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Balanço cultural 2010

Balanço cultural 2010

Thiago Andrade

28/12/2010 - 00h00
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O ano chega ao fim sem grandes novidades para a cultura. Esta é a visão do presidente da Fundação Municipal de Cultura (Fundac), Roberto Figueiredo. Entretanto, alguns grandes projetos de formação, como o Programa Interação, parceria entre a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) e o Ministério da Cultura (MinC) e a oficina de produção audiovisual Mídias Contemporâneas Narrativas Populares, realizados no decorrer de 2010, propiciaram aos profissionais especialização em diversas áreas, favorecendo o fortalecimento cultural do Estado.

Mas, segundo Roberto, nada foi tão importante quanto a projeção que Campo Grande ganhou no cenário nacional. “Conseguimos 15 pontos de cultura na cidade, financiados pelo MinC, e também fomos premiados no Programa Petrobras Cultural (PPC) 2010 com o Projeto Descendo o Sarrafo – Choro Opus Trio e Convidados, que gravará músicas instrumentais do compositor Amintas José da Costa, o famoso Sarrafo”, descreve Roberto. Segundo ele, com ações como essa a cidade começa a se destacar em um cenário no qual antes não recebia a menor atenção. Esta é a primeira vez que a Fundac se inscreve no Petrobras Cultural.

Levando a cabo propostas do MinC em relação à democratização da cultura, o Caminhão da Cultura idealizado pela Fundac foi outro importante destaque em 2010. “Quando começamos a circular, muitos bairros nunca haviam recebido espetáculos de dança ou teatro, cinema ou mesmo atrações musicais. Desde regiões periféricas às mais centrais, o caminhão abriu espaço para que um público esquecido tivesse acesso à arte e ao entretenimento de qualidade, além de conhecer artistas regionais importantes”, descreve Roberto.

Circulando desde abril, o veículo munido de palco, tela para cinema, espaço para figurinos, entre outros, visitou bairros como São Conrado, Moreninhas e José Abrão.
“As preocupações com o patrimônio histórico da Capital também foram mantidas pela prefeitura e continuamos com o processo de tombamento de pontos históricos, inclusive áreas do centro da cidade e árvores centenárias localizadas nas avenidas Afonso Pena e Mato Grosso”, ressalta Roberto. O processo iniciado em 2009 ganhou força neste ano, demonstrando a importância de continuidade com medidas de cuidado com o passado e a memória.

Entretanto, apesar do desenvolvimento cultural que segue os rumos de crescimento da cidade e do Estado, algumas áreas permanecem com problemas. O teatro e o cinema, que segundo Roberto, sempre foram áreas fragilizadas, continuam enfrentando dificuldades, seja pela falta de locais adequados para apresentações de espetáculos, seja pela dificuldade de conseguir financiamento para a produção audiovisual, que ainda é uma das áreas mais caras de produção.

“A falta de espaços teatrais é um problema de longa data, que ainda não encontrou uma forma de ser resolvido. Contamos apenas com um teatro que pode ser utilizado pelos artistas da cidade, o Teatro Aracy Balabanian, que continua em reforma”, critica Roberto, que também é diretor do grupo teatral Senta que o Leão é Manso.
Com o orçamento municipal destinado para a cultura, o presidente da Fundac também lembra que é impossível criar uma produção consistente de cinema na Capital.

Por sinal, o Plano Municipal de Cultura completa seu primeiro ano e está sendo colocado em prática “bem devagar”, aponta. “Começamos a movimentação para a aplicação do plano, com a criação das câmaras setoriais. Em relação ao que se prevê financeiramente, o plano não foi aplicado, pois os orçamentos já haviam sido aprovados. Para o ano que vem estamos colocando em pauta essas duas questões, que afetarão o Fundo Municipal de Incentivo à Cultura e o Programa Municipal de Fomento ao Teatro”, descreve Roberto. Como aponta o presidente, 2010 foi um ano sem grandes acontecimentos para a cultura, no qual se mantiveram medidas iniciadas em anos anteriores.

Alguns destaques
Apesar de o ano não ter sido tão movimentado na área cultural, alguns projetos e acontecimentos marcaram Mato Grosso do Sul em 2010. Entre eles, a publicação de dois livros do poeta Manoel de Barros: “Menino do mato” e “Poesia completa”, ambos lançados pela Editora Leya. Apesar de ter nascido em Cuiabá, o escritor passou a maior parte da vida no Estado e, com os lançamentos neste ano, figurou em jornais e revistas de todo o País, sendo, inclusive, homenageado com o Prêmio Artista Bradesco Prime 2010, concedido pela revista “Bravo!”.

Mato Grosso do Sul também ganhou o País com o Projeto Brasil Canta MS, que levou artistas do Estado para apresentações em espaços nobres de cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, São José – localizada a 15 quilômetros de Florianópolis – e Porto Alegre. Com recursos provenientes do Ministério da Cultura e apoio do Governo do Estado, totalizando mais de R$ 450 mil, artistas como Jerry e Geraldo Espíndola, Eduardo Martinelli, Adriano Magoo e Marcos Assunção viajaram pelo Brasil levando a cultura e a música do Estado.

O meio audiovisual também se animou com a oficina de produção audiovisual Mídias Contemporâneas Narrativas Populares, promovida pelo Pontão de Cultura Guaicuru com recursos do programa Oi Novos Brasis, entre junho e dezembro. Ministraram aulas profissionais conhecidos do meio cinematográfico e televisivo brasileiros, como a produtora Mônica Schmiedt, o roteirista David França, a atriz Laura Limp e o diretor Joel Pizzini. Ao final do projeto, que reuniu profissionais de diversas áreas, foram produzidos dois filmes, “Fim da linha” e “Enterros”, ambos em fase de finalização.

Encerrando os grandes eventos de 2010, a primeira edição em Campo Grande do Festival Internacional de Teatro de Objetos (FITO) contou com a participação de companhias teatrais que utilizavam canecas, tesouras, cabos e todo tipo de objeto para contar histórias. Também houve show do músico Tom Zé. Promovido pela Fiems, por meio do Sesi, o festival trouxe à Capital artistas de outros Estados, como Minas Gerais e São Paulo, e outros Países, como Argentina e França.

Programa Interação
Projeto inédito em Mato Grosso do Sul, o programa promoveu 33 cursos na Capital com profissionais de grandes centros como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, entre outros. A primeira etapa se estendeu entre março e julho, tendo como objetivo formar e atualizar profissionais nas áreas de música, teatro, dança, circo, artes plásticas, audiovisual e fotografia. Aqueles que passaram pelo curso se tornaram multiplicadores, ministrando aulas na segunda etapa – que aconteceu entre setembro e novembro – nas cidades de Bonito, Corumbá, Coxim, Dourados, Naviraí, Nova Andradina, Ponta Porã e Três Lagoas.

“Sempre tivemos uma grande falha na área de capacitação e formação de agentes culturais, portanto, um programa como esse é muito necessário. Os profissionais que convidamos para ministrar as aulas comentaram sobre o ineditismo da medida”, explica Soraia Ferreira Rodrigues, gerente de difusão cultural e coordenadora do Programa Interação. 

Diálogo

Confira a coluna Diálogo na íntegra, desta quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

Por Ester Figueiredo ([email protected])

29/02/2024 00h01

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Charles Chaplin, ator inglês

Chega um momento em sua vida que você sabe quem é imprescindível para você, quem nunca foi, quem não é mais e quem será sempre!".

 

FELPUDA

Sussurros ouvidos nos corredores entre, digamos assim, a "tchurminha do campo" têm dado conta da insatisfação com familiar de pré-candidato. Dizem que o dito-cujo reúne dois problemas: não gosta muito de pegar no batente e o seu desempenho no papel que assumiu seria sofrível. Se o nepotismo começou desde agora, imagine só como será se o candidato conseguir uma cadeira poderosa. Os descontentes com toda essa situação, dizem, "estão de mãos amarradas", pois não ousam reclamar para quem manda. Assim sendo...

Setentão

No dia 7 de fevereiro, quando o Correio do Estado completou 70 anos, autoridades, empresários, jornalistas e publicitários foram recebidos para um café da manhã, que foi realizado no Olívia Rooftop. Na ocasião, o diretor Marcos Fernando Alves Rodrigues apresentou a nova campanha publicitária do jornal. Ele e o jornalista Eduardo Miranda narraram momentos importantes de suas trajetórias. A diretora Ester Figueiredo Gameiro e a colaboradora Vilma Gutierres Leite foram homenageadas pelo longo tempo em que atuam na empresa.

Marcelo Victor/ Correio do Estado

 

Marcelo Victor/ Correio do Estado

 

Marcelo Victor/ Correio do Estado

 

Marcelo Victor/ Correio do Estado

 

Marcelo Victor/ Correio do Estado

 

Marcelo Victor/ Correio do Estado

Gatunos

Imagens do registro de vandalismo e furto de materiais destinados à revitalização da praça do Bairro Bom Viver, em Bonito, foram entregues à polícia. No local estão sendo construídos parquinho, quadras e pista de caminhada, com iluminação e cerca, sendo alvo das ações dos gatunos, que levaram até a fiação elétrica. A prefeitura divulgou nota de repúdio.

Começou

O que estava adormecido, até então, veio à tona neste ano que tem eleições: a ação que tramita na Justiça Eleitoral sobre propaganda irregular que teria sido praticada pela deputada federal Camila Jara (PT), em 2022. O autor do processo é o suplente à Câmara dos Deputados Walter Carneiro Júnior, secretário-adjunto da Semadesc.

Reação

A deputada Camila Jara divulgou uma nota à imprensa em que confirmou que há o processo em tramitação, mas que haveria pareceres favoráveis à propaganda, que ela afirma ter sido dentro dos conformes. No texto divulgado por ela, há recheio de vitimismo e acusações aos adversários, pedindo que respeitem os seus 54 mil votos. Se o parâmetro for esse, deve ter gente sem dormir, incluindo a própria.

 

ANIVERSARIANTES 

Dante Rodrigues Leite da Costa, 
Dr. Fernando Luti Batoni,
Selmira Assumpção Machado,
Kleber Robson Lemes de Britto,
Averaldo Oliveira Fernandes, 
Dr. João Bosco Marques de Oliveira, 
Luis Miguel da Cunha Fernandez 
de La Reguera,
Dr. Zailde Soares Cardoso, 
Aline Arce de Souza,
Maria José Correia Porto Papandreu,
Suely Jorge, 
Laércio de Souza Braga,
Ademir Umbelino de Freitas, 
Thaís Nadiele Gaspar,
Daniela Rodrigues Bonfim, 
Arlindo Urbano Bonfim,
Cleiton Monteiro Urbieta, 
Ana Heloisa Rossi Figueiras,
Neusa Benevides, 
Matheus Pinto da Silva,
Luiza Helena Nunes Metello. 

 

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MS Ao Vivo 2024 começa no dia 10 de março com Margareth Menezes e Projeto Ellas

Neste ano, o projeto trará nove atrações para Campo Grande, em shows gratuitos realizados no Parque das Nações Indígenas

28/02/2024 14h42

Reprodução: Maurício Costa Jr

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O Projeto MS ao Vivo, do Governo do Estado por meio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, está de volta para uma nova edição neste ano de 2024. A expectativa é de que o público do ano passado, de mais de 50 mil pessoas nas quatro edições, seja superado.

Serão nove atrações até novembro, sendo a primeira delas Margareth Menezes, que se apresenta no dia 10 de março. O Projeto Ellas abre o show, que acontece a partir das 17 horas, no Parque das Nações Indígenas. A entrada é franca.

Além dos destaques musicais, o MS ao Vivo trará intervenções artísticas, área gastronômica e de economia criativa, para que as famílias curtam o evento, além da acessibilidade presente com área PcD e intérprete de Libras..

Na avaliação do diretor-presidente da FCMS, Eduardo Mendes, “a abertura do MS ao Vivo 2024 tem um brilho a mais".

"No palco será comemorado o Dia Internacional da Mulher, com dois shows feitos por mulheres da nossa música regional e nacional, além de participações especiais. É dessa forma que queremos levar o projeto esse ano, com muita música, cultura e participação massiva do público”.

ELLAS

Divulgação

Formada por um Trio de mulheres que se destacam na cena cultural sul-mato-grossense, por seu talento, dinamismo e presenças marcantes, ELLAS, a banda que abrirá o show de Margareth Menezes em Campo Grande, tem como estrelas as cantoras e compositoras Erika Espíndola, Marta Cel e Renata Sena. As três juntas, são o retrato da diversidade cultural e da força da mulher que brota e habita o solo de Mato Grosso do Sul.

A escolha de três cantoras locais, para a abertura de um show nacional que acontecerá no dia 10 de março, além de estratégica, pois pretende contemplar o Dia e o Mês da Mulher, enaltece a importância, o talento e a competência das mulheres, promove a diversidade cultural e musical e também valoriza e impulsiona atuais e novos talentos locais.

Representativas da singularidade cultural existente neste Estado, os diferentes gostos, gêneros e inspiração musical levadas pelas intérpretes ao grande público, são mostra das nuances extraídas do grosso caldo cultural que permeia a formação sociocultural de Mato Grosso do Sul.

Para Renata Sena, uma das cantoras em palco, a expectativa pelo show é a melhor possível. “Será um show muito legal, mostrando a diversidade feminina em etnia, estilo e musicalidade. Um momento muito musical, tocado por uma banda incrível e com um repertório para cima com a temática do empoderamento feminino e com mais duas artistas fantásticas como Erika Espíndola e Marta Céu dividindo o palco, não tem como não ser um momento emblemático”.

Margareth Menezes

Margareth Menezes já se apresentou no Festival América do Sul (Foto: Marithê do Céu)
A cantora baiana Margareth Menezes, com sua voz poderosa e carisma contagiante, é uma das maiores representantes da música brasileira. Com uma carreira consolidada e uma trajetória repleta de sucessos, Margareth encanta plateias ao redor do mundo com sua energia contagiante e seu compromisso em exaltar a cultura e a musicalidade da Bahia.

Nascida em Salvador, Margareth Menezes mergulhou no universo musical desde cedo. Sua paixão pela música afro-brasileira e pelas tradições culturais de seu estado a levaram a explorar uma sonoridade única, que mescla ritmos tradicionais com elementos contemporâneos.

Com uma voz marcante e potente, ela se destaca pela sua interpretação genuína e emocional, transmitindo a essência da música baiana em cada nota. Margareth Menezes ficou conhecida mundialmente com o sucesso "Faraó (Divindade do Egito)", que se tornou um hino do carnaval baiano e projetou sua carreira para além das fronteiras do Brasil. Desde então, lançou diversos álbuns aclamados pela crítica e pelo público, conquistando prêmios e reconhecimento internacional. Sua discografia é uma verdadeira celebração da cultura afro-brasileira, mesclando ritmos como samba-reggae, axé, samba, ijexá e outros elementos musicais que enriquecem sua obra.

Além de sua carreira solo, Margareth Menezes também é conhecida por sua participação em projetos coletivos de grande relevância. Ela foi uma das vozes pioneiras do movimento Axé Music e colaborou com diversos artistas renomados, como Gilberto Gil, Carlinhos Brown e Daniela Mercury, entre outros. Sua versatilidade e talento a tornam uma artista completa, capaz de transitar por diferentes estilos musicais sem perder sua identidade única.

Com sua voz poderosa e seu compromisso em exaltar a cultura baiana, Margareth Menezes é uma verdadeira embaixadora da música brasileira. Sua arte transcende fronteiras e inspira pessoas ao redor do mundo, levando consigo a riqueza cultural e a diversidade musical da Bahia.

Em 2023

No ano passado, o MS Ao Vivo trouxe à Campo Grande a brasiliense Natiruts, o duo Anavitória, a cantora Simone, o rapper Criolo e o cantor Rubel.

Serviço:

MS ao Vivo
Data: domingo, 10 de março de 2024
Horário: 17 horas
Local: Parque das Nações Indígenas
Entrada Gratuita

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