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CULTURA

Apaixonados por histórias de terror, casal cria produtora e lança filmes independentes do gênero

Ramiro Giroldo e Larissa Anzoategui se conheceram na adolescência, se reencontraram na vida e decidiram juntos produzir filmes de terror
20/10/2020 08:00 - Naiane Mesquita


Quem disse que Campo Grande não tem representante no terror? Ramiro Giroldo e Larissa Anzoategui se reencontraram em 2012 e, desde então, estão emprenhados em construir histórias do gênero, por meio de filmes ou livros, em Mato Grosso do Sul. “Nós nos conhecemos em 1999, em Campo Grande. Nós dois somos daqui, mas só fomos nos reencontrar em 2012, na cidade de São Paulo. Estávamos estudando na época, começamos a namorar, rapidinho fomos morar juntos e estávamos fazendo o primeiro filme. Gravamos em 2012, e em 2013 ele foi lançado nos festivais”, conta Ramiro.  

O primeiro filme é o que dá nome à produtora do casal, Astaroth Produções. O escritor da dupla, Ramiro é o responsável pelos roteiros. “Temos alguns curtas-metragens e estamos lançando o segundo longa agora. O primeiro, ‘Astaroth’, rodou pelos festivais, alguns no Brasil e outros internacionais – no México, no Uruguai, na Bolívia e nos Estados Unidos. Ele também foi distribuído comercialmente pelo Prime Video, da Amazon”, ressalta Ramiro.

Enquanto Ramiro escreve, Larissa é responsável pela direção dos filmes. “Pela direção e, às vezes, pela direção de fotografia”, explica. “Eu sempre gostei de assistir filmes de terror, desde criança, principalmente pela influência do meu irmão mais velho. A minha geração também cresceu na locadora, e os filmes de terror eram o que a gente gostava de assistir, como ‘Sexta-Feira 13’”, relembra Larissa.  

Quando a diretora reencontrou Ramiro em São Paulo, ela estava gravando o primeiro curta-metragem. “Até chamei ele para ser figurante”, conta. Inclusive, também foi o marido, mas na adolescência, que mostrou a ela que era possível, sim, fazer um filme com pouco orçamento. “Quando eu era criança, não tinha a perspectiva de ser diretora, eu não sabia como era possível. A coisa mais próxima era a vontade de ser escritora, de contar histórias. Quando eu fiquei maior, pré-adolescente, comecei a gostar de vídeo, queria ter uma filmadora e demorei a ter. Eu conheci o Ramiro adolescente, e ele me mostrou um filme independente: foi aí que eu comecei a pensar que era possível fazer o filme com pouco recurso e com muita vontade”, acredita Larissa.  

O próximo longa dos dois foi finalizado recentemente. “O segundo longa vai ser enviado para os festivais agora. ‘Domina Nocturna’ é o que a gente chama de um longa de antologia. Tem várias histórias que se ligam no fim”, frisa.