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REALITY SHOW

“Big Brother Brasil 21” teve gente mais famosa e representatividade, mas conteúdo deixou a desejar

O medo do julgamento parece ter mexido com as emoções dos participantes
30/04/2021 18:00 - Márcio Maio/TV Press


Não dá exatamente para saber se foi a estratégia de misturar pessoas já conhecidas a anônimos aspirantes à fama ou se foi a própria pandemia do novo coronavírus, mas o fato é que o “Big Brother Brasil” ganhou novo fôlego no ano passado. 

Tanto que, se na época, era mais difícil convencer pessoas com mais popularidade a se confinar, durante meses, vigiadas por dezenas de câmeras, no “BBB 21” isso não parece ter sido problema. 

Por outro lado, o grande sucesso de 2020 certamente criou uma pressão nos escalados desta temporada. 

O que se viu, num primeiro momento, foi uma necessidade grande de autoafirmação e, sobretudo, um discurso muitas vezes forçado e tentativas de militância que, fora da casa, chegaram a ser encaradas como equivocadas. 

Em muitos momentos, os debates mais interessantes aconteciam fora da casa, pela repercussão nas redes sociais, e não dentro do programa.

A Globo apostou, mais do que nunca, em representatividade. 

A 21ª edição foi a que contou com mais participantes negros – foram nove, de um total de 20, ou seja, quase a metade do grupo e numa proporção próxima à do povo brasileiro. 

Também apostou em participantes gays e bissexuais, entre homens e mulheres. 

Faltou, é verdade, um representante da região Norte do país. E também um competidor mais maduro, já que a pessoa mais velha do grupo tinha apenas 36 anos.