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Arte e educação por um trânsito melhor

Arte e educação por um trânsito melhor

OSCAR ROCHA

17/12/2010 - 00h00
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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) iniciou há 2 meses um programa que tem como meta aumentar a participação da sociedade no processo de aprimoramento das ações de segurança pública e de enfrentamento da corrupção, além de melhorar a relação entre a PRF e os cidadãos usuários das rodovias. Hoje, a instituição realiza dois eventos para o lançamento oficial das ações. O primeiro acontece às 9h, no Auditório Pedro Medeiros (Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo), quando representantes das corregedorias da PRF de vários estados estarão em Campo Grande, assim como autoridades locais. O outro tem como palco a Concha Acústica Família Espíndola (Praça do Rádio Clube), às 17h30min, quando músicos de várias tendências e atores se juntam à campanha.

“Queremos que os artistas se engajem na nossa campanha, chamando a atenção para questão que levantamos”, destaca a Corregedora Regional no Mato Grosso do Sul da Polícia Rodoviária Federal, Vera Lúcia Cella.

O projeto é denominado “Segurança pública: trânsito com cidadania” e está sendo desenvolvido em 13 estados. Inicialmente, a intenção era que as atividades prosseguissem até dezembro, mas o sucesso da empreitada fez com que o prazo fosse ampliado, prosseguindo em 2011.  Em um primeiro momento, segundo a corregedora, para solucionar problemas de corrupção envolvendo policiais rodoviários é necessário a aproximação da sociedade com as ações da PRF, além de fortalecer as corregedorias com a aquisição de equipamentos e formação do pessoal.

Com relação ao Projeto “Segurança pública: trânsito com cidadania”, num primeiro momento houve a formação de 300 palestrantes em todo País, destes 20 em Mato Grosso do Sul. Cada um promove palestras sobre o assunto em vários pontos e com diversos grupos – motoristas de empresas de transportes, alunos de centros de formações motoristas e motoristas nas estradas. Somente nos primeiros meses foram feitas 580 palestras, atingindo perto de 7 mil. “Em um primeiro momento, fizemos um mapeamento das empresas que atuam na área e oferecemos a palestra. Dependendo do público, formatamos o tempo de duração da palestra, que  pode ter 20, 30, 40 minutos ou até mais”, destaca a corregedora.

Nas palestras são destacados os aspectos que envolvem a corrupção. “Na verdade, são dois lados da questão, daquele que corrompe e de quem é corrompido. Não é uma situação só. As duas partes estão próximas”, aponta Vera Lúcia. Entre as informações que são repassadas estão os procedimentos necessários para se prestar queixas no caso de corrupção. “As pessoas precisam prestar queixas caso ocorra um problema. Por outro lado, a pessoa precisa entender que são necessárias várias diligências até se chegar ao fim do processo que pode levar ao afastamento do servidor público. Muitas vezes se tem a impressão de que não acontece nada com o servidor, mas não é isso. Há necessidade de investigação minuciosa, não se pode cometer injustiça. Há casos de pessoas que querem se livrar de alguma multa e fazem certas denúncias. Por esse motivo, com as palestras queremos esclarecer como são feitos os procedimentos”, enfatiza a corregedora.

Arte engajada
A programação cultural inicia, às 17h30min, e contará as apresentações de Idis, Rô Leite, Ana Cabral, Cris Batista, Viviane Nunes e Juci Ibanez. O Ponto de Cultura Curumins na Mata preparou uma encenação especial no evento, que contará com a participação do Circo Escola Pantanal, com Ulisses Nogueira, além dos atores Haley Castro e Conceição Leite. “Temos um projeto chamado ‘Viver e amar’, que, dependendo da situação, desenvolvemos questões como tabagismo, doenças sexualmente transmissíveis, entre outros. Desta vez, conforme o problema enfocado no projeto da Polícia Rodoviária Federal, o tema ‘Ética e vida no trânsito’, mostrando o processo de conscientização de um motorista. É uma encenação que leva à reflexão das pessoas”, enfatiza Conceição Leite.

Serviço
Lançamentos do Projeto “Segurança pública: trânsito com cidadania”, hoje, às 9h, no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo. Às 17h30min, na Praça do Rádio Clube. Entrada franca. 

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Capa B+: Entrevista exclusiva com a atriz Nina Frosi destaque na próxima novela das 19h da TV Globo

"É levantando seus próprios projetos que, o artista tem a possibilidade de fazer o que o mercado não enxerga"

25/02/2024 21h30

A atroz Nina Frosi é Capa exclusiva do Correio B+ desta semana Foto: Divulgação

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A atriz Nina Frosi é rosto conhecido de outras novelas escritas por Daniel Ortiz. Ela já atuou em "Haja Coração" e "Salve-se Quem Puder".
Com 38 anos, Nina também esteve em “Alto astral”, “Araguaia” e “Orgulho e paixão”, todas na TV Globo.

A atriz está no elenco de “Família é Tudo”. Na trama, a artista interpreta Bia, a melhor amiga e assistente de Vênus (Nathalia Dill) na Fundação Todos Humanos, uma instituição para acolhimento e apoio a jovens.

"Bia trabalha na fundação Todos Humanos ao lado da Vênus (NathalIa Dill), que é sua melhor amiga de infância, e de Babbo (Alan Oliveira). É uma mulher trabalhadora, alegre, sincerona, confidente e amiga de verdade! Estou muito anciosa pra vocês conhecerem ela", explica.

Nina ainda pode ser vista como protagonista do filme de suspense “Eulália”, disponível na Prime Video. O longa, do qual ela ainda é produtora executiva, está sendo exibido em diversos festivais pelo mundo e lhe rendeu prêmio de Melhor Atriz do Berlim Indie Film Festival, na Alemanha, e do New York International Film Awards, nos EUA. A produção arrematou também o título de Melhor Filme Latino do Cannes World Film Festival.  

Formada em cinema e em teatro pela CAL, Nina Frosi ainda tem no currículo seis peças de teatro, como os musicais "Pedro no mundo da imaginação" e "Um lugar chamado Recanto". De 2018 a 2019 ficou em cartaz com a peça “Mansa” entre Rio de Janeiro e São Paulo.

A atriz global é Capa exclusiva do Correio B+ desta semana, e em entrevista para o Caderno ela fala sobre seus trabalhos e nova personagem da nova novela das 19h da Globo "Família É Tudo".
 

A atriz Nina Frosi é Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Sérgio Baia - Diagramação Denis Felipe e Denise Neves

CE - Nina, você está no elenco de “Família é Tudo” da TV Globo. Fale um pouco da Bia, sua personagem na trama, e do que podemos esperar desse trabalho.
NF -
 Bia trabalha na fundação Todos Humanos ao lado da Vênus (NathalIa Dill), que é sua melhor amiga de infância, e de Babbo (Alan Oliveira). É uma mulher trabalhadora, alegre, sincerona, confidente e amiga de verdade! Estou muito anciosa pra vocês conhecerem ela.

CE - Na trama, sua personagem trabalha numa instituição que acolhe jovens. Isso já está mexendo de alguma forma com a artista também?
NF -
 Eu sempre ajudei instituições de caridade. Tanto de crianças quanto idosos. Acho muito bom uma novela trazer luz a esse assunto que pode inspirar as pessoas a fazerem o mesmo! A gente pode doar o que puder, inclusive seu tempo a essas pessoas carentes. 

CE - Seu último trabalho na TV foi em “Salve-se quem puder”, também escrita por Daniel Ortiz e dirigida por Fred Mayrink. Como é poder voltar a fazer essa parceria com eles?
NF - Maravilhoso! Eu admiro demais os dois, como profissionais e como pessoas. Sou muito grata pela confiança e por mais essa oportunidade.

Família É Tudo - Divulgação

CE - Você também pode ser vista atualmente no filme “Eulália”, que está disponível na Prime Video. Além de protagonizar você ainda é a produtora executiva do projeto. Como é fazer cinema independente no Brasil?
NF -
Não é fácil, mas é gratificante ver que deu certo! O incentivo à cultura no Brasil ainda é pequeno, mas tenho esperança que isso cada vez mais crescerá por parte do governo e de empresas. Hoje, também vemos mais possibilidades com os diversos streamings e isso abriu caminhos para novas produções. 

CE - E como é ver seu trabalho abraçado por uma plataforma tão importante como a Prime? Tem recebido retornos do público?
NF - 
É resultado de um trabalho feito com amor e dedicação. Fico muito feliz de ver nosso projeto sendo reconhecido. Recebo muitos feedbacks de pessoas que adoraram o filme e puderam ver uma outra Nina bem diferente do que tenho feito na TV, por exemplo. Esse retorno pra uma atriz é maravilhoso! 

CE - Aliás, fale mais sobre a trama de “Eulália” e como foi fazer seu primeiro trabalho como protagonista.
NF -
 Foi uma delícia viver isso. “Eulália” foi pensada desde o início por mim e pelo Igor Moreira, que escreveu e dirigiu o filme. Trabalhamos juntos para que essa mulher fosse real e que o público se identificasse nas sutilezas e pudesse ver que é possível se reerguer, se refazer, tendo forças para sair de um relacionamento abusivo. Para compor a personagem, eu vi filmes e séries, conversei com pessoas que já passaram por relacionamentos parecidos...mergulhei nesse universo. 

Bastidores Salve-se quem Puder - Divulgação

CE - Cada vez mais vemos artistas levantando seus projetos no teatro e no cinema. Como isso impacta uma carreira?
NF -
Isso te dá autoridade sobre sua carreira, eu acho. É levantando seus próprios projetos que, muitas vezes, o artista tem possibilidade de fazer o que o mercado não enxerga que você possa fazer, já que é comum te colocarem numa caixinha e você acabar sempre interpretando personagens parecidos. Então, poder escolher seus personagens e o que te comove, é incrível!

CE - O filme “Eulália” e seu trabalho de atriz estão sendo indicados (e recebendo) para vários prêmios em festivais internacionais. Como é ver seu projeto e sua atuação conquistando o mundo? Há planos para carreira internacional?
NF -
 Nossa, é bom demais! Ver nosso primeiro projeto de um longa independente, feito na raça, com baixo orçamento, tendo amigos queridos e talentosos sendo já reconhecido assim é pra comemorar muito! E isso mostra que é possível entregar qualidade quando se ama o que faz. Fica a lição de que nós temos que nos arriscar mais! Com o filme, ganhei os prêmios de Melhor Atriz no Festival de NY e no de Berlim e ganhamos Melhor Filme também nesses e em outros festivais. É muito emocionante! 

CE - No seu currículo vemos muitos trabalhos em novelas das 19h, que costumam ter uma pegada mais leve e divertida. Quais seus sonhos profissionais?
NF -
 Quero muito fazer uma vilã! Seja em novela, filme ou série. Quero fazer algo bem diferente de mim!

Foto: Sérgio Baia

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Kenneth Mitchell, ator de 'Star Trek', morre aos 49 anos

Ele sofria de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), uma doença degenerativa sem cura

25/02/2024 21h00

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O ator canadense Kenneth Mitchell morreu neste sábado, 24, segundo anúncio feito em suas redes sociais. Mitchell, que ficou conhecido por personagens em filmes como Star Trek: Discovery e Capitã Marvel e na série televisiva Jericho sofria de ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica), uma doença degenerativa sem cura.

"Com pesar, anunciamos o falecimento de Kenneth Alexander Mitchell, querido pai, marido, irmão, tio, filho e querido amigo Ken era amplamente conhecido como ator em muitos filmes e programas de televisão. Ele retratou um aspirante olímpico, um sobrevivente do apocalipse, um astronauta, o pai de um super-herói e quatro Star Trekkers únicos.", diz parte do anúncio.

Com o agravamento da doença, Mitchell passou a utilizar uma cadeira de rodas para se locomover. A família destaca que o ator não se deixou abater e que se manteve positivo.

"Ken era diligente e trabalhador em tudo o que fazia, mas como pai essas características encontraram sua expressão mais plena. Ele era extremamente dedicado a ser uma força positiva e lúdica na vida de seus filhos. Independentemente de suas deficiências posteriores, Ken descobriu uma vocação superior para ser mais plenamente ele mesmo com seus filhos. Ken ficará para sempre orgulhoso de quem seus filhos se tornaram".

Em fevereiro de 2020, quando descobriu que tinha a doença, Mitchell fez uma postagem no Instagram na qual falou abertamente sobre seus sentimentos Na época, ele escreveu que, apesar que apesar de todos os desafios e "caos" que ele e sua família enfrentariam, ele estava esperançoso.

"Por favor, saibam que estou de bom humor e ainda gosto de rir e ser bobo", escreveu à época.

Kenneth Mitchell deixa dois filhos e a esposa.

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