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Tradição

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Ceia de Natal

Ceia de Natal

CRISTINA MEDEIROS

15/12/2010 - 00h30
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Para celebrar o Natal com a família e amigos, nada mais gostoso do que uma mesa recheada de coisas gostosas e a casa enfeitada com todos os símbolos de uma tradição que atravessa o tempo deixando saborosos legados. Montamos a árvore, enfeitamos nossas casas com luzes, sinos e toda a pompa que a data pede. Em todas as mesas do mundo, das mais singelas às mais incrementadas, o que não faltam são famílias se confraternizando e saboreando as mais diversas receitas natalinas. Peru, chester, tender, rabanada, assados, bacalhau, panetone, nozes, frutas secas.

A ceia, porém, vai muito além de um simples jantar. Ela é de dar água na boca, verdade, mas também é repleta de significados. Do peru ao panetone, tudo tem uma história – algumas surgiram até bem antes de Cristo. A ceia natalina é, portanto, uma rica e deliciosa mistura de costumes cristãos e hábitos populares.

A vertente mais difundida diz que ela está ligada à última ceia de Cristo ao lado de seus discípulos. No entanto, alguns historiadores afirmam que a verdadeira origem é uma festa da Roma Antiga, chamada Saturnália, quando as pessoas se esbaldavam em banquetes no mês de dezembro. Dizem que o nosso hábito de comer frutas secas no Natal também veio dos romanos. Na Roma antiga, era costume presenteá-las a amigos e parentes como forma de desejar boa sorte. Para os romanos, cada tipo de fruto seco tinha um significado especial. As nozes, por exemplo se relacionariam com abundância e prosperidade.

E a coisa não parou por aí. Na Idade Média, ao mesmo tempo em que o cristianismo se expandia a todo vapor, a influência de outros povos na cultura natalina, segundo historiadores, aumentava também. Os que mais marcaram foram os nórdicos com o Yule, festa em homenagem ao solstício. O presunto da nossa ceia, a decoração das casas e a árvore de Natal podem ter vindo daí. Há quem diga ainda que o hábito de cear vem de um antigo costume europeu de deixar as portas das casas abertas no dia de Natal. Assim, as famílias recebiam viajantes e peregrinos com quem confraternizavam, com bastante comida, a data tão importante para os cristãos. Daí as razões de a festa ser a união entre amigos e familiares.

Receitas
Miniquiche de alho poró e bacalhau

Ingredientes:
Massa
1 xícara e meia (chá) de farinha de trigo
1 colher (chá) de sal
1 colher (chá) de fermento em pó
2 colheres (sopa) de manteiga
meia lata de creme de leite
Recheio
2 colheres (sopa) de azeite
2 xícaras (chá) de bacalhau desfiado (deixado de molho de véspera)
1 talo de alho-poró (apenas a parte branca)
meia lata de creme de leite
light
1 stick de caldo em pó de galinha
2 ovos
4 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado
Modo de fazer:
Massa
Peneire a farinha com o sal e o fermento em uma tigela grande. Faça uma depressão no centro e adicione a manteiga e o creme de leite. Com as pontas dos dedos vá trabalhando a massa até ficar homogênea, sem grudar nas mãos. Embale em filme plástico para uso culinário e deixe descansar por cerca de 30 minutos. Abra a massa em uma superfície enfarinhada, forre o fundo e as laterais de fôrmas individuais redondas (10 cm de diâmetro), untadas e polvilhadas, fure o fundo das massas com um garfo e leve para assar em forno médio (180 ºC), preaquecido, por cerca de 20 minutos.
Recheio
Em uma panela aqueça o azeite e refogue o bacalhau e o alho-poró por cerca de 5 minutos. Deixe esfriar, misture o creme de leite restante, o caldo em pó, as gemas e o queijo ralado e reserve. Bata as claras em neve, incorpore delicadamente ao recheio e distribua entre as massas assadas. Leve ao forno médio (180 ºC), preaquecido, por cerca de 30 minutos. Sirva de como entrada, acompanhada de uma salada de folhas.

Tender de molho agridoce de laranja
Ingredientes
1 tender tipo bolinha (cerca de 1 quilo e meio)
1 xícara (chá) de suco de laranja
2 colheres (sopa) de manteiga
cravos-da-índia
Molho
1 xícara (chá) de suco de laranja
2 colheres (sopa) de açúcar mascavo                                                                   
4 colheres (sopa) de mel    2 colheres (chá) de maisena                                                                                
1 colher (chá) de mostarda
1 colher (chá) de gengibre ralado
1 colher (sopa) de fondor
2 xícaras (chá) de gomos de laranja
1 colher (sopa) de hortelã fresca picada
Modo de fazer:
Deixe o tender de molho no suco de laranja por 2 horas. Com a ponta de uma faca risque a superfície do tender de modo que se formem losangos. Nos vértices de cada losango, espete cravos-da-índia. Coloque o tender em uma assadeira média e espalhe pedacinhos de manteiga. Regue com o suco de laranja, cubra com papel de alumínio e asse em forno médio (180°C), preaquecido, por cerca de 30 minutos. Retire o papel, regue com o caldo que se formou na assadeira e deixe mais 10 minutos. Reserve.
Molho:
Em uma panela média, coloque o suco de laranja com o açúcar mascavo, o mel, a maisena, a mostarda, o gengibre ralado e o fondor e leve ao fogo baixo por cerca de 10 minutos. Adicione os gomos de laranja e deixe mais cerca de 5 minutos. Retire e adicione a hortelã picada.  Sirva o tender em uma travessa, regue com um pouco do molho, colocando o restante em uma molheira à parte. Decore com os gomos de laranja.

Chester de Natal com farofa tropical
Ingredientes:
1 chester de 5 kg
750 ml de vinho branco seco
1/2 xícara de chá de conhaque
10 dentes de alho
1 colher de sopa de pimenta moída na hora
sal a gosto
Modo de fazer:
Lave bem o chester e retire os miúdos. Coloque-o em um recipiente alto e acrescente o vinho, o conhaque, o alho e a pimenta. Deixe por pelo menos 12 horas nessa mistura. Retire o chester da marinada de vinho, reservando-a para regar depois. Em uma fôrma, coloque o chester e cubra com papel alumínio. Leve ao forno 200ºC por 3 a 4 horas, regando com a marinada de 30 em 30 minutos . No final da ultima hora, retire o papel alumínio para que o chester fique corado.
Farofa tropical:
1 manga madura e firme, picada em cubos médios
1/2 abacaxi maduro, cortado em cubos médios
1 maracujá (só as sementes)
1 cebola picadinha
2 xícaras de chá de farinha de mandioca torrada
2 colheres de sopa de salsinha picada
2 colheres de sopa de manteiga
Modo de fazer:
Em uma panela média, acrescente a manteiga e deixe aquecer. Coloque a cebola picadinha e deixe murchar. Acrescente as frutas, o sal e deixe cozinhar por 5 minutos. Desligue o fogo e deixe esfriar bem antes de colocar a farofa de mandioca . Por último, acrescente a salsinha picada.

Rabanada
Ingredientes:
2 gemas
3 colheres de sopa de açúcar branco
1 colher de leite
1 colher de nata
baunilha em pó (opcional)
12 fatias de pão de véspera
óleo
açúcar em pó
canela moída
frutas frescas
Modo de fazer:
Coloque as gemas dentro de uma tigela e junte o açúcar. Bata a gemada até obter um creme macio e espesso. Adicione aos poucos o leite e a nata. Bata um pouco mais e aromatize com 1 colher de café de baunilha em pó (opcional). Bata novamente. Molhe o pão com esta mistura e deixe embeber durante alguns minutos. Aqueça bastante óleo numa frigideira ou num recipiente fundo. Frite as fatias, poucas de cada vez, virando-as até dourarem uniformemente. Retire da fritura com uma escumadeira e escorra o excedente da gordura sobre folhas de papel absorvente. Polvilhe as rabanadas ainda quentes com açúcar e canela. Acompanhe com tiras finas de fruta fresca.

Pudim de Natal
Ingredientes:
260 g de pão
250 g de açúcar
100 g de amêndoas
50 g de passas
100 g de frutas cristalizadas
1 colher de chá de canela
suco e raspa de 1 laranja
125 g de margarina derretida
1 cálice de rum
5 ovos
1 colher de leite
margarina para untar a forma
açúcar para polvilhar
Modo de fazer:
Escalde as amêndoas, pele-as e corte-as em fatias ou compre já preparadas. Corte as frutas em pedaços pequenos. Peneire o açúcar. Corte o pão em pedacinhos, acrescente leite fervido, tape e deixe embeber bem. Quando estiver macio, esmague-o bem com uma colher de pau, junte-lhe os ovos batidos, as frutas todas, a margarina derretida, o suco e as raspas de laranja, a canela e o rum e misture bem. Unte uma forma com margarina, polvilhe-a com açúcar, leve para cozinhar em banha-maria por aproximadamente 30 min. Verifique se está cozido e deixe esfriar. Desenforme e sirva.

começa hoje

Durante uma semana, cinemas da Capital oferecem filmes a R$ 12

A ação faz parte da Semana do Cinema, que acontece em todo o País e visa democratizar o acesso à cultura

22/02/2024 12h29

Os três cinemas disponíveis em Campo Grande são Cinemark, UCI e Cinépolis Reprodução

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A partir de hoje (22), a população de Campo Grande pode encontrar filmes pelo valor de R$ 12, nos três cinemas da cidade. A ação faz parte da Semana do Cinema, que acontece em todo o País e visa democratizar o acesso à cultura, com duração até quarta-feira (28). 

O desconto já aconteceu em outros anos e, em 2024, é a primeira edição. Os três cinemas disponíveis em Campo Grande são: Cinemark, localizado no Shopping Campo Grande; UCI, no Shopping Bosque dos Ipês; e Cinépolis, no Shopping Norte Sul Plaza. 

O valor promocional é válido somente para salas tradicionais e 2D. Salas VIP, IMAX ou XD não participam da Semana do Cinema.

A promoção se estende também aos valores de combos alimentícios, valor que fica a critério de cada rede. 

Durante essa semana, as redes de cinemas oferecem, ainda, alguns filmes que estão na seleção de premiação do Oscar 2024, sendo uma boa oportunidade para assistir aos filmes mais comentados do momento, como o longa Pobres Criaturas, um dos favoritos do ano. 

Nesses dias, estão em cartaz nomes como: 

  • Bob Marley: One Love; 
  • Ferrari; 
  • Demon Slayer: Para a Vila do Espadachim; 
  • O Menino e a Garça; 
  • Madame Teia; 
  • Nosso Lar 2: Os Mensageiros; 
  • O Jogo da Morte; 
  • Pobres Criaturas; 
  • Todos Menos Você;
  • Minha Irmã e Eu; 
  • Masha e o Urso: Diversão em Dobro; 
  • Patos. 

A disponibilização dos filmes pode variar a cada dia e conforme critério de cada rede. 

Semana do Cinema 

A Semana do Cinema é uma iniciativa da Federação Nacional das Empresas Exibidoras Cinematográficas (Feneec) e tem como objetivo democratizar o acesso à cultura. 

A primeira edição foi realizada em setembro de 2022. A ideia é que mais pessoas possam, pelo menos nesses dias, assistir aos filmes oferecidos nas redes de cinema. 

Na última edição, em 2023, a promoção levou mais de 10 milhões de pessoas aos cinemas do País. 

fotografia

Exposição reúne fotos de incêndios e cheias no Pantanal de MS

Exposição em São Paulo, a partir de 8/3, sob a curadoria de Eder Chiodetto, reúne 80 imagens dos fotógrafos Lalo de Almeida e Luciano Candisani, com registros dos incêndios e das cheias do Pantanal de MS e de MT

22/02/2024 10h30

Luciano Candisiani

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Algumas das imagens mais recentes dos incêndios no Pantanal têm a força de transportar o espectador, ainda que à revelia, para uma espécie de parque temático com obras do escultor polonês Frans Krajcberg (1921-2017), artista reconhecido por ter dado um sentido estético e de denúncia a troncos e galhos que recolhia após a destruição do fogo em outros biomas de estados como Minas Gerais e Bahia.

Uma exposição com fotografias de Lalo de Almeida e de Luciano Candisani mostra esse e o outro lado da moeda no território pantaneiro.

A maior planície alagável do planeta tem ocupado o noticiário não por sua biodiversidade e por sua beleza exuberante, mas pelo risco de desaparecimento dessas sob a ameaça da seca e do fogo. Desde 2020, quando o bioma foi atingido pelos piores incêndios de sua história, que consumiram quase 30% de sua extensão, os episódios de risco de repetição da tragédia não foram poucos. Por isso, todo e qualquer alerta é sempre mais que bem-vindo.

Programada para entrar em cartaz, em São Paulo, no Instituto Tomie Ohtake, a partir do dia 8/3, a mostra “Água Pantanal Fogo”, com curadoria de Eder Chiodetto, reúne, no total, 80 obras dos dois fotógrafos e seguirá aberta para visitação até 12 de maio, de terça-feira a domingo, das 11h às 19h. A entrada é franca, e a mostra tem patrocínio do Itaú e da CSN.

Para além da denúncia, vai um convite à comoção, à beleza e à busca pela conscientização ambiental na mensagem da exposição. O instituto fica no Bairro de Pinheiros.
“Água Pantanal Fogo” levará ao público os contextos antagônicos que integram a paisagem pantaneira.

Dessa forma, Lalo de Almeida terá exposta sua produção fotográfica diante do fogo que assolou o Pantanal durante os incêndios de 2020, enquanto Luciano Candisani levará ao público seu trabalho feito durante cheias locais, com imagens que constituem um acervo iconográfico de suma importância.

RENDA REVERTIDA

Almeida, com fotografias que rodaram o mundo, teve sua série de fotografias “Pantanal em Chamas” premiada na categoria Meio Ambiente, no World Press Photo. Candisani, por sua vez, é um dos maiores nomes de sua área de atuação, tendo trabalhado em 40 países, incluindo as regiões geladas do Ártico e da Antártica, e fazendo parte do coletivo The Photo Society, grupo exclusivo de fotógrafos com matérias completas publicadas na edição principal da revista National Geographic.

Uma das maiores iniciativas para combate às chamas está na formatação das Brigadas Pantaneiras, programa do SOS Pantanal que será o grande beneficiário de uma articulação do Documenta Pantanal para arrecadação de recursos por meio da exposição e da venda de seis quadros dos fotógrafos Lalo de Almeida e Luciano Candisani. 

As seis imagens que estarão à venda na exposição “Água Pantanal Fogo”, com renda totalmente revertida em prol das Brigadas Pantaneiras, foram doadas por Lalo e Luciano, que são apontados pelo curador Eder Chiodetto como “cronistas visuais que frequentemente buscam parcerias com cientistas e pesquisadores”.

ÁPICE DA FOTOGRAFIA

“Para obter o resultado exposto nessa mostra, criam logísticas complexas e se expõem a vários tipos de perigo. É em trabalhos como esses, que aliam idealismo, paixão e militância, que a fotografia alcança seu ápice, tornando-se uma janela aberta a revelar as idiossincrasias e o sublime do mundo”, afirma Chiodetto.

Não é a primeira vez que o Documenta Pantanal articula uma ação em prol da preservação da maior planície alagada do planeta. Em 2021, o coletivo multidisciplinar promoveu o evento Artistas Pelo Pantanal, quando 45 obras, em diversas linguagens, foram doadas por 42 artistas visuais, alcançando uma arrecadação de R$ 2 milhões.

À época, participaram da iniciativa obras de artistas como Adriana Varejão, Araquém Alcântara, Carlito Carvalhosa, Elisa Bracher, Jac Leirner, João Farkas, José Bento, Laura Lima, Leda Catunda, Luciano Candisani, Luiz Zerbini, Regina Silveira, Santídio Pereira e Sérgio Sister e Vik Muniz.

De acordo com Mônica Guimarães, coordenadora do Documenta Pantanal, “está no escopo do Documenta ações que possam auxiliar trabalhos em prol da preservação do Pantanal.

O bioma continua a queimar, e nesse ano ainda tivemos incêndios em plena cheia, o que é muito preocupante e óbvio reflexo das condições climáticas. Essa é uma extensão da ação que fizemos em 2021 e que continuaremos a fazer com todos os artistas que se dispuserem a ajudar o Pantanal”.

AS BRIGADAS

Atuantes desde 2020, as Brigadas Pantaneiras, programa a ser beneficiado com as doações, têm um propósito claro: prevenir e responder aos focos de incêndio. São 24 brigadas treinadas e equipadas, espalhadas entre fazendas e comunidades, que têm um papel crucial nas operações de prevenção e de combate coordenadas pelas instituições competentes.

Até outubro de 2023, as brigadas foram responsáveis pela diminuição em 89% da área queimada em suas áreas de atuação, com redução de 76% dos focos de calor das mesmas, protegendo um território de mais de 650 mil hectares.

Esses números podem se tornar ainda mais expressivos com expansões planejadas. Para isso, cada doação contribuirá diretamente para cobrir os custos de logística e a operação dos brigadistas, que enfrentam riscos diários para proteger a fauna, a flora e o equilíbrio ecológico do Pantanal.

De acordo com Leonardo Gomes, diretor-executivo do Instituto SOS Pantanal, “com essa incrível exposição temos o olhar de dois grandes fotógrafos sobre dois elementos imperativos na formação do Pantanal. Além de trazer visibilidade às belezas e às preocupações em torno da água e do fogo, o recurso arrecadado com a venda das fotos fortalecerá um outro elemento crucial para o bioma, o pantaneiro”.

“O valor será utilizado na manutenção de equipamentos, na capacitação e no aprimoramento das brigadas de incêndio, em uma perene e fundamental ferramenta de adaptação às mudanças climáticas, além das melhorias no sistema de monitoramento remoto, que chega por telefone a dezenas de comunidades nos diversos pantanais”, afirma Leonardo Gomes.

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