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RÁDIO NO CELULAR

Cansada do isolamento, Martha criou rádio em grupo de WhatsApp e diz que música a salvou

Aposentada faz as gravações com o celular em frente ao computador e envia para os amigos
24/06/2020 07:00 - Naiane Mesquita


“Está entrando no ar, a rádio de maior audiência do WhatsApp, a rádio Tô em Casa”. É com essa animação, embalada por um sucesso do grupo musical Abba, que a aposentada Martha Barbosa Santos Pereira, 71 anos, conversa com seus ouvintes, todos reunidos em um grupo virtual criado no aplicativo de mensagens instantâneas.  

Em isolamento social, com visitas reduzidas, a aposentada buscou na música uma forma de transformar o cotidiano. “Eu tenho um grupo de amigas no WhatsApp, o Amigas para Sempre. A gente se fala os todos dias, e eu sempre gostei de colocar uma música para elas ouvirem. Desde pequena sou apaixonada por música, herdei do meu pai, o nosso programa de domingo era ouvir música”, relembra Martha.  

As músicas instrumentais, preferidas do pai, continuam na lista das canções enviadas por Martha aos amigos, assim como as animadas do Abba. “Um dia minha filha sugeriu de eu criar um grupo específico para enviar as músicas, então segui o conselho. Criei, e hoje está com cerca de 100 pessoas, tem gente do Japão, de Portugal. O que era uma brincadeira acabou se tornando uma coisa que para mim foi muito boa. Nem sei se os outros estão gostando, mas eu gosto, quero levar alegria para quem eu puder, melhor que ficar sozinha em casa, sem fazer nada”, acredita.  

Do CD ao pendrive

Essa não é a primeira vez que Martha envia músicas para as amigas. Ela já fez isso no passado com o CD e, posteriormente, o pendrive. “Há muito tempo, eu costumava fazer gravação em fita cassete para uma academia de balé. Eu trabalhei quatro, cinco anos gravando as fitas cassetes. Sempre tive essa ligação com a música, dava CDs gravados de presentes para as minhas amigas, mandava de presente de Natal. Depois aderi ao pendrive para presentear”, relembra.  

Martha é o exemplo de quem não se intimida diante das tecnologias e as mudanças na sociedade. “Tudo que eu faço é bem amador. Gravo na frente do computador. Coloco a música e gravo no celular pela caixa de som. Quando preciso falar, eu afasto e digo a frase”, conta, aos risos.  

Para ela, que é do grupo de risco para o novo coronavírus, o jeito é tornar os dias mais alegres, na  medida do possível. “Do limão, a gente faz uma limonada. Está todo mundo estressado, eu estou em paz, a música me salvou”, acredita.  

Há projetos de incluir poesia futuramente no grupo, mas, Martha ainda não sabe como será a receptividade do público. Por enquanto, a música tem sido a preferida dos ouvintes da rádio.  

Além do grupo, Martha ainda divulga nas redes sociais, trechos da rádio para que todos possam conhecer um pouco do trabalho. 

 
 

Felpuda


Embora faltem 26 dias para as eleições, a bolsa de apostas nos meios políticos já está em alta.

Dois nomes estão sendo apontados como favoritos para disputarem o segundo turno.

Isso acontecendo, há quem garanta que um deles receberia total apoio de antiga liderança e de todo o seu grupo, que hoje estão em lados opostos.

Vai longe o tempo em que o objetivo era tão somente o bem comum...