos”, conta.

Para o irmão Moacir, o disco é uma forma de reconhecer o talento de Orlando, que aos 80 anos continua com a voz firme. “A nossa família toda é musical, herdamos da nossa avó, que era uma cantadora trovadora, e do meu pai, que era músico, maestro e compunha músicas. Eu e o Chico desenvolvemos um trabalho autoral em cima do Grupo Acaba – Cantores do Pantanal, e o Orlando Lacerda sempre foi uma pessoa muito romântica. Nesse romantismo, ele era chamado desde criança como menestrel, sempre foi um trovador do tempo, de pérolas regional e nacional”, ressalta.  

Moacir frisa que o disco também tem uma importância para a história de MS, ao resgatar canções como “Silêncio Noturno”. “Foi o primeiro grande sucesso autoral de Mato Grosso, norte e sul, de 1957. O Orlando resgata essa pérola, porque ele era amigo do Silva Neto”, frisa.  

O lançamento de Menestrel do Pantanal será neste domingo (25) pelas redes sociais do músico, do Grupo Acaba e de Moacir Lacerda. O disco estará disponível nas plataformas digitais, entre elas, Spotify, Deezer, YouTube e Facebook.

 

Felpuda


Embora tenha manifestação de que não haverá mudanças na administração municipal que se iniciará dia 1º de janeiro, o que se ouve por aí é que a realidade não seria bem assim.

Alguns setores deverão passar por alterações, como forma de se azeitar engrenagens que estariam deixando a desejar. 

O Diário Oficial, a partir daquela data, deverá ser a publicação mais lida a cada manhã.