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Shopping Bosque dos Ipês anuncia retomada cinema drive in em estacionamento

O ultimo cinema neste estilo em Campo Grande está desativado há mais de 30 anos
27/05/2020 07:00 - Naiane Mesquita


Um clássico do cinema brasileiro dos anos 1970, o drive-in é uma lembrança distante para o público campo-grandense. 

O último exemplar do mágico momento de se assistir a um filme no conforto do seu próprio carro, o Auto Cine, encerrou as projeções em 1989, durante uma mudança de chave para os empreendimentos relacionados ao audiovisual da cidade.  

Localizado nas dependências da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, o Auto Cine reuniu muitas famílias e principalmente casais de namorados que estacionavam o carro no local para acompanhar os lançamentos.  

“A nossa diversão era ir para o Auto Cine ou ir para o Morenão assistir aos jogos. 

Até pela situação financeira dos estudantes, nós passávamos o dia todo na universidade”, relembra o farmacêutico bioquímico aposentado Gilberto Figueiredo, 63 anos.

Não só Gilberto como todos os irmãos da família Figueiredo se recordam das sessões do cinema ao ar livre, que tinha capacidade para receber até 128 carros.

“Na época, eu morava em Três Lagoas e tinha uma diferença grande de idade com os meus irmãos. Tinha 9 anos quando assisti a um filme no Auto Cine. Não lembro qual foi, mas guardo na memória aquela tela arredondada do Auto Cine e da gente no carro”, explica a professora Carla Renata Figueiredo, 48 anos.  

O Auto Cine foi criado em 1972, e apesar de funcionar dentro da UFMS, inicialmente pertencia à Rede Pedutti, responsável por escolher os filmes exibidos e por contratar os funcionários.

Roberto Figueiredo, 64 anos, guarda boas memórias desse período, apesar de nem sempre conseguir entrar no cinema.

“Eu tinha uma moto e não podia entrar no Auto Cine de moto. Como eu também não era da Universidade Federal, acabava não entrando e ficava vendo os filmes de longe”, diz.

Segundo Roberto, ele chegou em Campo Grande no fim da fase de ouro do Auto Cine.

“Quando eu me mudei para Campo Grande para atuar como professor, o movimento de certa forma tinha começado a ficar mais decadente. Já estava desaparecendo a fase majestosa, principalmente por causa do entorno do cinema, que incluía a Costa e Silva – na época, um pouco marginalizada”, frisa.  

Logo, outros cinemas começaram a abrir as portas na cidade, como o Cine Campo Grande, de onde, inclusive, é a lembrança mais marcante de Carla. “Assisti ao filme ‘ET’. 

Esse me marcou muito”, conta.