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SAÚDE

Após o nascimento da filha, dengue quase levou Victoria

Com filha de apenas 45 dias de vida, Victoria teve quadro grave da doença e precisou fazer transfusão de sangue
03/03/2020 07:00 - Naiane Mesquita


 

Após duas cesáreas, a opção pelo parto natural em casa e sem nenhuma complicação foi uma das grandes celebrações do início do ano para a terapeuta holística Victoria Steimer Mandetta, de 28 anos. Longe dos hospitais e procedimentos cirúrgicos, ela acreditou que o puerpério seria assim como a gestação, tranquilo. Porém, com apenas 45 dias de nascimento da filha mais nova, Victoria precisou lidar com um quadro grave de dengue, que quase levou sua vida.  

“No dia quatro de fevereiro, eu comecei a sentir muita febre e dor de cabeça, mas muita dor de cabeça mesmo. Fui na madrugada para o hospital e, como ainda estava amamentando, eles me deram um medicamento, fizeram exames e me liberaram”, relembra Victoria. O primeiro exame acusou 120 mil plaquetas no sangue da terapeuta, o normal em um adulto é de 150 a 450 mil.  

Como Victoria estava envolvida nos cuidados da filha, o hospital autorizou que ela fosse para casa e retornasse no outro dia para novos exames. “No outro dia eu estava sentindo os mesmos sintomas: muita dor de cabeça, febre e vômito também. Repetiram os exames e eu estava com 80 mil plaquetas, o que confirmava a suspeita de dengue. Naquele momento já queriam me internar, mas eu pedi para permanecer em casa, de repouso, por causa da minha filha, que estava recém-nascida”, relembra.

Em casa Victoria precisou seguir com todos os cuidados, como ingerir muito líquido e fazer repouso absoluto. “No sábado, eu comecei a me sentir melhor. Voltei ao hospital para repetir o hemograma, mas estava confiante. Foi quando o resultado surpreendeu. Estava com apenas 17 mil plaquetas. Dessa vez não teve jeito, fui internada, porque a dengue neste nível afeta outros órgãos do corpo. Poderia dar parada cardíaca, hemorragia”, explica.  

O que deveria ser um momento de tranquilidade, o pós-parto virou uma loucura. Para não prejudicar o desenvolvimento da filha, Victoria decidiu manter a amamentação e retirava o leite mesmo internada. Quando era possível, também descia até o saguão do hospital para amamentar a neném.  

“Naquele momento não me contaram o quão grave era a situação, minha família sabia, mas eu não”, ressalta. Mas nem mesmo a internação fez as plaquetas subirem. No domingo, o número chegou a 8 mil e Victoria foi para o CTI. “Foi quando precisei da transfusão de sangue. Foram cinco bolsas de plaquetas do Hemosul. Só que não tivemos o resultado esperado, piorei, tive infecção urinária, pressão baixa e uma série de outros problemas”, conta.  

 
 

Doação de sangue

Para repor as plaquetas de Victoria, a família fez uma verdadeira campanha nas redes sociais. “Mesmo com doação de sangue, as minhas plaquetas chegaram a 3 mil. Precisei de mais 10 bolsas de transfusão por volta das 21h30min. Foi quando eu comecei a melhorar. No outro dia, consegui sair do CTI e fiquei mais um dia e meio no hospital. Quando [o nível] chegou a 85 mil plaquetas, eles deixaram eu sair novamente e voltar para casa”, explica.  

O retorno foi só alegria. Além da neném, Victoria tem mais dois filhos, de 9 e 7 anos. “Eles ficaram com o meu marido e a minha família, que montaram quase uma cooperativa para ajudar no cuidado deles e a movimentar a doação de sangue para mim e outras pessoas que precisavam”, acredita.

Segundo a terapeuta, o que mais a emocionou foi o auxílio que recebeu por meio da doação de sangue. “Muita gente realmente foi doar em meu nome no Hemosul. Se eu não tivesse recebido as bolsas de sangue, não sei como o meu corpo teria reagido. No dia em que estava internada, também tinha uma criança de dois anos precisando muito de sangue no hospital e hoje eu vejo o quanto é importante conscientizar a população sobre isso. Não custa nada doar, não faz mal, só salva vidas”, pondera Victoria.

A doação de sangue pode ser feita no Hemosul, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, nº 1.304. 

 

Felpuda


Apressadas que só, figurinhas tentaram se “apoderar” do protagonismo de decisão administrativa. Não ficaram sequer vermelhas quando se assanharam todas para dizer que tinham sido responsáveis pela assinatura de documento que, aliás, era uma medida estabelecida desde 2019. Quem viu o agito da dupla não pode deixar de se lembrar daquele pássaro da espécie Molothrus bonarienses, mais conhecido como chupim, mesmo. Afe!