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CINEMA

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‘Aparecida’ é presença católica no ano em que o cinema foi de Chico Xavier

‘Aparecida’ é presença católica no ano em que o cinema foi de Chico Xavier

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Em 2010, o espiritismo fez milagre nos cinemas brasileiros, levando milhões às salas de exibição. Primeiro veio “Chico Xavier”, de Daniel Filho, que atraiu cerca de 3,4 milhões de espectadores, depois, “Nosso lar”, de Wagner de Assis, que foi além com um público de mais de 4 milhões. Mas nesta sexta-feira (17), entra em cartaz o filme “Aparecida – O milagre”, uma espécie de “contra-ataque” católico nas telonas do país.
Aparecida - o milagre Leona Cavalli, Jonatas Faro e Murilo Rosa em cena de "Aparecida - o milagre" (Foto: Divulgação)

“Se há procura é porque o espectador está interessado. Acho que a realidade está muito chata, violenta e sem perspectivas de melhora. Prestar atenção ao universo espiritual faz bem para o coração e para a alma, por isso esse ‘boom’ nos cinemas, essa busca pelo conhecimento”, opina a diretora Tizuka Yamasaki (de “Xuxa e o mistério da Feiurinha”), que se declara “uma pessoa não muito religiosa”.

Tizuka acredita que a combinação de cinema e religião pode ser produtiva "independentemente da religião que seguimos", porém não é necessariamente uma receita para o sucesso. “Já tivemos alguns filmes com a temática católica que também levaram muitos seguidores aos cinemas, mas não da mesma forma como esses que abordam a doutrina espírita. Para mim, esse grande sucesso de bilheteria de ‘Chico Xavier’ e ‘Nosso lar’ tem uma razão simples: o desconhecido. O cristianismo é algo que, bem ou mal, faz parte da infância de grande parte da população brasileira.”

Drama familiar
Estrelado por Murilo Rosa e Maria Fernanda Cândido, “Aparecida” aposta em um drama familiar para abordar a história de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Na trama, Marcos (Rosa), um habitante de Aparecida, no interior de São Paulo, briga com a santa ainda criança, depois que seu pai morre ao cair de um andaime. O protagonista cresce e vira um empresário frio e distante da família, mas um acontecimento trágico faz com que ele reencontre sua fé.

"É uma história de conversão. Muita gente pode se identificar com essa busca de fé e com as transformações que a recuperação da fé provoca", afirma o ator, que acredita no sucesso de público do longa-metragem e se declara devoto de Nossa Senhora Aparecida.

Mas para a cineasta, existia também a preocupação de não limitar o público aos espectadores católicos. “A maior precaução foi não fazer um filme caricato ou distanciado intelectualmente, não podia frustrar o espectador católico. Por outro lado, também não gostaria de afastar os espectadores não religiosos, fazendo um filme doutrinário e chato”, afirma a diretora. “Quis fazer, antes de tudo, um filme que possa ser degustado por todos, católicos, espíritas, protestantes, entre outros. Pois, mais que uma história de religião, a produção fala de amor, de relacionamentos e isso faz parte do cotidiano de todos nós”, completa.

Apesar de não ser adepta do catolicismo, Tizuka afirma que as filmagens teriam contado com a proteção de Nossa Senhora. “Ela sinalizou que deveríamos fazer o filme, foi incrível”, conta a diretora. “Numa época de chuva intensa, olhávamos para o céu e víamos aquela tempestade se formando a caminho do set, porém, quando chegávamos ao local, todo o entorno estava debaixo de chuva, menos o local onde nos encontrávamos. Contando assim pode ser meio fantasioso, mas para todos da produção aquilo era, sim, um sinal.”
 

Diálogo

Confira a coluna Diálogo na íntegra, desta segunda-feira, 4 de março de 2024

Por Ester Figueiredo ([email protected])

04/03/2024 00h01

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Zygmunt Bauman - sociólogo polonês

Nenhuma sociedade que esquece a arte de questionar 
pode esperar encontrar respostas 
para os problemas que a afligem”.

FELPUDA

Em Campo Grande, partido está sendo comparado por algumas lideranças de outras agremiações a um grupo de náufragos segurando em única boia salva-vidas. Ouve-se que a sigla está com pretensões de ter um candidato para disputar a cadeira mais importante do Paço Municipal da Capital e que até já teria escolhido um nome para o embate. Depois que foi submetida a intervenção, a sigla implodiu e não sobrou ninguém com potencial de votos para alavancá-la. Como “uma andorinha só não faz verão”...

Azeitando

Deputado do governador Eduardo Riedel (PSDB) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, o também tucano Pedro Caravina propôs à Casa a criação da Frente Parlamentar Municipalista e está pedindo apoio aos demais colegas. 

Mais 

Como articulador político de Riedel no interior do Estado, mataria dois coelhos com uma só cajadada: trabalharia para o ex-chefe (foi secretário de Governo) e fortaleceria seu nome para 2026, quando pretende disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.

Cláudia Dibo com os filhos Marina Dibo, Annalu Dibo e Nicolas DiboThaís Belchior

 

Jogo

O governador Eduardo Riedel enfrentará sua primeira missão espinhosa desde que assumiu o cargo: levar a bom termo a questão da revisão da contribuição previdenciária, cujo índice de 14% tem sido motivo de muitas manifestações, inclusive dos deputados.

Se antes tratava da questão como secretário da administração anterior, e no primeiro ano de sua gestão conduziu como sendo reflexo do governo passado, agora ele tem a caneta nas mãos. Com certeza, terá que ter muito jogo de cintura.

Rumo

Apesar de nos bastidores os comentários serem de que o vice-governador Barbosinha estaria se articulando para se filiar no Republicanos, há quem diga que o PSDB estaria de portas abertas para ele disputar a prefeitura de Dourados. Se aceitar ir para o ninho tucano, a “crise de querência” de outros pretensos pré-candidatos seria encerrada sem mais delongas.

Voltem!

Policiais que trocaram o trabalho de garantir a segurança da população nas ruas por serviços burocráticos em gabinetes ou atuando como seguranças de pessoas que se acham cabecinhas coroadas estariam sendo convocados para retornarem às funções de origem. 

Dizem que a chiadeira é muito grande, mas a determinação vinda de cima vem sendo cumprida.

Aniversariantes

Regina Maura Pedrossian,
Hélio Fogolin, 
Sérgio Dias Campos (Jacaré),
Valdir João de Oliveira Gomes, 
Sérgio Cândia Scaffa (Paxá),
Ednéia de Fátima Urzedo Costa,
Ezaldino Xavier,
Francisco Fernandes da Costa,
Graciela Simone de Souza,
Amauri Palmiro,
Dayane Higa Shinzato,
Joel Marques Gomes Dias, 
Dr. Romeu Arantes Silva,
Vitória de Rosa Silva Dacal, 
Andréia Castanheira,
Adriana Pereira,
Aline Ayoub,
Sérgio Antonio Braghim,
Celso Bejarano Junior, 
Guilherme Augusto Zan,
José Barbosa Batista,
Leondina da Silva Soares,
Adair Hardmann, 
Patricia Reis Vendramin, 
Liana Helena de Souza Cury, 
Dr. Cesar Augusto de Oliveira,
Fernanda Maciel Mendonça, 
Zuleica Maciel Oliveira, 
Ligia Braga Hvala, 
César Fróes, 
Robson Rodrigues Arantes, 
José Pereira Filho, 
Lucimar Gonçalves,
Dalton Albuquerque, 
Taís Alvarez Machado, 
Waldir Ramires, 
Eneida Maciel Chama, 
Ayrton Bachi de Araujo Neto, 
Paulo Cesar Bezerra Alves,
Edilon Rolim, 
Dr. Casimiro Mendes, 
Fábio Moura Ribeiro,
Leandro Teixeira, 
Mário Gonçalves da Costa Lima, 
Vera Brandão de Souza,
Gerson Hiroshi Yoshinari,
Elizete Vieira Carneiro, 
Átila de Mello Paleo,
Maria Helena Tourinho,
Luiz Eduardo Rodrigues dos Reis,
Maria Aparecida Kuffner dos Anjos,
Olívio Zago,
Eva Rute de Souza Vaz Almoas,
Maria Madalena Godoy Amada,
Israel Rabelo Guimarães,
Badya Bourdokan,
Carolina Maria Heliodora de Góes Araújo Feijó Braga,
Mahiele Gomes de Freitas Perondi,
Tâmara de Mattos,
Nereu Alamini,
Ana Maria Ribeiro da Rocha,
Cristiano de Sousa Carneiro,
José Maria Torres,
Ruth Gusmão Nunes,
Lindomar Silva de Souza,
Riverton Barbosa Nantes,
Luiz Alberto Miralles de Oliveira,
Maki Aparecido Lanzarini,
Dr. Durval Batista Palhares, 
Osmil Luiz Tonini,
Sidney Lopes Benites,
Marlene de Cerqueira Rodrigues, 
Walter Ferreira Azambuja, 
Fábio de Oliveira Camillo,
Marcelo Henrique de Mattos, 
Jeferson Rivarola Rocha, 
Evanir Serra Rodrigues,
Gerson Pereira,
Nauir Correa Amarilha,
Waldir Vargas,
Jeronymo Ivo da Cunha, 
Daniel José de Josilco,
Luciene Dias Ferreira Dutra, 
Ilário Hissashi Suematsu, 
Marcela Mari Higahi Hirata, 
Daniel Rezende e Silva, 
Márcia Lúcia Clemente Neto Aleixo, 
Maria Auxiliadora Pereira Martins, 
Daniel de Almeida, 
Rosa Maria Aquilino Lani, 
Samira Vargas,
Marise Cicalise Bossay, 
Wesley Lemes de Melo, 
Pietra Escobar Yano,
Carlos Augusto de Pinho,
Ewerton Araújo de Brito,
Izabel Cristina dos Santos Peres,
Luiz Aurélio Adler Ralho,
Tarik Alves de Deus,
Maria Rita de Almeida Mendes,
Carmem Lúcia Garcia Menezes,
Vera Rodrigues Braga,
Beraldo de Lima e Souza,
Mário Sérgio Antunes Barbosa,
Liliane Correia da Silva,
Vilma Rezende Nunes,
Nádia de Oliveira Rodrigues,
Senira Lopes de Matos,
Maria Fernanda Vargas Pereira,
Joacir da Silva e Souza,
Conrado da Cunha.
colaborou tatyane gameiro
 

Correio B+

B+ Especial 70 anos Correio do Estado: Entrevista exclusiva com o apresentador Amary Jr.

"Estou muito feliz na TV Cultura, por ser uma emissora de conduta séria e por depositarem confiança em mim". Amaury Jr. estreia a segunda temporada do seu programa na Cultura no dia 15 de março.

03/03/2024 18h00

B+ Especial 70 anos Correio do Estado: Entrevista exclusiva com o apresentador Amary Jr. Foto: Lan Rodrigues

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O apresentador Amaury Jr. (70 anos), é  jornalista formado em Direito e enveredou para a comunicação ainda na juventude. Trabalhou em veículos de imprensa, apresentou atrações de rádio e ingressou na TV como repórter na Tupi. Tornou-se popular como colunista social na televisão em 1982, com o programa Flash, na Gazeta.

"No tempo de curso ginasial, foi quando fiquei fascinado pela comunicação sim. Eu estudava num colégio estadual, o melhor da cidade, e, lá, cada classe tinha um jornal mural no pátio. Eu recortava as notícias que eu considerava as mais importantes e fazia isso semanalmente, assim como todas as outras classes. E eu fiquei muito vaidoso quando eu via um amontoado de gente na frente do meu mural, um volume muito mais representativo do que os das outras classes", relembra.

Nos anos seguintes, o Flash migrou para a Record e, depois, para a Band. Em 2001, o apresentador assinou com a Record. A partir de 2002, firmou-se na RedeTV! com o Programa Amaury Jr., exibido nas madrugadas. Teve uma nova e breve passagem pela Band entre 2017 e 2019, quando retornou para a RedeTV!.

"Comecei como repórter. Também estava lá o Juca Kfouri fazendo esporte, o Zé Milton na reportagem geral... Eles começaram a implantar a cultura de que o próprio repórter que apurava a notícia é que tinha que ir pro ar, e, assim, nascia uma nova geração de telejornalistas. Nesse momento, foi quando eu quis levar algo que eu já fazia no impresso, que era a coluna social, na televisão. Depois, fechou a emissora. Eu ainda tinha um programa na Rádio Gazeta", explica o jornalista.

Ao longo da carreira, também se dedicou a trabalhos como escritor, com o lançamento de revistas e livros relacionados ao trabalho na TV. Seu estilo se tornou um modelo seguido por vários apresentadores de coluna social na televisão, alvo também de paródias em programas como Casseta & Planeta: Urgente.
O apresentador é casado com Celina Ferreira, com quem tem dois filhos, Amaury e Maria Eduarda.

Entrevistar Amaury Jr. é uma inspiração, e tê-lo como Capa dupla, exclusiva e especial do Correio B+ em comemoração aos 70 anos do Correio do Estado é uma grande honra! Deixamos através dessa entrevista assinada pela jornalista Flávia Viana a nossa homenagem a esse ícone da televisão brasileira. 

O apresentador Amaury Jr é Capa B+  especial de 70 anos do Correio do Estado -Foto: Lan Rodrigues - Diagramação Denis Felipe e Denise Neves - Por Flávia Viana

CE - Amaury, você sempre quis trabalhar com comunicação? 
AJr -
 “Eu fiz Direito porque o meu pai não acreditava na profissão de jornalista, ele surgiu uma época em que a profissão era mais uma coisa romântica, uma coisa alucinada, e os jornalistas não eram nem bem vistos, e essa época meu pai falava: ‘Você não vai ganhar dinheiro com isso’. Aí, eu fui fazer Direito, porque era o sonho dele. Advoguei em São José do Rio Preto (SP) por um ano. Nesse período, eu já estava ligado no Jornalismo, já escrevia em jornais, tinha programa no rádio etc.

CE - Foi nesse momento em que se identificou com o jornalismo de fato?
AJr -
No tempo de curso ginasial, foi quando fiquei fascinado pela comunicação sim. Eu estudava num colégio estadual, o melhor da cidade, e, lá, cada classe tinha um jornal mural no pátio. Eu recortava as notícias que eu considerava as mais importantes e fazia isso semanalmente, assim como todas as outras classes. E eu fiquei muito vaidoso quando eu via um amontoado de gente na frente do meu mural, um volume muito mais representativo do que os das outras classes.

Aquilo que eu selecionava, agradava, e foi a partir daí que eu comecei a ficar muito interessado em comunicação. Eu era bom de português, lia um livro por mês e tinha um bom texto. Aí, o colégio recebeu o convite de um jornal chamado Diário da Tarde e eu fui para fazer a coluna do estudante. Foi quando comecei no Jornalismo impresso. Depois, virou uma coluna social, e com tempo fomos para outros setores de atividade, não somente o estudantil.”

CE - Você é pioneiro e abriu o caminho para o colunismo social eletrônico no país, como foi esse processo?
AJr - 
“Eu era muito ligado em dois grandes colunistas na época, um era o Ibrahim Sued e o outro era o José Tavares de Miranda, na Folha de S. Paulo. Mal sabia eu que acabaria tendo o Ibrahim Sued fazendo temporadas dos meus programas aqui, quando eu tinha programa diário. Eu fui desperto pela comunicação e achei a parte mais agradável dela pra mim, que é a coluna social. Passei pela TV Rio Preto, que era uma subsidiária da Rede Globo.

E foi onde eu comecei, na televisão. Eu fazia um programa de auditório, de embate de faculdades, com gincana etc. Era feito todo sábado. Um dos pedidos que eu fiz na época às duas equipes que trabalhava era que quem trouxesse a mais parecida sósia da Brigitte Bardot, levaria os pontos desse quesito. Uma das equipes da Volcânio era a Ana Maria Braga, que era estudante de Filosofia, lá de Rio Preto, e ela era linda, aliás, ela é linda até hoje, e era também, na sua juventude, no frescor da juventude dela, uma coisa deslumbrante. Na hora que ela entrou, o auditório quase caiu, eu tinha júri, tinha tudo. E a contratei para ser a minha assistente de palco.

Depois, fundei um jornal em Rio Preto, junto com o Zé Amildo Ribeiro por três anos. Em seguida, fui pra São Paulo. O Zé Amildo foi chamado pelo Mauro Salles, que era então o superintendente da TV Tupi, na última fase da TV Tupi, e o Sérgio Souza era o diretor, saudosíssimo, grande jornalista. Aí, o Zé Milton me levou junto.

Comecei como repórter. Também estava lá o Juca Kfouri fazendo esporte, o Zé Milton na reportagem geral... Eles começaram a implantar a cultura de que o próprio repórter que apurava a notícia é que tinha que ir pro ar, e, assim, nascia uma nova geração de telejornalistas. Nesse momento, foi quando eu quis levar algo que eu já fazia no impresso, que era a coluna social, na televisão. Depois, fechou a emissora. Eu ainda tinha um programa na Rádio Gazeta.

O José Roberto Maluf que me deu a oportunidade de retornar à TV. Eu o convenci de que seria interessante não só falar da festa em si, como assuntos de decoração e buffet, mas com as pessoas da festa. E foi quando comecei o meu programa chamado ‘Flash’, que tinha em torno de cinco minutos com entrevistas com convidados das festas. E foi muito bem.”

Amaury Jr é Capa do Correio B+ especial 70 anos do Correio do Estado - Foto: Lan Rodrigues - Diagramação Denis Felipe e Denise Neves - Por Flávia Viana

CE - E a ideia das músicas que marcaram e marcam as aberturas dos seus programas? 
AJr - 
“Eu sempre fui interessado em música e cinema. Sou da época do rock, do The Beatles. No meu programa de rádio, lembro que rodei o primeiro LP que tinha chegado dos Beatles, com A Hard Day's Night, com todas as músicas deles. Música sempre foi especial para mim. Foi quando quis criar vinhetas para o programa.

Era até usado como uma espécie de truque, porque, por ser um programa diário, nem todo o dia tava bom. Então, as vinhetas ajudavam a colocar trechinhos do programa para despertar o interesse de assistir. Eu escolhi a música ‘Keep it Comin' Love’, que virou o hino nacional do programa.

O próprio K.C., do KC & The Sunshine Band, quando ele esteve aqui no Brasil, falou que queria ser entrevistado por mim, queria saber como que uma música que já tinha desaparecido até da cabeça dele era tão forte e já tinha pegado na veia do brasileiro. Não havia festa que não se tocava ela. A gravadora Building Records me convidou e me ofereceu para comprar os direitos dessas músicas que eu estava botando no programa e fazer um CD. Acabamos fazendo oito. Só o primeiro, eu vendi 500 mil cópias. Fiz até CD de Natal, ganhei disco de ouro e tudo.”

CE - Depois veio a revista Flash e o Clube A...
AJr - 
“Eu tinha um outro sonho, que era o de ter uma revista. E aí surgiu a oportunidade com a editora Scala e veio a revista Flash, que durou três anos. Depois, veio o Clube A, que também fiquei trabalhei por mais três anos, e depois vendi a minha parte e eles deram sequência após a minha saída por mais um tempo.”

Divulgação - Reprodução Internet

CE - O sucesso do programa FLASH...
AJr -
“O programa ‘Flash’ nasceu na Gazeta, timidamente, com cinco minutos. A primeira pessoa que eu entrevistei foi o Antonio Bivar, autor de ‘Verdes Vales do Fim do Mundo’, que tinha voltado do exílio em Londres (Inglaterra). E, deu certo. Depois, me deram 10 minutos, 15 minutos, e conforme foi crescendo, a Record me convidou, que tinha alcance interestadual na época. Em seguida, a Band, para nível nacional. Lá, eu fiquei 17 anos. O programa só não tinha ainda mais audiência, porque ia muito tarde ao ar. Eu não tinha concorrentes. Se tornou um programa de celebridades.

CE - Você também começou a fazer viagens né Amaurt?
AJr -
Posteriormente, começamos a fazer viagens, Copa do Mundo etc. Eu fui o primeiro jornalista a ir pra Dubai com uma equipe fazer uma reportagem por lá que acabou virando livro. As nossas viagens faziam sucesso e tinham um ótimo respaldo comercial justamente porque eu queria mostrar o que habitualmente o turista não conhecia. Por exemplo, íamos até Veneza, na Itália, mostrar quantos filmes foram rodados por lá ou falar sobre a origem do carpaccio, ou a um café em Traben-Trarbach, na Alemanha, onde grandes escritores frequentavam, como o Honoré de Balzac, por exemplo. Ou também em Paris, mostrar o museu da guilhotina, que foi um instrumento de morte emblemático durante a Revolução Francesa. E o programa ficou interessante.”

CE - Inevitavelmente vieram os livros também...
AJr - 
“O primeiro livro que eu escrevi foi o ‘Flash Fora do Ar', que tinha trazia histórias que me contavam fora do ar, durante as gravações. Acabei escrevendo ele com um pouco de pressa e não ficou exatamente como eu queria que ficasse. Até hoje, ele é uma referência porque tem muita informação relevante. Depois, veio o ‘Bisbilhotice’, que eu gostei mais. No momento, estou aprimorando o ‘Bisbilhotice 2’, que vai ser bem mais legal. E tem o ‘A Vida É Uma Festa’, uma biografia minha feita pelo Bruno Meier, um ótimo jornalista que eu adoro. Eu também cheguei a escrever um livro sobre Dubai e outro sobre a África do Sul, que venderam bastante, e ambos foram miniaturizados, no tamanho pocket. E escrevi o ‘Alemanha: 100 Dicas de Amaury Jr.’, um livrinho de bolso, que vendeu que nem pão quente (risos).”

CE - Uma curiosidade de bastidores...
AJr -
 “Quando a rainha Sílvia, da Suécia, esteve em São Paulo, fui até o hotel que ela se hospedou, me credenciei e queria entrevistar, mas ninguém queria deixar. Acabei conseguindo meia hora com ela. O que eu mais queria saber, era sobre a história de uma menina do interior de São Paulo que acabou virando rainha da Suécia... Ela foi para a Olimpíada de Munique, trabalhar como recepcionista, e o rei Carlos Gustavo estava a dois camarotes de distância e aí começou o flerte, ela mesma me contou isso.”

CE - E pra finalizar, conta pra gente sobre a sua nova fase na TV Cultura?
AJr -
“Na nova fase do meu programa, tudo mudou. Eu sempre trabalhei na noite e não tenho mais a mesma disposição que eu tive durante 40 anos, além do que hoje em dia as festas não possuem mais o mesmo glamour, são poucas festas realizadas e a maioria é muito comercial. A primeira parte do programa é mais voltada para a temática, como, por exemplo, falando da origem do chiclete. Muita gente não sabe que ele veio de uma seiva, de uma árvore. E aí eu mostro a árvore que nem uma seringueira escorrendo, falo do papel do chiclete na guerra, que era mastigado até para aliviar a tensão durante os confrontos, bolo de chiclete, falo curiosidades em geral. A segunda parte do programa eu já falo mais de música, de viagens, de festas, um monte de coisas. Estou muito feliz na TV Cultura, por ser uma emissora de uma conduta muito séria e por depositarem confiança em mim.”

                                Foto - UOL

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