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EXPOSIÇÃO

Artista de Mato Grosso do Sul se prepara para expor na Bienal de Roma

Ary Jr. prepara-se para mostrar na 13ª edição da Bienal romana, em setembro, obra inédita
17/08/2020 07:00 - Marcos Pierry


O circuito das artes plásticas vai, aos poucos, reagindo ao recesso forçado pela pandemia e retoma, dentro do possível, a agenda de eventos que seguia paralisada há tantos meses. Para os artistas de Mato Grosso do Sul, a temporada de retorno promete bastante, com chances promissoras de visibilidade fora do País.  

A novidade parte, desta vez, da Galeria Mara Dolzan. Convidada a representar o Brasil na 13ª edição da Bienal de Arte de Roma, a galeria escolheu o “Santo Sudário”, acrílico sobre tela de Ary Jr., para expor no Museo Stadio di Domiziano, localizado na Piazza Navona, centro histórico de Roma.

A mostra envolve trabalhos de 30 países e estará aberta à visitação de 12 a 21 de setembro. Por causa da Covid-19, buscando evitar aglomeração, a Bienal foi dividida em dois módulos. O segundo módulo, de 14 a 23 de novembro, põe em evidência Mariano Chelo, Gina Tondo e Marco Vigo, entre outros nomes. 

Esta é a primeira vez que a Biennale d’Arte di Roma será realizada no antigo sítio histórico, onde antes havia um estádio erguido pelo Imperador Domiziano, no ano 86 da era cristã.

 
 

Trata-se também de uma dupla estreia – artista e galeria – para a arte sul-mato-grossense, destaca Mara Dolzan, graças ao convite da marchand Livia Bucci, representante da Bienal e outras mostras italianas no Brasil. 

“Pela primeira vez, a direção do evento faz o convite para uma galeria, isso é uma coisa rara”, comemora a galerista, que já confirmou presença na Bienal e planeja mais duas exposições na Itália em 2021.

O “Santo Sudário”, de Ary Jr., que explora tons de azul em uma tela de 150 cm por 100 cm, está depositado em Roma desde o mês de junho. Nascido em 1962, em Ponta Porã, o artista começou a pintar por conta própria, aos 13 anos, e teve uma formação inicialmente autodidata. 

Começou a expor em 1978 e participou, entre outras mostras, da coletiva de 10 artistas locais em Tóquio (1996), do Salão de Artes MS de 1999 e da OFF Bienal 2006, no Mube de São Paulo. Antes de explorar a arte abstrata, teve aulas de figurativo com o pintor e desenhista Masahiko Fujita. 

“Ajoelhado ou em pé, debruçado sobre a tela, Ary Corrêa Jr. cria um universo em que cores livres de limites asfixiantes atingem a plenitude”, escreve o curador Carlos Von Schmidt sobre o artista, em um portrait de 2003.

“No conjunto mais recente de suas obras, o pintor dá livre curso à sua imaginação, acentuando sobre a dinâmica da forma e da luz e direcionando-se para uma abstração que se diferencia a cada uma de suas criações. 

Em alguns casos, seus quadros poderiam ser definidos como uma pintura de transição feita com liberdade instantânea e passagens velozes, quase sem limites e sem submissão a regras externas. 

O seu imediatismo e seu afastamento a todo e qualquer formalismo constituem um chamamento a uma total liberdade criativa”, observa o crítico Emanuel von Lauenstein Massarani.

 
 

Em 2021, tem mais

“Escolhi o Ary porque é nosso exclusivo e é nosso. É local”, diz Mara Dolzan. 

A galerista prevê um aumento no interesse pelo trabalho do artista depois da exibição em Roma, que não deverá viajar para a capital italiana. Mas ele voltará a expor no país em maio de 2021, novamente sob a iniciativa da Galeria Mara Dolzan, na Basílica de São Paulo, Cidade do Vaticano. 

“Desta vez, levarei três artistas daqui e uma do Rio”, conta Mara.

Além de Ary Jr., serão comissionadas pela galeria três artistas mulheres. Thetis Selingardi e Karla Zahran são veteranas de Campo Grande. 

A carioca Paula Klien nasceu em 1968 e iniciou a carreira nos anos de 1980. Dedica-se à fotografia e experimentos com água e outros materiais. Pintando, fotografando ou arriscando procedimentos, Paula Klien participou de mostras nos EUA, na Alemanha e na Itália. Aliás, esteve em 2012 na Bienal de Roma.

Mara Dolzan deve confirmar, nos próximos dias, a presença de sua galeria em mais uma exposição na Itália, prevista para o segundo semestre de 2021. “Será novamente em Roma, no Pantheon”.

 

Felpuda


Depois de se “leiloar” durante meses, e afirmando que estava até escolhendo o município para se candidatar a prefeito, ex-cabeça coroada não só não recebeu acenos amistosos, como também não encontrou portas abertas com tapete vermelho a esperá-lo. 

Assim, deverá pendurar as chuteiras e fazer como cardume em seu pesqueiro: nada, nada...