Correio B
GASTRONOMIA

Aprenda três receitas deliciosas de pudim para o fim de semana

Você sabia que o Dia Nacional do Pudim é celebrado neste domingo? Preste homenagem a uma das sobremesas mais apreciadas do cardápio brasileiro

Marcos Pierry

21/05/2022 10:00

Pelos serviços prestados à culinária brasileira, uma das mais apreciadas sobremesas do País ganhou, não se sabe por iniciativa de quem, um dia só para ela. 22 de maio é o Dia Nacional do Pudim, e você pode celebrar a data, neste domingo, de maneiras variadas, saboreando – e, por favor, também preparando – três diferentes receitas da famosa iguaria feita à base de leite condensado.

PARA AQUECER

Antes de prosseguir, uma informação de utilidade pública. O tempo anda bem frio e, portanto, perfeito para a degustação de sopas e caldos. Em edições recentes, o Correio do Estado publicou diversas sugestões que, além de saborosas, deixam o corpo quentinho.

Na edição de 2 de abril, por exemplo, o Caderno B publicou receitas de canja e de vaca atolada. 

E, na quarta-feira passada, o Portal Correio do Estado trouxe cinco sugestões de arrasar, e de esquentar: caldo de alho-poró, caldo de camarão, sopa de cebola gratinada, creme de milho-verde com cebolinha e sopa de tomate com manjericão.

QUEM INVENTOU?

De volta ao pudim, assim como não se sabe a autoria da homenagem deste domingo, tampouco é conhecida a origem correta da iguaria. Entre os conhecedores do assunto, duas versões têm mais peso. Para uns, o pudim foi criado em Portugal, no século 16. 

Para outros, a invenção brotou do ambiente da Marinha Real do Reino Unido, entre os séculos 18 e 19.

diz que me diz que

Na versão portuguesa, a criação cabe a um abade (cargo religioso acima do monge) que escondia a receita de qualquer mortal. Em razão do grande sucesso, o clérigo propôs uma competição em busca do pudim perfeito, mas ninguém foi capaz de igualá-lo.

Mesmo assim, o concurso já foi meio caminho andado, pois os curiosos poderiam ao menos saber para que lado ir durante o preparo da guloseima. 

Mito ou realidade, a receita original, conta-se, somente foi revelada com a morte do abade e a localização de seu caderno secreto.

Na versão britânica, o pudim cozido era um prato do cardápio diário que costumava ser servido a bordo dos navios da Marinha Real, considerada a mais poderosa força naval do planeta durante séculos. 

Não passava do modo mais comum de preparo das refeições à base de farinha e gordura, em forma de uma massa bem mais sólida do que conhecemos por aqui, e que poderia, ainda, ser cozida ou fervida.

PRATO PRINCIPAL

Conforme o tipo de preparo, e dos outros ingredientes utilizados, esses pudins primitivos poderiam ser servidos como prato principal, se salgados, ou como sobremesa. Os que se encaixam no segundo tipo são parecidos com bolos, embora apresentem mais umidade. 

Nesse caso, são servidos como acompanhamentos do manjar – para muitos, mais um tipo de pudim – e do sorvete. Em vez de fatias, serve-se por colheradas.

NO BRASIL

O primeiro livro de receitas culinárias editado no Brasil, “O Cozinheiro Imperial”, de 1840, já estampava uma receita de pudim. Mas, no lugar do leite condensado, que surgiria somente 10 anos depois, a receita indicava nata. 

Um século após a inauguração da primeira fábrica no Brasil, em 1921, o País é o maior consumidor mundial de leite condensado. E o primeiro doce nacional preparado com o insumo foi, justamente, o pudim de leite.

Agora, se não tinha, você já tem argumento suficiente para vestir o avental e experimentar tanto a forma tradicional quanto as três variações que apresentamos: com doce de leite, biscoito recheado ou paçoca. Viva o pudim! Mãos à obra e bom apetite.