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COMPORTAMENTO

Suculentas viram alvo de colecionadores e há quem tenha 170 unidades no quintal

Perfeitas para espaços pequenos, as suculentas e cactos fazem sucesso na pandemia
24/09/2020 07:00 - Naiane Mesquita


Na última vez que o biólogo Heriberto Gimênes Júnior, 33 anos, contou, tinha 170 suculentas e cactos em casa.  

A paixão, que começou no ano passado durante uma feirinha em Campo Grande, acabou se tornando um perfil no Instagram, com dicas de cultivo e o desejo de tornar a espécie ainda mais querida pelos brasileiros. “Eu já gostava de plantas, mas me apaixonei imediatamente pelas suculentas. No início eu comprei as mais simples, mas depois eu fui adquirindo as mais raras”, conta Heriberto.  

Com a pandemia do novo coronavírus, o biólogo percebeu que o cultivo se tornou uma distração ainda mais importante. “Durante a pandemia eu acho que esse cultivo também teve um fator importante, porque foi o momento de entrar em contato com essas plantas, como se fosse uma terapia. Foi muito bacana”, frisa.  

Foi então que o perfil Suculentas do Pantaneiro surgiu no Instagram. “Para poder ajudar as pessoas que também mantêm suculentas em casa, com dicas de manutenção e de onde encontrar”, ressalta.

 
 

Mudança de vida

A paixão de Fabiane Higa, 32 anos, pelas suculentas foi capaz de mudar a sua vida profissional. Formada em Jornalismo e Arquitetura e Urbanismo, Fabiane decidiu abrir uma lojinha para vender suculentas e cactos. “A loja vai fazer um ano em dezembro. Antes disso eu tinha feito duas feirinhas em uma lanchonete, e só então veio a ideia de abrir uma loja, porque eu queria testar se as pessoas se interessavam por suculentas antes de começar as vendas. Até então, eu achava que eu era a única louca de Campo Grande”, ressalta.

O interesse foi automático, e assim surgiu a loja Suculentas da Fabi. “Fazia seis anos desde que eu tinha começado a colecionar. A princípio, eu vendia vasos artesanais de cimento, mas eu percebi que as pessoas gostavam mais das plantinhas do que dos vasos em si. Eu também me interessava pela plantinha e comecei a comprar e colecionar. Dessa coleção eu comecei a tirar mudinhas e mais mudinhas, e não tinha mais onde colocar elas. Então veio a ideia de fazer a feirinha para vender as mudas. Mas eu achava que não venderia”, relembra.  

Nas feirinhas Fabi conheceu mais gente que gostava de suculentas e outras pessoas que colecionavam há mais tempo que ela. “Começamos a criar um círculo de amizade muito legal. No início eram clientes, e hoje, somos amigos. Nós trocamos dicas, trocamos mudas, várias informações”, ri.  

Espécies

Fabi conta que, no início, começou a comprar as primeiras suculentas em supermercados, mas depois decidiu viajar em busca de novas espécies. “Comprava em supermercados e floriculturas. Com o tempo – e a internet – você começa a ver o quanto de coisas diferentes que tem. Comecei a buscar em sites, cheguei a visitar um viveiro em São Paulo e, quando eu viajava para fora, tentava trazer uma matriz diferente. Porque ela tem uma infinidade de espécies, é impossível a pessoa dizer que tem todas”, conta.  

Segundo Fabi, na pandemia o interesse realmente aumentou. “Eu senti um boom de suculentas depois da pandemia, porque as pessoas passaram a ter mais tempo livre e a querer se dedicar a um hobbie diferente. A suculenta veio com o modismo da internet e com a pandemia. E todo mundo decidiu aprender a cuidar da suculenta, porque até então ela tinha fama de ser fácil”, frisa.

 

 
 

Cuidados

Para quem deseja começar a cuidar das suas próprias suculentas, Heriberto separou algumas dicas especiais para os leitores do Correio do Estado. Confira:

1. Substrato: tem de ser drenável, para não reter umidade. O ideal é um mix de casca de arroz carbonizada, perlita e húmus;

2. Iluminação: apenas nas primeiras horas da manhã e no fim da tarde. Das 7h30min às 10h e das 16h às 17h30min é o suficiente. Caso contrário, use sombrite de 50%;

3. Rega: uma vez por semana, dependendo da região onde você mora. A noite é o melhor período para as suculentas absorverem a água.

 
 

Felpuda


Falatório e atitude de membro da família acenderam a luz vermelha no “QG” de candidato, pois poderão causar muitos estragos. 

A tropa de choque de defensores do candidato a prefeito já foi colocada em campo e só falta falar que os genes de ambos são diferentes. 

E com relação ao dito-cujo, sabe-se que deverá ser orientado a “baixar a bola” nos próximos dias, mais precisamente até o término da campanha eleitoral.

Afinal...