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FOLIA

Carnaval de Corumbá vai depender do índice de imunização contra Covid-19

Maior festa de Carnaval do Estado pode acontecer em julho, de acordo com organizadores
04/02/2021 13:30 - Silvio Andrade


A ineficiência de um plano nacional de imunização contra a Covid-19, com a politização da vacinação envolvendo o País com denúncias, fakes e conflitos, distanciam o sonho do corumbaense de realizar o melhor Carnaval de Mato Grosso do Sul em 2021. A prefeitura e os carnavalescos encaram com muita seriedade a responsabilidade de promover o evento em meio a uma pandemia ainda sem controle, temendo o pior para a saúde das pessoas.

“Para acontecer a nossa festa, é imprescindível um porcentual de imunização de segurança da nossa população”, declara Victor Raphael de Almeida, presidente da Liesco (Liga Independente das Escolas de Samba de Corumbá). Ele é taxativo: em hipótese alguma vai realizar o desfile das escolas sem respaldo sanitário, colocando em risco a vida de pessoas e maculando o maior Carnaval do interior do Brasil, que tem um século de história e uma reputação a zelar.

Desempregos

A Liesco, no entanto, lançou uma data provável – 8 a 13 de julho – e trabalha seu planejamento aguardando índices de imunização nacional. As escolas de sambas estão paralisadas, sem nenhuma atividade interna e cumprindo normas contra aglomerações, e a situação financeira não é das melhores. Havendo condições de promover o Carnaval, vão depender unicamente de verbas do Estado e do município para prepararem seus enredos.

“As escolas de samba estão empenhadas em ações de cunho humanitário, como a confecção de máscaras para ajudar como podem nesse momento tão delicado”, explica Victor, um dos maiores compositores de sambas-enredos da cidade. Segundo ele, o impacto da pandemia na festa popular causou mais de 500 desempregos diretos e pelo menos 1.000 indiretos, além de prejuízos à cadeia do turismo e de serviços. “A folia gera renda durante seis meses”.