Clique aqui e acompanhe o resultado das Eleições 2020

TERAPIA ALTERNATIVA

Com fama de ter efeito analgésico e anti-inflamatório, âmbar faz sucesso entre as mães de bebês

Apesar de pais alegarem resultados positivos, não há estudos científicos que comprovem eficácia da resina
09/11/2020 08:14 - Carol Alencar Cozzatti, Naiane Mesquita


Popular entre mães e pais que buscam alternativas de tratamentos naturais para os filhos, os colares de âmbar báltico costumam fazer sucesso pelo possível efeito anti-inflamatório e analgésico, que estimularia o sistema imunológico da criança. Porém, apesar do apelo popular, o colar deve ser utilizado com cautela e é desaconselhado durante o sono da criança. 

A advogada Juliane Nahabedian, 29 anos, é mãe dos pequenos Pedro, 4 anos, e Clara, de 2 anos. Ela explica que começou a usar o colar no filho aos três meses de idade e acredita que o objeto foi fundamental para sanar o incômodo da aparição dos dentinhos. “Os primeiros dentinhos começaram a despontar quando ele tinha cinco meses, e [o colar] ajudou bastante no controle de diarreia e febre. Já com a Clara tem sido tranquilo cada vez mais”, explicou.

Sobre a veracidade do efeito que o âmbar produz, Juliane diz que acredita em seus benefícios. “Vejo resultado na imunidade das crianças, e em mim eu sinto uma proteção com o âmbar”, afirma.


 

 
 

Ciência

Utilizado há séculos na Europa, principalmente na Lituânia, o âmbar é uma resina vegetal fossilizada oriunda de uma gema preciosa. Nesse processo de transformação ele ganha ácido succínico, que é um analgésico natural. Ao entrar em contato com a pele, o âmbar libera pequenas quantidades dessa substância e passa a agir no organismo. Em tese, quanto maior a área de contato, mais ácido succínico ele libera no corpo. 

Além de anti-inflamatório, o colar de âmbar também seria um analgésico natural, atuando diretamente na redução da dor associada à dentição, nas dores de cabeça e nas dores musculares.
Para os bebês, um alívio das dores dos dentinhos novos, febres e resfriados. Já para os adultos, aquele alívio de tendinites, enxaquecas e dores em geral.
Porém, para o médico pediatra e alergista Leandro Britto, nenhuma dessas propriedades do âmbar foi comprovada pela ciência. 

“Não tem comprovação científica. Eu já tive pais que usaram e afirmaram que sentiram uma melhora na cólica e principalmente nas dores da dentição. Mas, cientificamente, não tem respaldo nenhum”, explica. 

Para o pediatra, o principal problema é deixar a criança com um colar no pescoço. 

“Eu não aconselho de jeito nenhum deixar um bebê ou criança usar colar, pelo risco de acidente. A criança pode se asfixiar durante o sono ou até com outra criança puxando o colar”, ressalta. 

Segundo Britto, existem outras alternativas para aliviar os incômodos da criança. “Existem alguns medicamentos que podem ser utilizados no local. No caso da dentição, também há a opção de dar algo para a criança mastigar ou apertar. Em alguns casos, o dentista pode analisar a situação”, frisa.

O médico ainda alerta que esse incômodo pelo nascimento dos dentes nos bebês é natural. “Toda criança passa [por isso] e não é algo grave”, pontua. 

Tipos de âmbar

O colar de âmbar pode ter várias cores. As colorações variam em tons de branco, amarelo, laranja, marrom, verde, preto e o tradicional tom de conhaque, também identificado por caramelo. 

O diferencial está na concentração de ácido succínico utilizado no âmbar. 

Para saber se o colar de âmbar é verdadeiro você pode fazer um teste caseiro. Basta colocar um copo com água e sal e inserir o colar. Se a conta clarear, é falso. O âmbar precisa permanecer com a cor original para ter autenticidade.

O preço varia de acordo com o tamanho, em torno de R$ 60 a R$ 200. 
Há diversos modelos, como pulseira, tornozeleira, brincos, anel ou berloque.

 

Felpuda


Figurinha cuja eleição estava sub judice trabalha intensamente para ter a votação legalizada. Isso acontecendo, garante uma das cadeiras de vereador. Assim, quem hoje foi proclamado eleito vai para a fila da suplência.

Caso isso ocorra, a figurinha que corre o risco não deverá ficar desamparada, pois deixou secretaria municipal para disputar as eleições e poderá ter a cadeira de volta em 2021. Agora, resta esperar para ver onde vai parar.