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FOLIA

Blocos da Capital se reinventam e escolas de samba buscam alternativas para manter festa popular viva

Websérie, transmissão on-line e desfile sem data e hora marcada estão entre as novidades deste ano
04/02/2021 10:50 - Naiane Mesquita


A maior festa popular do Brasil não vai ocorrer em 2021, ao menos não no estilo tradicional. Escolas de samba e bloquinhos campo-grandenses encontraram alternativas para manter o espírito carnavalesco em meio à pandemia do coronavírus (Covid-19), mas sem desrespeitar às medidas de biossegurança, que incluem o distanciamento social.

De acordo com a atriz e uma das organizadoras do Capivara Blasé, Angela Montealvão, o bloco não sairá na rua neste ano. “Nós estamos com uma ação nas redes sociais, o Manifesto Capivara, e nós estaremos movimentando a rede, relembrando os carnavais passados, buscando a interação com o nosso público de forma virtual, mas sobretudo conscientizando a galera, o bando, para não sair de casa, para ficar em casa no Carnaval, para esperar esse momento passar”, explica Angela. Para ela, também é um sinal de respeito a todas as famílias que perderam alguém durante a pandemia do coronavírus. “Este ano, a gente não tem a festança, a gente fica só com as lembranças e com as campanhas de conscientização”, frisa.

Para relembrar a trajetória do bloco criado em 2014 e que chegou a reunir 50 mil pessoas na Esplanada Ferroviária, o Capivara Blasé lança uma websérie intitulada “Capivara Blasé: a Rua é do Povo”. “Vamos lançar nos dias que seriam os dias tradicionais do bloco, que são 14 e 15 de fevereiro, são dois capítulos e trarão um recortezinho da trajetória do bloco”, frisa.

 

Cordão Valu

Outro agitador do Carnaval sul-mato-grossense, o Cordão Valu decidiu realizar uma intervenção surpresa na cidade. No sábado (13) e na terça-feira (16), o trio elétrico do Cordão Valu passará pelas ruas de Campo Grande com a banda do bloco para quem der a sorte de cruzar com o grupo. O horário e o trajeto não serão divulgados, mas o evento será transmitido ao vivo pelas redes sociais da organização.

“É uma espécie de carreata, só passa e não para. Em cima vamos ter a banda do Cordão, com as marchinhas, e atrás, no sábado, vamos fazer o Corso Carnavalesco, um desfile com os fundadores do grupo e seus carros fantasiados. Eles também só vão saber o trajeto e o horário no dia, para evitar de vazar”, explicou Silvana Valu, fundadora e organizadora do cordão.

Apesar da tristeza de não poder colocar o cordão na rua, a organizadora acredita que ainda possa ocorrer celebração dos 15 anos do movimento no fim do ano. “Olha, por um lado, a gente fica triste por ser Carnaval e não poder ir para a rua, a gente sempre espera chegar a data na maior alegria. Mas, por outro lado, nós também não estamos no melhor espírito para fazer o Carnaval de todo ano, pelo menos não enquanto não houver vacina e estivermos seguros. Este ano seria emblemático, 15 anos de rua, mas para o ano que vem estamos com grandes expectativas para que essa vacina saia. Também vamos fazer o aniversário em dezembro, mas tudo depende da vacina”, avalia Silvana.

Além da programação dos blocos, o Carnaval terá lives pelo canal do YouTube da Sectur, nos dias 11 e 16 de fevereiro. “Artistas regionais se apresentaram todos os dias com muito samba, pagode e axé. Estamos em constante conversa com a Liga das Escolas de Samba para tentar realizar o Carnaval em julho, mas tudo isso depende da vacinação da população. Nesta quinta-feira teremos uma reunião com a diretoria do Cordão do Valu para definirmos uma possível parceria, em sistema de Live também”, explica Max Freitas, diretor-presidente da Sectur.