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As fases da mulher

As fases da mulher

Nayara Marques, Bolsa de Mulher

26/12/2010 - 00h05
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A imagem da família feliz reunida em torno de uma mesa de café da manhã funcionava bem num comercial de margarina dos anos 60. Hoje, durante a rotina corrida, você pensa: “Qual foi a última vez que eu, meu marido e meus filhos nos sentamos juntos para uma refeição?”. Estresse, responsabilidades e compromissos esbarram no dia a dia familiar e tempo se tornou artigo de luxo para a maioria das mulheres.

Os psicólogos relatam as dificuldades que as mulheres passam ao lidar com o noivado, o casamento e a maternidade. Afinal, essas fases só agregam mais responsabilidade e novos papéis sociais à mulher moderna. Essa mulher atual, brasileira e pronta para tudo é peça-chave de uma nova família. Uma mulher que, em seu modelito multifuncional, traz sempre a tiracolo sua superbolsa sobrecarregada de funções e que, às vezes, consegue até ser feliz. Mas isso lhe custa caro, muito caro.

Considerados pelos especialistas como rituais de amadurecimento, esses três períodos abordados são tratados como divisores de água na vida de qualquer mulher. O problema é que muitas chegam despreparadas e não conseguem lidar com as possíveis decepções. Os casais estão se divorciando cada vez mais cedo. As pessoas já se casam pensando no divórcio. Muitas mulheres falam: ‘Ah, eu caso e se não der certo é só me divorciar!’. As relações estão líquidas. É a geração da troca. Ninguém faz esforço para consertar, para melhorar. Não deu certo, troca. As pessoas se esqueceram de que o casamento não se resume ao dia da festa, onde tudo é diversão. E o resto dos dias? É como os contos de fada: todos acabam no príncipe e na princesa casando e vivendo felizes para sempre, só que o resto não é mostrado.

Casamento
A falta de suporte e de referências reais é a principal causa para a decepção no casamento, já que a criação de expectativas perfeccionistas é inevitável. Os profissionais não acham que exista ilusão entre as mulheres sobre o casamento. Há um despreparo, há falta de suporte e diálogo. Isso tudo gera um vazio, pois ela se casa esperando que tudo seja uma maravilha, mas os problemas existem e precisamos lidar com eles. É preciso entender o que você está passando e saber que todo mundo passa por isso. Você não é a única. Você não é um ET porque seu casamento não saiu como esperava.

Maternidade
A maternidade também é, para as psicólogos, uma caixinha de surpresas. O corpo sofre transformações, a relação entre o casal é alterada e a consciência de que um novo membro na família será totalmente dependente de você pode dar medo.

Sentir o bebê se mexer na barriga é uma emoção só. Mas olhar seu corpo no espelho, com aquele olhar de mulher exigente com tudo o que tenha a ver com um corpo bonito, quase a leva à depressão. Nos primeiros meses, por medo. ‘Será que vai fazer mal ao feto? Será que não vai forçar demais?’. Em consequência, sentir tesão passou a ser associado a uma dúvida cruel: ‘Será que podemos?’”

Mulheres, vamos descomplicar?
A mulher trabalha fora, faz os serviços domésticos, toma conta dos filhos, do marido, da empregada e do cachorro, paga as contas e ainda tem que arrumar tempo para cuidar de si. Quem passa por isso sabe que o termo “mil e uma utilidades” não é exagero. Em primeiro lugar, vamos combinar o seguinte: a vida não é um comercial de margarina, está mais para uma novela de dramas com capítulos inéditos a cada dia.

A divisão das tarefas domésticas não é uma iniciativa que deve partir somente do homem. A mulher precisa ceder. Os especialistas observam que existem homens que querem participar, ser mais atuantes nas atividades domésticas. Da mesma forma que há aqueles que não querem nem pensar em dividir. Mas a mulher tem certa dificuldade em abrir mão das responsabilidades que ela delega para si. O problema é que ela ao longo do tempo foi somando funções, mas esqueceu de dividir.

Noivado, casamento e maternidade: o segredo para se preparar para encarar o que vem por aí está no diálogo. Os especialistas aconselham: converse com pessoas que já estão casadas, com pessoas que já passaram por essas situações e, principalmente, converse com o seu parceiro. O diálogo é fundamental. E não se trata de discutir relação. Se trata de entender que nunca ninguém está certo o tempo inteiro, que é preciso aprender com o outro. Tem que haver suporte dentro da relação. É claro que isso não é garantia, porque preparada a gente só está quando vivencia. Mas é importante tentar.

Como fica a busca pela felicidade e realização pessoal diante de tantas responsabilidades? Basta seguir nossos instintos e correr em busca do que realmente queremos e não do que nos é imposto. Não adianta achar que a mulher que é dona de casa não é feliz porque não trabalha fora. Ela é feliz dentro do contexto dela. Ela fez as próprias escolhas. A partir do momento em que a mulher respeita o que ela realmente quer da própria vida, consegue ser feliz. A sociedade sempre impôs papéis sociais à mulher. Se ontem ela deveria ser dona de casa, hoje ela deve ser a superexecutiva com sucesso pessoal e profissional. Mas as exigências continuam sendo as mesmas. Cabe à mulher respeitar o que ela quer, de fato, fazer.

Ainda assim, resta a pergunta: afinal, como descomplicar? Segundo os especialistas, descomplicar é encarar as situações da vida como se não fossem complicações, mas coisas normais, porque são exatamente isso. É normal, todo mundo passa por esses problemas. Não é a mulher que é complicada, é a vida! E precisamos viver da forma mais leve possível.

Correio B+

B+ Especial 70 anos Correio do Estado: Entrevista exclusiva com o apresentador Amary Jr.

"Estou muito feliz na TV Cultura, por ser uma emissora de conduta séria e por depositarem confiança em mim". Amaury Jr. estreia a segunda temporada do seu programa na Cultura no dia 15 de março.

03/03/2024 18h00

B+ Especial 70 anos Correio do Estado: Entrevista exclusiva com o apresentador Amary Jr. Foto: Lan Rodrigues

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O apresentador Amaury Jr. (70 anos), é  jornalista formado em Direito e enveredou para a comunicação ainda na juventude. Trabalhou em veículos de imprensa, apresentou atrações de rádio e ingressou na TV como repórter na Tupi. Tornou-se popular como colunista social na televisão em 1982, com o programa Flash, na Gazeta.

"No tempo de curso ginasial, foi quando fiquei fascinado pela comunicação sim. Eu estudava num colégio estadual, o melhor da cidade, e, lá, cada classe tinha um jornal mural no pátio. Eu recortava as notícias que eu considerava as mais importantes e fazia isso semanalmente, assim como todas as outras classes. E eu fiquei muito vaidoso quando eu via um amontoado de gente na frente do meu mural, um volume muito mais representativo do que os das outras classes", relembra.

Nos anos seguintes, o Flash migrou para a Record e, depois, para a Band. Em 2001, o apresentador assinou com a Record. A partir de 2002, firmou-se na RedeTV! com o Programa Amaury Jr., exibido nas madrugadas. Teve uma nova e breve passagem pela Band entre 2017 e 2019, quando retornou para a RedeTV!.

"Comecei como repórter. Também estava lá o Juca Kfouri fazendo esporte, o Zé Milton na reportagem geral... Eles começaram a implantar a cultura de que o próprio repórter que apurava a notícia é que tinha que ir pro ar, e, assim, nascia uma nova geração de telejornalistas. Nesse momento, foi quando eu quis levar algo que eu já fazia no impresso, que era a coluna social, na televisão. Depois, fechou a emissora. Eu ainda tinha um programa na Rádio Gazeta", explica o jornalista.

Ao longo da carreira, também se dedicou a trabalhos como escritor, com o lançamento de revistas e livros relacionados ao trabalho na TV. Seu estilo se tornou um modelo seguido por vários apresentadores de coluna social na televisão, alvo também de paródias em programas como Casseta & Planeta: Urgente.
O apresentador é casado com Celina Ferreira, com quem tem dois filhos, Amaury e Maria Eduarda.

Entrevistar Amaury Jr. é uma inspiração, e tê-lo como Capa dupla, exclusiva e especial do Correio B+ em comemoração aos 70 anos do Correio do Estado é uma grande honra! Deixamos através dessa entrevista assinada pela jornalista Flávia Viana a nossa homenagem a esse ícone da televisão brasileira. 

O apresentador Amaury Jr é Capa B+  especial de 70 anos do Correio do Estado -Foto: Lan Rodrigues - Diagramação Denis Felipe e Denise Neves - Por Flávia Viana

CE - Amaury, você sempre quis trabalhar com comunicação? 
AJr -
 “Eu fiz Direito porque o meu pai não acreditava na profissão de jornalista, ele surgiu uma época em que a profissão era mais uma coisa romântica, uma coisa alucinada, e os jornalistas não eram nem bem vistos, e essa época meu pai falava: ‘Você não vai ganhar dinheiro com isso’. Aí, eu fui fazer Direito, porque era o sonho dele. Advoguei em São José do Rio Preto (SP) por um ano. Nesse período, eu já estava ligado no Jornalismo, já escrevia em jornais, tinha programa no rádio etc.

CE - Foi nesse momento em que se identificou com o jornalismo de fato?
AJr -
No tempo de curso ginasial, foi quando fiquei fascinado pela comunicação sim. Eu estudava num colégio estadual, o melhor da cidade, e, lá, cada classe tinha um jornal mural no pátio. Eu recortava as notícias que eu considerava as mais importantes e fazia isso semanalmente, assim como todas as outras classes. E eu fiquei muito vaidoso quando eu via um amontoado de gente na frente do meu mural, um volume muito mais representativo do que os das outras classes.

Aquilo que eu selecionava, agradava, e foi a partir daí que eu comecei a ficar muito interessado em comunicação. Eu era bom de português, lia um livro por mês e tinha um bom texto. Aí, o colégio recebeu o convite de um jornal chamado Diário da Tarde e eu fui para fazer a coluna do estudante. Foi quando comecei no Jornalismo impresso. Depois, virou uma coluna social, e com tempo fomos para outros setores de atividade, não somente o estudantil.”

CE - Você é pioneiro e abriu o caminho para o colunismo social eletrônico no país, como foi esse processo?
AJr - 
“Eu era muito ligado em dois grandes colunistas na época, um era o Ibrahim Sued e o outro era o José Tavares de Miranda, na Folha de S. Paulo. Mal sabia eu que acabaria tendo o Ibrahim Sued fazendo temporadas dos meus programas aqui, quando eu tinha programa diário. Eu fui desperto pela comunicação e achei a parte mais agradável dela pra mim, que é a coluna social. Passei pela TV Rio Preto, que era uma subsidiária da Rede Globo.

E foi onde eu comecei, na televisão. Eu fazia um programa de auditório, de embate de faculdades, com gincana etc. Era feito todo sábado. Um dos pedidos que eu fiz na época às duas equipes que trabalhava era que quem trouxesse a mais parecida sósia da Brigitte Bardot, levaria os pontos desse quesito. Uma das equipes da Volcânio era a Ana Maria Braga, que era estudante de Filosofia, lá de Rio Preto, e ela era linda, aliás, ela é linda até hoje, e era também, na sua juventude, no frescor da juventude dela, uma coisa deslumbrante. Na hora que ela entrou, o auditório quase caiu, eu tinha júri, tinha tudo. E a contratei para ser a minha assistente de palco.

Depois, fundei um jornal em Rio Preto, junto com o Zé Amildo Ribeiro por três anos. Em seguida, fui pra São Paulo. O Zé Amildo foi chamado pelo Mauro Salles, que era então o superintendente da TV Tupi, na última fase da TV Tupi, e o Sérgio Souza era o diretor, saudosíssimo, grande jornalista. Aí, o Zé Milton me levou junto.

Comecei como repórter. Também estava lá o Juca Kfouri fazendo esporte, o Zé Milton na reportagem geral... Eles começaram a implantar a cultura de que o próprio repórter que apurava a notícia é que tinha que ir pro ar, e, assim, nascia uma nova geração de telejornalistas. Nesse momento, foi quando eu quis levar algo que eu já fazia no impresso, que era a coluna social, na televisão. Depois, fechou a emissora. Eu ainda tinha um programa na Rádio Gazeta.

O José Roberto Maluf que me deu a oportunidade de retornar à TV. Eu o convenci de que seria interessante não só falar da festa em si, como assuntos de decoração e buffet, mas com as pessoas da festa. E foi quando comecei o meu programa chamado ‘Flash’, que tinha em torno de cinco minutos com entrevistas com convidados das festas. E foi muito bem.”

Amaury Jr é Capa do Correio B+ especial 70 anos do Correio do Estado - Foto: Lan Rodrigues - Diagramação Denis Felipe e Denise Neves - Por Flávia Viana

CE - E a ideia das músicas que marcaram e marcam as aberturas dos seus programas? 
AJr - 
“Eu sempre fui interessado em música e cinema. Sou da época do rock, do The Beatles. No meu programa de rádio, lembro que rodei o primeiro LP que tinha chegado dos Beatles, com A Hard Day's Night, com todas as músicas deles. Música sempre foi especial para mim. Foi quando quis criar vinhetas para o programa.

Era até usado como uma espécie de truque, porque, por ser um programa diário, nem todo o dia tava bom. Então, as vinhetas ajudavam a colocar trechinhos do programa para despertar o interesse de assistir. Eu escolhi a música ‘Keep it Comin' Love’, que virou o hino nacional do programa.

O próprio K.C., do KC & The Sunshine Band, quando ele esteve aqui no Brasil, falou que queria ser entrevistado por mim, queria saber como que uma música que já tinha desaparecido até da cabeça dele era tão forte e já tinha pegado na veia do brasileiro. Não havia festa que não se tocava ela. A gravadora Building Records me convidou e me ofereceu para comprar os direitos dessas músicas que eu estava botando no programa e fazer um CD. Acabamos fazendo oito. Só o primeiro, eu vendi 500 mil cópias. Fiz até CD de Natal, ganhei disco de ouro e tudo.”

CE - Depois veio a revista Flash e o Clube A...
AJr - 
“Eu tinha um outro sonho, que era o de ter uma revista. E aí surgiu a oportunidade com a editora Scala e veio a revista Flash, que durou três anos. Depois, veio o Clube A, que também fiquei trabalhei por mais três anos, e depois vendi a minha parte e eles deram sequência após a minha saída por mais um tempo.”

Divulgação - Reprodução Internet

CE - O sucesso do programa FLASH...
AJr -
“O programa ‘Flash’ nasceu na Gazeta, timidamente, com cinco minutos. A primeira pessoa que eu entrevistei foi o Antonio Bivar, autor de ‘Verdes Vales do Fim do Mundo’, que tinha voltado do exílio em Londres (Inglaterra). E, deu certo. Depois, me deram 10 minutos, 15 minutos, e conforme foi crescendo, a Record me convidou, que tinha alcance interestadual na época. Em seguida, a Band, para nível nacional. Lá, eu fiquei 17 anos. O programa só não tinha ainda mais audiência, porque ia muito tarde ao ar. Eu não tinha concorrentes. Se tornou um programa de celebridades.

CE - Você também começou a fazer viagens né Amaurt?
AJr -
Posteriormente, começamos a fazer viagens, Copa do Mundo etc. Eu fui o primeiro jornalista a ir pra Dubai com uma equipe fazer uma reportagem por lá que acabou virando livro. As nossas viagens faziam sucesso e tinham um ótimo respaldo comercial justamente porque eu queria mostrar o que habitualmente o turista não conhecia. Por exemplo, íamos até Veneza, na Itália, mostrar quantos filmes foram rodados por lá ou falar sobre a origem do carpaccio, ou a um café em Traben-Trarbach, na Alemanha, onde grandes escritores frequentavam, como o Honoré de Balzac, por exemplo. Ou também em Paris, mostrar o museu da guilhotina, que foi um instrumento de morte emblemático durante a Revolução Francesa. E o programa ficou interessante.”

CE - Inevitavelmente vieram os livros também...
AJr - 
“O primeiro livro que eu escrevi foi o ‘Flash Fora do Ar', que tinha trazia histórias que me contavam fora do ar, durante as gravações. Acabei escrevendo ele com um pouco de pressa e não ficou exatamente como eu queria que ficasse. Até hoje, ele é uma referência porque tem muita informação relevante. Depois, veio o ‘Bisbilhotice’, que eu gostei mais. No momento, estou aprimorando o ‘Bisbilhotice 2’, que vai ser bem mais legal. E tem o ‘A Vida É Uma Festa’, uma biografia minha feita pelo Bruno Meier, um ótimo jornalista que eu adoro. Eu também cheguei a escrever um livro sobre Dubai e outro sobre a África do Sul, que venderam bastante, e ambos foram miniaturizados, no tamanho pocket. E escrevi o ‘Alemanha: 100 Dicas de Amaury Jr.’, um livrinho de bolso, que vendeu que nem pão quente (risos).”

CE - Uma curiosidade de bastidores...
AJr -
 “Quando a rainha Sílvia, da Suécia, esteve em São Paulo, fui até o hotel que ela se hospedou, me credenciei e queria entrevistar, mas ninguém queria deixar. Acabei conseguindo meia hora com ela. O que eu mais queria saber, era sobre a história de uma menina do interior de São Paulo que acabou virando rainha da Suécia... Ela foi para a Olimpíada de Munique, trabalhar como recepcionista, e o rei Carlos Gustavo estava a dois camarotes de distância e aí começou o flerte, ela mesma me contou isso.”

CE - E pra finalizar, conta pra gente sobre a sua nova fase na TV Cultura?
AJr -
“Na nova fase do meu programa, tudo mudou. Eu sempre trabalhei na noite e não tenho mais a mesma disposição que eu tive durante 40 anos, além do que hoje em dia as festas não possuem mais o mesmo glamour, são poucas festas realizadas e a maioria é muito comercial. A primeira parte do programa é mais voltada para a temática, como, por exemplo, falando da origem do chiclete. Muita gente não sabe que ele veio de uma seiva, de uma árvore. E aí eu mostro a árvore que nem uma seringueira escorrendo, falo do papel do chiclete na guerra, que era mastigado até para aliviar a tensão durante os confrontos, bolo de chiclete, falo curiosidades em geral. A segunda parte do programa eu já falo mais de música, de viagens, de festas, um monte de coisas. Estou muito feliz na TV Cultura, por ser uma emissora de uma conduta muito séria e por depositarem confiança em mim.”

                                Foto - UOL

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Astrologia B+: A energia do Tarô da semana entre 04 e 10 de março

Semana de sabedoria, busca de significado e tradição com a carta do Papa

03/03/2024 14h00

A energia do Tarô da semana entre 04 e 10 de março Foto: Divulgação

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Nesta primeira semana de março de 2024, a presença do Papa no Tarô traz consigo uma energia de sabedoria, orientação e conexão espiritual. Este arcano representa autoridade espiritual e ensinamentos superiores e nos convida a refletir sobre questões de ética, moralidade e fé.

Neste sentido, é um ótimo período para buscar conselhos sábios de alguém que seja um líder de opinião no assunto em questão. De alguma forma, será necessário se aprofundar e saber melhor sobre os assuntos que afetam o nosso mundo atualmente, antes de sair dizendo “eu acho isso ou aquilo”.

O aconselhável é buscar uma abordagem mais embasada, concreta e segura ao ser convidado a emitir sua opinião, sobretudo em relação a conflitos globais, questões econômicas e religiosas. Muito cuidado nessa hora. “O sábio fala porque tem alguma coisa a dizer; o tolo porque tem que dizer alguma coisa.” (Platão).

Procure também estar aberto para ouvir as pessoas e escutar visões diferentes das suas.

O Papa é uma carta que favorece o compartilhamento de conhecimento, aproveite, portanto, para falar com conhecimento de causa. “Existe apenas um bem: o conhecimento, e um mal: a ignorância.” (Sócrates).

Por falar em Papa, o Papa Francisco nos disse que a sociedade não deve criar "muros, mas pontes" para incentivar boas relações entre as pessoas. Lembre-se disso. Curioso ele ter falado em pontes, pois a palavra “Pontífice”, ligada ao Papa, significa aquele que “faz a ponte, a ligação”. Como uma carta relacionada à fé, procure respeitar os princípios, as crenças e valores de cada um.

O Papa simboliza a busca por respostas profundas, a orientação divina e a importância de seguir um caminho de integridade. Esta carta sugere um período propício para estudos, meditação e contemplação.

É um momento para mergulhar em práticas que fortaleçam nossa conexão com o divino, para buscar respostas e para refletir sobre como podemos viver de acordo com nossos princípios mais elevados. Em um mundo agitado e cheio de desafios, a energia do Papa nos lembra a buscar a verdade interior.

Sem dúvida, o arcano do Papa tem conotações religiosas (basta olhar para os símbolos da carta!), mas também pode referir-se a qualquer instituição cultural ou social. Podem ser clubes, grupos e escolas, para citar alguns.

Esta carta atua em nossas vidas sempre que procuramos uma estrutura para nos guiar e dar sentido às nossas vidas. Participar de uma aula de ioga, ingressar numa academia, reconectar-se com as tradições familiares ou ser voluntário em uma causa nos une em torno de valores compartilhados.

Isso pode ser tão significativo quanto explorar uma nova igreja ou grupo religioso, visto que esta carta trata da identificação com os outros e de uma forma de pensar que estimulará um maior aprendizado.

Ela expressa o instinto humano de buscar e criar significado para as coisas. Como uma carta que revela estrutura e regras estabelecidas, o Papa pode ficar preso em seu desejo de fazer as coisas se encaixarem dentro dos seus princípios pré-concebidos.

Isto pode levar a conflitos por parte de indivíduos que não lidam bem com as restrições e também pode levar ao pensamento de grupo, onde os seus membros se tornam acríticos das suas ações e crenças ao longo do tempo, sendo aqueles que aceitam o status-quo sem questionar. Este é um lado que devemos evitar, pois isso fecha a nossa mente.

Carta do Papa - Divulgação

Voltando ao seu elemento espiritual, o Papa é uma carta que fala ao buscador que existe em todos nós. Ele também pode se referir à exploração e atividades acadêmicas, particularmente em Filosofia.

O Papa é disciplinado e dedicado à busca pela sabedoria para encontrar respostas para os desafios e situações difíceis. “Eu não procuro saber as respostas, procuro compreender as perguntas.” (Confúcio)

Uma ótima semana e muita luz,

Cris Paixão

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