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ENTREVISTA

Cinco Perguntas para Juan Alba

O ator celebra 20 anos de carreira na pele do ardiloso Ramiro de “Amor Sem Igual”, da Record
12/04/2020 16:00 - Geraldo Bessa/TV Press


 

Moreno, alto e com ar de galã, a questão da beleza sempre foi predominante na trajetória de Juan Alba. Aos 55 anos, o intérprete do ambicioso Ramiro, de “Amor Sem Igual”, parece estar em paz com as cobranças estéticas e artísticas, ao celebrar 20 anos de carreira em um papel de destaque a à altura da data. “A concorrência é grande e o trabalho na televisão nunca é garantido. Estar no ar e ser lembrado para papéis legais me mostram que estou no caminho certo”, valoriza.

Natural de Campinas, interior de São Paulo, mas criado em Vitória, capital do Espírito Santo, Juan começou a trabalhar cedo como modelo. Aos 16 anos, assinou um contrato com a renomada Ford Models e ganhou o mundo. Cerca de 15 anos depois, resolveu se despedir das passarelas e investir na televisão. Após trabalhar como repórter na Bandeirantes, passou em um teste para a clássica “Terra Nostra”, de 1999, e foi descoberto pelo Brasil na pele do cocheiro Josué. “Tudo nesse projeto deu muito certo. Fiquei feliz com a repercussão, mas sabia que tinha de estudar muito e ganhar repertório. Foquei no meu crescimento como ator”, conta. Nesses 20 anos, passou por produções do SBT, Globo e Record de forma muito dinâmica. No momento, vive um período inédito de férias forçadas com a paralisação das gravações de “Amor Sem Igual” por conta da pandemia de Coronavírus. “Achei muito acertada essa decisão da Record. Sinto saudades das gravações, mas agora é hora de se preservar”, ressalta.

P - Nos últimos anos você tem transitado de forma tranquila por produções da Globo e da Record. Como você encara esse clima mais amigável entre emissoras concorrentes?

R - É muito legal ver o mercado sem grandes picuinhas. Tempos atrás, você tinha de ficar meses fora do ar para voltar ao trabalho e era difícil receber convites para retornar de onde tinha saído. Hoje, os convites estão mais livres e não tem mais essa quarentena boba. É ótimo ter um contrato de prazo longo, mas também é muito bacana ter a liberdade de trabalhar onde quiser e de acordo com o projeto. As emissoras e os atores ganham com essa facilidade de fluxo.

P - Mas rola algum receio de ficar um longo período fora do ar?

R - Sempre (risos). Acho que os atores estão mais ligados em todas as oportunidades de trabalho. A concorrência aumentou, então, é muito legal quando alguém entra em contato porque pensou exatamente no seu nome para o projeto. Foi assim com “Amor Sem Igual”. Estava acompanhando a escalação e torcendo para ter um personagem, pois o projeto da trama era muito interessante.

P - Em que sentido?

R - Adorei “Topíssima” e fiquei muito feliz com a retomada das novelas contemporâneas na Record. Nada contra as novelas bíblicas, participei de “Jezabel” ano passado e foi uma experiência muito legal. Mas acredito que ter uma programação diversa é o melhor caminho para a Record. “Amor Sem Igual” é uma continuação deste processo e conta com uma equipe que já trabalhei anteriormente. Quase no final da fase de escalação, me ligaram e me falaram sobre o Ramiro. Me apaixonei pelo personagem na hora. As cenas são muito dinâmicas e divertidas.

P - O fato dele ser vilão ajuda?

R - É um ponto que o deixa mais presente na trama. Ramiro é machista, manipulador e disputa com o próprio filho, Tobias (Thiago Rodrigues), pelo posto de pior pessoa da novela. Não acredito que ele tenha qualquer chance de redenção. Mas, como um antagonista contemporâneo, é um papel de muitas camadas. Ele tem um pouco de humor e é capaz de fazer boas ações, embora não seja muito seu forte. É um trabalho que me exige bastante.

P - Como assim?

R - Além do estofo para fazer cenas boas, é um papel que me cobra fisicamente. Voltei a me exercitar fazendo corridas pouco antes de começar a gravar porque queria ter um condicionamento melhor para o papel. A cena do sequestro forjado do personagem foi uma das coisas mais divertidas e cansativas que já fiz na vida. Ele tem esse universo da correria e do tiro, fazer ação é sempre complexo, mas o resultado compensa.

 

“Amor sem Igual” - Record - de segunda a sexta, às 19h30.

Felpuda


Nos bastidores, há quem garanta que a única salvação, de quem está com a corda no pescoço, é ele aceitar ser candidato a vice-prefeito em chapa de novato no partido. Vale dizer que isso nunca teria passado por sua cabeça, uma vez que foi eleito com, digamos, “caminhão de votos”. Se aceitar a imposição, pisaria na tábua de salvação; se recusar, poderá perder o mandato. Ah, o poder!