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MÚSICA

Com atrações locais e de países do Mercosul, Bonito terá festival de blues e jazz

Nona edição do Bonito Blues & Jazz Festival, de 16 a 18 de junho, reúne atrações de países do Mercosul e artistas da Capital, Aquidauana, Portugal, MT e MG

Marcos Pierry

18/05/2022 10:00

É como se um time de músicos de primeira da Bacia do Prata fosse convidado para tocar no mesmo evento, com direito a sobrevoos em outros territórios, a exemplo de Portugal, Minas Gerais e cidades do vizinho Mato Grosso.

Para além da vasta geografia e da múltipla expressão cultural que envolvem as margens dos rios Paraguai e Paraná, o Bonito Blues & Jazz Festival 2022 envereda pelos dois gêneros com origem no Delta do Mississippi, sem abrir mão dos afluentes e fronteiras que estão no sangue dos talentos que subirão ao palco do Hotel Selina, em Bonito, durante três noites, de 16 a 18 de junho.

Em sua nona edição, cada vez mais internacionalizado, o festival receberá, por exemplo, nomes do Mercosul, como o “guitar hero” argentino Hernan Tamanini e o blues-rock do The Fabis, banda de Asunción; e também formações inéditas, a exemplo do Canoa Trio, de Campo Grande, com o seu free jazz; ou propostas, de certo modo, insólitas, caso da dupla luso-brasileira Las Forasteras e seu estilo cigano.

“Nos anos anteriores já havíamos convidado atrações do Paraguai. O que nos levou a focar no Mercosul foi o fato de a distância geográfica com os países ‘hermanos’ ser menor do que para o Rio, São Paulo e outros grandes centros do Brasil”, diz o produtor Afonso Rodrigues Jr., idealizador e coordenador geral do BBJF.

A herança cultural – “que Mato Grosso do Sul tem desses países, como a polca e a sopa paraguaia, o tereré, a chipa, o chamamé correntino e muitas outras influências” – também contou na escolha. “Pensamos ‘por que não estreitarmos e mostrarmos esses laços aos turistas que nos visitam?’. Daí veio a ideia”, conta Rodrigues.

PRIMEIRA NOITE

Quem abre o Bonito Blues & Jazz Festival, na quinta-feira (16/06), dia do feriado de Corpus Christi, é o músico Rangel Castilho, de Aquidauana (MS). 

Poeta de lírica pantaneira, que transita com naturalidade tanto pelo som regional como pela música pop, o blues e o xote, Castilho, com o seu violão de aço, estará acompanhado de Gabriel Castilho na guitarra solo, Roque Insfrán no baixo e Nestor Jonathan na bateria.

Na sequência, vem a apresentação do ArtShow Trio. O grupo nasceu do encontro de três artistas – Leonardo Bugalu (voz e violão), Marcos Farim (bateria) e o ícone Zeca do Trombone – que propõem uma fusão de suas experiências “harmônicas, melódicas e rítmicas” anteriores. No repertório, jazz, blues e samba-bossa percorrendo standards e pérolas menos conhecidas.

Para fechar a primeira noite, sobe ao palco o experimental Canoa Trio, de Campo Grande (MS), formado especialmente para o Bonito Blues & Jazz Festival, com Nini dy Castro na bateria e voz; Pedro Fernandes nos teclados e baixo; e Yan Pinheiro, na voz, guitarra, violão e trompete.