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NOVOS RUMOS

Daniela e Thiago planejaram volta ao mundo, mas com a pandemia decidiram empreender

Casal foi até o Peru, porém com as mudanças causadas pela pandemia precisou retornar para casa
09/07/2020 07:00 - Naiane Mesquita


 

A pandemia do novo coronavírus (Covid-19) modificou os planos de muita gente, inclusive do casal Daniela e Thiago, que planejava uma volta ao mundo em dois anos e acabou retornando para casa antes do previsto.  

“Nosso plano era dois anos de viagem, aí nós saímos do emprego no início deste ano e fomos viajar no dia 4 de fevereiro. Nós começamos pela América do Sul mesmo, em Ushuaia, no extremo sul da Argentina, e o nosso intuito era ir subindo até o Canadá, em uma primeira parte da viagem, que seria em seis meses. Depois, viríamos para casa e prosseguiríamos com mais três etapas para dar a volta no mundo todo, que duraria aproximadamente dois anos”, conta Daniela Kussano, 34 anos.  

Farmacêutica, Daniela conta que a viagem prosseguiu normalmente até chegar à cidade de Cusco, no Peru. “Nós ficamos alguns dias a mais, porque iríamos fazer aulas de espanhol, recebemos visitas, minha sogra e meus cunhados foram para lá nos encontrar. De repente, de uma hora para a outra, o presidente decretou que as fronteiras iriam fechar”, explica Daniela.  

O casal e a família chegaram a ficar presos no país por conta da pandemia. “Eles tomaram atitudes bem rápidas lá. De um dia para o outro, ficamos presos no país e, a princípio, eu não queria voltar, porque esses 15 dias de quarentena seriam suficientes para conter o vírus, mas a minha sogra acabou ficando conosco. Então a gente ficou preocupado por ela, conseguimos contato com a embaixada e o Ministério do Turismo. Tinha aproximadamente 3.700 brasileiros, todos presos. Conseguimos voltar uma semana depois, só brasileiros, só saía quem não era residente”, frisa.  

Desde o dia 23 de março no Brasil, Daniela e Thiago precisaram refazer os planos de como recomeçar o sonho de realizar uma volta ao mundo. “Agora temos vários planos montados esperando, conforme o tempo for passando, para a gente conseguir ver o que será colocado em prática”, indica.  

A ideia é transformar uma das últimas etapas da viagem em prioridade. “Tínhamos dividido o nosso plano de viagem pelo mundo em quatro etapas e a última seria uma volta de carro pelo Brasil, porque meu marido conhece 39 países e eu 23, então a gente conhece muita coisa fora e ainda tem muita coisa no Brasil que nós gostaríamos de conhecer, queremos conhecer”, conta.  

A road trip pode ocorrer em setembro, mas não há nada definido. “Eu acho que não adianta a gente tomar uma atitude que seja danosa para a gente. A gente sabe que o turismo está voltando de uma forma muito lenta. Temos que mostrar um pouco de empatia com tudo isso que está acontecendo”, frisa Daniela.

Empreender na quarentena

Enquanto as viagens não ocorrem, o casal decidiu empreender. “Nós dois tínhamos uma rotina de trabalho, e aí a gente acabou se adaptando à rotina de viagem, que era o nosso novo estilo de vida. Isso pesou muito no quesito ansiedade, de você ter algo estabelecido, uma rotina estabelecida, sempre fui apaixonada pelo conceito grazing table, montagem de tábuas de frio, de montar mesa, sempre gostei muito disso. Sempre acompanhei muitos perfis no Instagram”, explica.  

Foi durante o retorno para casa, pelo Instagram, que Daniela percebeu que o mercado em Campo Grande precisava de uma opção com mais estilo. “Fui percebendo durante as minhas pesquisas que era uma deficiência aqui, são poucas opções e algumas são caras ou de mau gosto”, diz.

Foi quando ela montou o Queijo na Caixa, com o propósito de oferecer diversas opções de queijos, patês, embutidos e geleias, em uma apresentação sofisticada.  

As vendas ocorrem pelo Instagram, no perfil @queijonacaixa, e há quatro opções, com preços que variam de R$ 79,00 a R$ 167, dependendo da quantidade e dos queijos inclusos. “As caixas são em MDF, que podem ser reaproveitadas pelo cliente. Elas vêm forradinhas, para que não manchem e possam ser utilizadas novamente”, indica.  

As caixas começaram a ser comercializadas em maio e fizeram sucesso em junho, durante o mês dos namorados. “O propósito do Queijo na Caixa é que você não precise de uma ocasião especial. Agora que as pessoas estão em casa, a gente tem essa privação de não poder ir a um barzinho, fazer algo diferente. Então, você pode abrir um vinho e aproveitar uma caixa de queijos e acaba se tornando um momento especial”.

 
 

Felpuda


Figurinha carimbada ganhou o apelido de “biruta”, instrumento que indica direção do vento e, por isso, muda constantemente. Dizem que a boa vontade até existente ficou no passado, e as reclamações são muitas, mas muitas mesmo, diante das decisões que vem tomando a cada mudança de humor do eleitorado. Como bem escreveu o poetinha Vinicius de Moraes: “Se foi pra desfazer, por que é que fez?”.