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EMPREENDER POR AMOR

Suelen e Gabriel decidiram vender trufas para casar

Após pedido de casamento dos sonhos, casal investiu em negócio para ajudar na festa de casamento
21/07/2020 07:00 - Naiane Mesquita


Juntos há seis anos, Suelen e Gabriel ficaram noivos no início do ano, pouco antes da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) barrar a entrada de brasileiros no velho continente. A viagem para a Europa, um presente dos pais, surgiu em boa hora e se tornou o cenário perfeito para o pedido de casamento de um relacionamento que surgiu na época da faculdade. “A gente foi para Londres e ia encontrar a irmã dele e uma amiga nossa em Paris. Foi uma viagem rápida, de dez dias”, relembra a advogada Suelen Corrêa, 26 anos.  

Logo no primeiro dia, Gabriel começou a agir de forma supeita. “Em Londres, no primeiro dia de viagem, a gente foi fazer um passeio, andar pela cidade, e ele estava se arrumando muito e eu já estranhando, mas nem me tocando que ele iria me pedir em casamento. Quando estávamos nessa ponte, começamos a tirar várias e várias fotos. Eu morrendo de frio, porque  ventava muito e estava muito gelado e ele não parava de pedir para tirar mais uma foto e mais uma foto”, relembra Suelen.  

Foi na ponte Tower Bridge, inaugurada em 1894 em Londres, que Gabriel fez o pedido. “Até que fui fazer mais a última foto dele, quase saindo de lá,  ele ajoelhou e me pediu em casamento, no meio da ponte”, conta animada.  

O noivado aconteceu no dia 3 de março de 2020, mas nem tudo eram flores no quesito financeiro.  “Então, a gente ficou noivo em março, uns dias antes de estourar a pandemia aqui no Brasil. E o Gabriel, meu noivo, na época estava desempregado e eu era estagiária de pós-graduação. Decidimos que íamos fazer a festa, porque sempre foi um sonho nosso, mas não podíamos contar com a ajuda financeira dos nossos pais”, explica.  

O jeito foi empreender, assim como Suelen tinha feito na adolescência. “No ensino médio teve uma época que eu fiz bombons para vender. Eu queria ter uma renda extra, naquela época surgiu o desejo de comprar mais coisas e minha mãe me incentivou a ter meu próprio dinheiro, a ter minha renda e aprender alguma coisa. Uma amiga minha me ensinou a fazer e eu comecei a vender”, ressalta a noiva.

Dessa vez, os bombons vieram repaginados, com opções tradicionais, gourmets e um brownie fitness.  

“Nós começamos a vender no final de abril e início de maio.  Graças a Deus o Gabriel arranjou um emprego novamente, mas continuamos com os doces pq tem dado uma renda extra ok pra ajudar nos pagamentos da festa. Eu também estou esperando a nomeação de um concurso público, por enquanto estou fazendo o curso de formação e por isso também precisei deixar o estágio”, conta.  

Sabores

Na lista de sabores dos bombons há os tradicionais de brigadeiro, beijinho, limão e café. A caixa com seis sai por R$ 15,00 e a com R$ 10,00 por R$ 22,00.  Já no premium, os sabores disponíveis são oreo com creme de avelã e leite em pó com creme de avelã. O preço da caixa com seis é R$ 18,00, enquanto com dez unidades é R$ 25,00.    

“Ainda fiz um brownie fitness que uma nutricionista me repassou a receita. É uma opção para quem está de dieta”, conta Suelen.  

Com a venda dos doces e de cestas especiais no Dia dos Namorados, o casal conseguiu dar a entrada no buffet da festa de casamento. “Conseguimos pagar os 30% necessários para a entrada do buffet. No início conseguimos vender bastante entre os conhecidos porque eles queriam nos ajudar. Agora quem mais compra são as pessoas que não conhecem, que veem o perfil no Instagram e decidem experimentar”, frisa.  

Mesmo com a queda nas vendas, que Suelen acredita ser também por causa da crise econômica, os dois decidiram manter o empreendimento por um tempo. “Agora diminui um pouco os clientes, todo mundo em crise também. Eu faço em casa, então está bem tranquilo de manter a produção. Vendo pela internet principalmente e tenho a opção de entregar ou a pessoa vir buscar”, conta.  

Mais informações sobre as trufas perfil no Instagram @doceamortrufas_

 
 

Felpuda


Lideranças de alguns partidos estão fazendo esforço da-que-les para fechar chapa com o número exigido por lei de 30% do total de vagas para as mulheres. Uma dessas legendas, por exemplo, tenta mostrar a “felicidade” das suas pré-candidatas, mas teme o fracasso, tendo em vista que o “chefe maior” é aquele que já mandou mulheres calarem a boca e disse também que a importância da sua então esposa na campanha eleitoral era porque apenas “dormia com ele”. Ô louco!