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BATE-PAPO

Cinco perguntas para o apresentador Fábio Porchat, do “Que História é Essa, Porchat?”

De volta aos estúdios, foram retomadas as gravações com uma série de protocolos de segurança
10/08/2020 16:30 - Caroline Borges/TV Press


Fábio Porchat pode dizer que já está completamente imerso ao famigerado “novo normal”. Após alguns meses sem gravar o “Que História é Essa, Porchat?”, do GNT, o apresentador e roteirista voltou aos Estúdios Globo para dar sequência aos episódios inéditos da segunda temporada. Porém, ao retomar a rotina de gravações, o humorista encontrou um cenário completamente diferente, com máscara, roupas especiais, álcool gel e, praticamente, zero contato com a equipe, agora, reduzida. Para evitar o contágio pelo Covid-19, Porchat fica sozinho no centro do palco e recebe anônimos e famosos através de chamadas de vídeo. O programa chegou a gravar quatro episódios antes do avanço da pandemia do novo coronavírus, mas os trabalhos foram interrompidos por conta das medidas de isolamento social. “Esse novo formato me consome muito mais. Antes, a gente gravava dois programas por dia. Estávamos até pensando em gravar três. Agora, gravamos um por dia. Consome um tempo enorme e um desgaste emocional gigante. É necessário ter uma concentração e organização muito grande”, explica Porchat, que vai estudando o programa no caminho para os estúdios. “Vou ouvindo o áudio dos convidados contando as histórias. Preciso ter um domínio das histórias para criar e improvisar na hora”, completa. 

Ao longo dos 17 episódios restantes, Porchat recebe Sandra Annenberg, Marcelo Médici, Monique Alfradique, Antônio Fagundes, Sheron Menezzes, Grazi Massafera Tom Cavalcanti e Alexandre Nero. Apesar do sucesso da primeira temporada e da lista recheada de convidados, o humorista sonha em ainda receber nomes, como Faustão, William Bonner, Zeca Pagodinho, Fábio Jr., Leonardo e Roberto Carlos. “Ainda tem muita gente boa para contar história. O Roberto Carlos pedi no começo do ano. O empresário dele disse que ele estará disponível em setembro do ano que vem (risos). Juro! Vou aguardar e continuar insistindo”, afirma. Além da exibição dos inéditos no GNT, Porchat também estreará, a partir de outubro, a primeira temporada na Globo. “Inicialmente, vamos exibir 10 episódios durante outubro, novembro e dezembro. A temporada completa teve 20 episódios. Se tudo der certo, temos mais episódios na manga para levar ao ar”, torce. 

P – As gravações estão seguindo rigorosos protocolos de segurança. Como funciona toda a dinâmica por trás das câmeras?

R – A equipe que está comigo no estúdio está toda vestida de cientista. Eles usam macacão, luva, máscara e touca. Ao entrar na Globo, tem alguém que mede a sua temperatura e coloco aquela sapatilha de dentista. Toda a área do estúdio é para a produção do programa. O meu camarim é vazio, só tem água. Só eu e uma pessoa autorizada da produção que entramos. Minha maquiagem sou eu que faço e também coloco meu microfone. Antes das gravações, fiz um tutorial para aprender a me maquiar. Não posso ter ficha de papel. Então, eu uso um tablet para me organizar sobre tudo do programa. Cerca de 10 pessoas montam tudo no estúdio, depois de pronto, o local é higienizado. Do camarim ao centro do palco, estou sempre de máscara. A diretora também coordena tudo de casa, ela não está no estúdio. É um processo técnico que achei que não daria certo.

P – Por quê?

R – Acreditei que não iríamos conseguir superar o “delay” da internet ou a imagem e áudio travando. Quando fizemos os pilotos, percebemos que não daria para usar a imagem do computador dos convidados. Por isso, os convidados recebem um kit da Globo com celular, tripé e iluminação. A nossa preocupação era não travar porque a essência do programa é contar história. Não dá para contar história travando ou que as pessoas não se entendem. O programa iria naufragar. 

P – A gravação de forma remota exige uma engenharia e tecnologia gigantescas. Isso interferiu no tempo de gravação do programa?

R – Sim, claro. A gente passa o dia todo gravando. Antes, os convidados passavam uma hora e meia com a gente. Agora, é um dia inteiro em função disso. A pessoa recebe o material em casa, tem de montar e acertar todos os ajustes técnicos. Já chego pedindo desculpas (risos). A única certeza que tenho é que a internet brasileira precisa melhorar muito. Toda hora trava, cai, picota, não funciona... É um malabarismo técnico. Os convidados do primeiro programa que gravamos sofreram porque ainda estávamos em ajustes. Até mandei um presentinho para continuarem me amando.

P – Durante a seleção das histórias para a temporada, você teve preocupação de não escolher casos sobre o período da pandemia?

R – Sim, estamos pedindo para as pessoas não contarem histórias deste período de isolamento social. Quando tudo isso passar, ninguém vai querer ouvir histórias sobre isso. Claro que, se a pessoa tiver uma história incrível, vamos contar. A gente cita e comenta a pandemia durante o programa. Não dá fingir que não está acontecendo. Mas não temos um perfil de história. Pode ser engraçada, terror, romântica. Não queremos histórias tristes. Não é muito a cara do programa.

P – Ao longo da quarentena, você realizou diversas “lives” em sua página no Instagram. De que forma essa experiência ajudou na condução desse novo formato do programa?

R – Foi muito importante para eu aprender a me comunicar à distância com as pessoas. Já cheguei entendendo o “delay”, o travamento constante, a internet ruim... Tenho um ouvido de quarentena. Percebi, por exemplo, que não posso rir com som porque isso atrapalha quem está falando. As “lives” trouxeram muito essa experiência de entender os problemas técnicos. 

 
 

Felpuda


Os bastidores fervem com a ciumeira que vem acontecendo em alguns municípios, onde determinados candidatos estariam sendo mais prestigiados que outros depois das alianças que foram formalizadas nas convenções. As queixas só aumentam, e as lideranças partidárias já não sabem o que fazer, temendo a possibilidade de que a vitória vá para o ralo. A bronca maior está entre integrantes das chapas puras de vereadores que se coligaram na majoritária. E salve-se quem puder!