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MÚSICA

Cantora de Rio Verde de Mato Grosso lança single

Cantora de Rio Verde de Mato Grosso consolida parceria com Jerry Espíndola e lança mais um single amanhã

Marcos Pierry

04/08/2022 10:30

 

Tudo parece ser bem simples, fortuito e bastante promissor na trajetória da cantora Bela Rio. Nascida em Rio Verde de Mato Grosso, Isabela Souza de Paula viveu na cidade, a 200 quilômetros de Campo Grande, até os 18 anos, quando se mudou para a Capital. Corta para o presente, agosto de 2022. 

Bela agora vive na serra catarinense, no município de Lages (SC), e está às voltas para conciliar a carreira musical com a faculdade.

É que a jovem, atualmente com 22 anos, tem de administrar a agenda de artista ao mesmo tempo que precisa dar conta das aulas e de outras obrigações do curso superior de Medicina Veterinária, que a cantora classifica como um dos seus sonhos. E a música?

“Com 16 anos, resolvi começar a tocar porque eu gostava de cantar”, diz Bela, que lança mais um single, “Me Beija Flor”, em seu canal no YouTube e em outras plataformas digitais, nesta sexta-feira. A canção, um pop-reggae agridoce sobre “meninas da minha faixa de idade que engravidam e se prendem a caras imaturos, irresponsáveis e tóxicos”, é uma das cinco faixas da parceria com Jerry Espíndola.

BOCA A BOCA

Lançada em junho, a balada “Inevitável Sim” foi o primeiro single. A canção, com letra de Espíndola e Márcio de Camillo, foi caindo no gosto do boca a boca que faz milagres, em termos de audiência, nas redes sociais, e atingiu mais de nove mil visualizações um mês depois de ganhar a vitrine do YouTube.  

O diálogo criativo com o músico talvez justifique o que se pode ver de “fortuito e bastante promissor” na caminhada de Bela. 

A aproximação dos dois parece aqueles esbarrões casuais que costumam acontecer nas redes sociais e que muitas vezes não dão em nada. No caso deles, deu em muita coisa. “Live das Estrelas”, primeira parceria da dupla, chegará às plataformas no dia 22.

E, até dezembro, virão mais novidades. Novos singles estão previstos, e um show em Campo Grande está sendo maquinado para o mês de outubro. Tudo com as bênçãos de Jerry, que, apesar de seguir dando uma baita força aos que começam na cena independente, foge de assumir a vocação para “godfather” (“padrinho”, em inglês), preferindo ser chamado apenas de parceiro.

“Um ano em Campo Grande foi o suficiente para me conhecer e conhecer um pouco do que é o mundo fora do ninho. Apanhei muito e aprendi a voar”, avalia Bela, sem esconder um tanto de empolgação. “Logo conheci o Jerry, quando iniciei minha transição para o pop MPB, e escrevemos nosso primeiro som, que foi o primeiro passo de um projeto que iria longe. E foi onde me encontrei”, conta.

CONTRATO

O encontrar-se passa ainda por outras portas que foram abertas por intermédio da rede de contatos do amigo mais velho, a exemplo do contrato assinado com o selo fonográfico Phant Music, pilotado por um trio de músicos de São Paulo que acumula milhas e milhas de quilometragem: Carlos Bordeaux, que também é médico, o tecladista Paulo Vaz (Supercombo) e o produtor Tadeu Patolla.

Guitarrista de bandas descoladas e potentes dos anos 1980 que acabaram ficando na sombra do showbiz do então emergente rock nacional, a exemplo da Lagoa 66, Patolla apostou na carreira de produtor na década seguinte e cometeu a proeza de revelar muita gente boa, incluindo na lista o Charlie Brown Jr.

“Meu pai é natural de Santa Catarina, onde moro atualmente. Joguei a faculdade para cá. Quando vim para Lages, Jerry chegou até um antigo amigo [Tadeu Patolla] e mostrou nosso trabalho autoral. Ele gostou, logo fechamos com o Phant Music e demos início aos trabalhos. Gravamos cinco músicas autorais e cinco covers de grandes músicos”, resume Bela.